Projeto prevê criação em 2015 de ‘Departamento de Novos Negócios’

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De olho em novos negócios, a Prefeitura programa para o ano que vem a implantação de mais um departamento. A informação é do ex-secretário municipal da Indústria, Desenvolvimento Econômico e Social, Ronaldo José da Mota.

Em entrevista a O Progresso, na quarta-feira, 3, ele destacou que o Departamento de Novos Negócios já conta com verba própria. Serão R$ 90 mil, previstos na LOA (Lei Orçamentária Anual) aprovada pela Câmara no início do mês. O recurso anual será utilizado na implantação e manutenção da seção.

A criação integra plano de trabalho apresentado por Mota ao prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu. O projeto, no entanto, será concluído na gestão de Márcio Fernandes de Oliveira, nomeado interino da pasta da Indústria. Mota deixou a secretaria na semana passada para assumir o cargo de vereador.

“Trata-se de um departamento só para cuidar das implantações de novas indústrias na cidade”, explicou Marcos Bueno, diretor da Indústria. Responsável pelo trabalho de criação, ele disse que a seção terá como atribuições a realização de um mapeamento da cidade na “questão industrial”.

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Outra função do departamento será oferecer informações para a Investe SP – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade. É essa entidade mantida pelo governo do Estado de São Paulo a responsável pela indicação de cidades como potenciais candidatas para receber novos investimentos.

A intenção é que o departamento possa fornecer “informações imediatas” quando a Investe SP indicar o município. Bueno destacou que os dados serão específicos. Entre eles, áreas disponíveis, recursos, mão de obra e qualificação.

“Queremos deixar isso bem aportado, para que tenhamos condições de trabalhar em conjunto com os polos industriais que já existem na cidade”, comentou.

Para Mota, a intenção é potencializar a inserção de novas empresas e tornar a implantação delas um processo mais rápido. “É um projeto que já está montado. Agora, no começo do ano, ele será validado com o prefeito”, disse o vereador.

Apesar de vinculado à pasta da Indústria, o departamento vai atuar “em consonância” com a Secretaria Municipal de Fazenda, Finanças e Planejamento. Isso porque é essa secretaria contatada, num primeiro momento, pela Investe SP.

“A agência é uma prateleira de municípios. Quando o empresário a procura, ela entrega um banco de dados com as cidades que têm potencialidade para atendê-lo. Daí, começa-se o processo de análise”, disse Bueno.

Para ele, a cidade que estiver “mais atualizada junto à agência” tem mais chances de atrair investidores. “Então, nossa função é manter esse banco de dados atualizado. Queremos estreitar, ainda mais, esse relacionamento”, argumentou.

O departamento deve resultar em nova dinâmica de atribuições no município. Com ele, a Secretaria de Fazenda ficará responsável pelos assuntos relacionados a incentivos fiscais, isenções de tributos e gestão financeira. Já o departamento cuidará de providenciar dados sobre qualificação profissional, áreas e validação de documentos junto a órgãos competentes.

As “divisões” de competências devem desafogar os respectivos setores e contribuir para acelerar a instalação de novos empreendimentos. Entretanto, Bueno destacou que a vinda efetiva das empresas que anunciam chegada ao município – ou assinam protocolo de intenções – depende de “vários fatores”.

“Não é da noite para o dia. Sabemos que quando alguns milhões em dinheiro estão em jogo, tudo é uma questão de estratégia para as empresas. Não é como abrir um pequeno negócio num quarteirão, fechar e reabrir no outro”, disse.

Conforme o diretor da Indústria, mesmo que os municípios atendam todas as exigências dos investidores, são eles os responsáveis pelos custos das instalações. “As condições de recursos, principalmente, não cabem ao município, mas, sim, às indústrias para que levantem suas plantas”, argumentou.

Além do dinheiro, Mota citou que os empresários enfrentam uma série de negociações até a etapa da construção. Os investimentos internacionais, por exemplo, são atrelados a incentivos fiscais discutidos com os governos estadual e federal.

Conforme o ex-secretário, esse tipo de entendimento pode demorar de dois a três anos. Esse seria o caso da Noma do Brasil, empresa do Paraná, e da chinesa Zoomlion. Ambas, adquiriram áreas à margem da rodovia Antônio Romano Schincariol (SP-127) e anunciaram implantação de suas unidades fabris.

As companhias negociam com o Executivo desde 2011, com anúncios de investimentos feitos em 2012. Das duas, a Noma é a que já iniciou implantação.

Bueno citou que a empresa paranaense – que fabricará carretas – já conta com barracão em distrito industrial próximo do Residencial Astória. “Ela já está operando em Tatuí e fazendo seus primeiros projetos na cidade”, concluiu.


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