Projeto de cultura afro-brasileira da Apae é selecionado pelo Itaú Social

Oficinas de música, dança, artes plásticas e gastronomia integram a ação

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Elemento humano feminino em referência ao gênero da palavra áfrica e da sigla Apae
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Fabio Villa Nova
Antuerpia

A Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Tatuí desenvolverá, ao longo de todo o ano letivo de 2019, o “Projeto Afro Apaeana – A Cultura da Igualdade”, um dos 51 selecionados pelo edital da Fundação Itaú Social em todo o Brasil.

“Será, de fato, uma imersão pelas raízes africanas e pelas tradições que cruzaram o Oceano Atlântico e desembarcaram no país, construindo manifestações artísticas e antropológicas que dão fundamento à formação étnica do brasileiro”, conforme divulgou a associação.

A diversidade será um dos eixos principais do projeto, tanto no conteúdo, quanto na forma. Não por acaso, ele contemplará múltiplas oficinas: musicalização, grupo afro reggae, dança, maculelê, capoeira, contação de histórias, artes plásticas e gastronomia.

Uma equipe multidisciplinar, com profissionais de diversos segmentos0 foi constituída “para tornar o projeto mais abrangente”. Fazem parte do corpo técnico artistas plásticos, atores, figurinistas, cenógrafos, músicos, fotógrafos, jornalistas, publicitários, psicólogos, assistentes sociais, mestres de capoeira, pesquisadores em culinária africana, além da equipe administrativa e dos voluntários da entidade.

O projeto conta, ainda, com o amparo do Conselho Municipal Afro-Brasileiro e do Núcleo Afro-Feminino.

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Segundo a entidade, a integração também será exercitada como ponto de “conversão e convergência”, já que as atividades serão realizadas de maneira conjunta entre os alunos da Apae e duas escolas de rede pública, a “Barão de Suruí”, que é mantido pelo estado, e o Nebam “Ayrton Senna da Silva”, gerido pelo município.

Segundo a assistente social Daliane Miranda, responsável técnica pelo projeto, também é objetivo da iniciativa “desmitificar” a Apae.

“Os alunos da rede regular de ensino terão a oportunidade de realizar todas as oficinas juntamente com os alunos da entidade, potencializando a quebra do preconceito por meio da arte, favorecendo a inclusão social, numa ótica onde a diversidade seja respeitada e valorizada, seja frente a uma deficiência ou à sua própria essência”, explica.

Já o presidente da Apae, Mario Luís Rodrigues da Costa, lembrou que a filantrópica tem como missão ser agente efetivo no combate ao preconceito e na promoção da diversidade.

“Queremos que essas manifestações culturais, que fazem parte da história e do dia a dia do povo brasileiro, sirvam como reflexão sobre a tolerância”, declarou.

“Também queremos contribuir para que essa temática, que mal aparece nos livros e que acaba sendo deturpada e marginalizada pela grande mídia, contribua para o fortalecimento dessa identidade, de um Brasil miscigenado, multicultural, mas que ainda tem dificuldade em conviver com o próximo. Sem dúvida, a arte e a educação são fundamentais para atingir esse alvo e cumprir esse objetivo”, completou o presidente.

Conforme divulgado pelo Apae, com a essa iniciativa, a entidade ainda ganhará melhorias na estrutura física. A sala de ensaios e atividades culturais deverá ser revitalizada e reformada com recursos do edital. Ao todo, a entidade deve capitalizar cerca de R$ 120 mil.

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