Presidente da Alesp defende em Tatuí redução no nº de partidos

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AI Gonzaga

Samuel Moreira diz que há distanciamento e desaprovação da população

 

Em visita a Tatuí na noite de segunda-feira, 25, o deputado estadual Samuel Moreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, falou sobre a necessidade de reforma política que reduza o número de partidos no Brasil.

O assunto foi abordado em entrevista a O Progresso, durante encontro entre o parlamentar e membros da “Juventude do PSDB” da cidade.

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Atualmente, 32 partidos políticos estão registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Para Moreira, o número é exagerado e tornou-se um dos motivos pelos quais a população teria desaprovado e se “distanciado” da política.

“As pessoas não sabem direito para que servem tantos partidos políticos. Realmente, não há uma explicação que justifique a existência de 32 partidos. Isso afasta as pessoas da nossa atividade”, disse.

Questionado se existe evasão do público jovem da política, o deputado negou. Respondeu que, na verdade, o problema gira em torno do “preconceito” criado com relação à política.

“Não há mobilização, não há disposição em participar. Não vejo muito a entrada de pessoas na política porque está se criando um certo preconceito. Vi uma pesquisa recente mostrando que 85% das pessoas não acreditam mais em partidos políticos”, comentou o peessedebista.

“Porém, não temos outros caminhos para discutir e reformular política se não for através dos partidos. O problema é que estamos com 32 partidos. Não há lugar no mundo que se tenha toda essa quantidade. Se você comparar as ideologias de muitos deles, não vai notar diferenças”, completou.

Na visão de Moreira, partido político “virou uma questão de negócios”. “As pessoas montam partido pra ganhar tempo de televisão, ocupar espaço em governo, pra facilitar a vida como candidato”, citou.

O deputado não especificou qual seria a quantidade ideal de partidos no Brasil, mas deu uma margem do número que considera, no mínimo, aceitável.

“Quem ganha uma eleição, governa. Quem perde, fiscaliza e faz oposição. Você pode ter dois ou três partidos na situação? Sim. Pode ter dois ou três partidos na oposição? Pode, também, até mesmo seis ou sete. Mas nada justifica ter mais de 30 partidos”, respondeu.

Oposição enfraquecida

O provável excesso de partidos também acarretaria outro fato: o enfraquecimento da oposição. Segundo o deputado, atualmente, existe a chamada “pulverização partidária”: uma série de partidos pequenos – cada vez menores – dividindo espaço, sem resistência para fazer oposição e, assim, “controlados” pelo governo.

“Desse jeito, a oposição só enfraquece, o que é muito ruim para o sistema democrático. Você não pode massacrar, acabar com a oposição. Todo governo precisa dela para fiscalizar e fazer críticas”, disse.

A solução para reduzir a quantidade de organizações partidárias seria uma reforma política. De acordo com o parlamentar, a maior parte dessa responsabilidade deve ser atribuída ao governo federal.

“O próprio Partido dos Trabalhadores, que comanda o governo do nosso país, não vem tomando iniciativas para propor uma reforma política que mude essa realidade. É muito melhor fazer política quando existe um sistema com menos partidos. Um sistema plural, mas menor”, considerou Moreira.


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