Prefeitura renova termo com UfsCar e mantém ações do Futuro Cientista

Programa atende cem estudantes do ensino fundamental da rede municipal

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Termo de compromisso é renovado por mais um ano com a UfsCar (foto: AI Prefeitura)
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A prefeitura renovou o termo de cooperação com a UfsCar (Universidade Federal de São Carlos), campus Sorocaba e, assim, manterá, no próximo ano letivo, as atividades do Programa Futuro Cientista em quatro escolas de ensino fundamental da rede municipal.

A prefeita Maria José Vieira de Camargo e o secretário municipal da Educação, professor Miguel Lopes Cardoso Júnior, assinaram o convênio, para renovação do termo, no dia 9, com Fábio de Lima Leite, docente e pesquisador da UfsCar e coordenador do PFC.

O programa, criado em 2010, atende 2015 estudantes de baixa renda atualmente, de 93 escolas do ensino fundamental municipal, em seis cidades do estado, incluindo Anhembi, Cesário Lange, Iperó, Salto de Pirapora, Sorocaba e Tatuí.

No município, a parceria foi formalizada em 2017 e, desde então, o PFC beneficia, aproximadamente, cem alunos entre as Emefs “Professora Lígia Vieira de Camargo Del Fiol”, na vila Angélica; “Professor Alan Alves de Araújo”, no Tanquinho; “Professora Maria Helena Machado”, na Enxovia; e o Nebam (Núcleo de Educação Básica Municipal) “Ayrton Senna da Silva”.

A O Progresso, o secretário municipal da Educação ressaltou que a parceria com a universidade foi renovada por iniciativa da prefeitura, devido aos “bons resultados já obtidos por meio do programa nas escolas em que há atuação do PFC”.

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De acordo com a descrição da universidade, o PFC tem como missão principal “adotar” jovens talentos de escolas públicas, proporcionando acompanhamento e “uma oportunidade única de ingressar na universidade e tornar-se cientista ou empreendedor”.

“Este é o primeiro programa da América Latina destinado unicamente à formação de futuros cientistas, fornecendo todos os subsídios necessários para o aluno ingressar em universidade pública e na carreira acadêmica”, relata a universidade.

Conforme Cardoso, os alunos do PFC são “adotados cientificamente” pelo programa, que faz um acompanhamento pedagógico e social permanente a partir do 6º ano do ensino fundamental – como um “cientista júnior” – até a vida universitária e o início da carreira científica.

O secretário explica que o programa funciona como um plano de vida aos estudantes, para que eles “desenvolvam habilidades e competências”. Para isso, são realizadas diversas ações e atividades ao longo de cada ano, “incentivando e direcionando os jovens rumo ao desenvolvimento acadêmico e pessoal”.

“O projeto trabalha a motivação nos alunos, acompanhando-os com o intuito de despertar o interesse pela ciência e pelo ingresso em uma universidade. O monitoramento pedagógico e social é fantástico e semanal nas escolas participantes, auxiliando os alunos a identificarem que há perspectiva de um futuro melhor”, observou Cardoso.

Durante o ano, diversas ações são realizadas para a formação científica dos estudantes, entre as quais, concurso de redação, maratona do conhecimento e concursos.

As escolas ainda recebem espaços interativos por meio dos “Clubes de Ciências” – grupos de alunos para estudos, experimentos e realização de projetos científicos.

Também há dois eventos anuais com participação obrigatória dos conveniados: a “Escola Preparatória para Futuros Cientistas”, em que os alunos participam de palestras, oficinas, minicursos e desafios; e o “Encontro Regional de Futuros Cientistas”, ação no final do ano que funciona como uma feira de ciências, contando com apresentações e premiações dos projetos e concursos.

O coordenador do PFC explica que, para participar do PFC, a escolha das escolas e alunos envolve quatro critérios: unidades públicas estaduais ou municipais; entrevista com o candidato para análise do perfil do cientista; condição socioeconômica (baixa renda) e rendimento escolar (assiduidade e desempenho).

Além disso, há um acompanhamento aluno a aluno, que abrange três aspectos: desempenho escolar, comportamento (assiduidade e não envolvimento com drogas) e apoio da família à proposta.

“O interesse pela ciência, a garra e a vontade de querer chegar à universidade, levando em conta o desempenho acadêmico do aluno, é o primeiro passo; em segundo, fazemos a avaliação da condição socioeconômica, para ajudá-lo a ingressar em uma universidade pública; e, por último, não admitimos o envolvimento com drogas”, apontou Leite.

Cardoso ainda destaca que os alunos também recebem orientação educacional e profissional, por meio dos supervisores que visitam as unidades conveniadas periodicamente, além dos encontros e contatos virtuais e por telefone.

“Nós temos acompanhado o trabalho do programa desde 2017, e os resultados são fantásticos. Os alunos se envolvem muito com o projeto e surpreendem com a criatividade e vocação para a ciência. Também percebemos que, com a orientação, muitos acabam sendo incentivados a buscar formação universitária. Para o município e para os alunos, isso é bom”, concluiu o secretário.

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