Prefeitura cancela 8ª edição da Feira do Doce e anuncia sete dias em 2021

Principal evento local ocorrerá em finais de semana de julho no próximo ano

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Cancelamento e nova data do evento foram oficializadas em reunião no paço municipal (Foto: Divulgação)
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Da reportagem

A oitava edição da Feira do Doce não será realizada em 2020. Em compensação, o evento – considerado o maior do interior paulista, voltado à venda de doces – será promovido em sete dias no próximo ano.

O cancelamento e a nova data foram oficializados na sexta-feira da semana passada, 28 de agosto, em reunião entre a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude, a Aprodoce (Associação dos Produtores de Doce) e a ACE (Associação Comercial e Empresarial de Tatuí).

O encontro, no paço municipal, teve a presença da prefeita Maria José Vieira de Camargo, do titular da pasta, Cassiano Sinisgalli, do presidente da ACE, Eric Proost, e de empresários representantes da Aprodoce, Wagner Eduardo Graziano, Luciano Rocha Lima e Fábio Rossi Rodrigues Alves.

A próxima edição da Feira do Doce será dividida em dois finais de semana, no mês de julho de 2021. O evento ocorrerá de 8 a 11 (quinta-feira a domingo) e de 16 a 18 (sexta-feira a domingo), sempre das 10h às 22h.

A feira aconteceria de 9 a 12 de julho (quinta-feira a domingo), com a abertura no feriado estadual, data em que é celebrada a Revolução Constitucionalista de 1932, contudo, devido à pandemia, uma nova data foi definida.

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A intenção era realizar o evento nesta semana de setembro, a partir de sexta-feira, 4, com encerramento na segunda-feira, 7 – feriado do Dia da Independência.

A O Progresso, Sinisgalli informou que a prefeita Maria José havia decidido aguardar até o limite do prazo para que a feira pudesse ser promovida ainda em 2020. No entanto, o secretário destacou a necessidade de pelo menos dois meses para organizá-la, além dos riscos provocados pela pandemia.

Conforme o titular da pasta, com a não realização da feira em setembro, ela poderia ser remarcada para novembro, porém, ele disse entender que haveria dificuldades devido às eleições municipais e descartou dezembro, por conta do Natal e a possibilidade de chuvas.

“A data ideal, em novembro, seria no feriado da Proclamação da República, porém, é o dia das eleições municipais. No feriado de Finados, era ‘ruim’, pois teríamos que iniciar o evento em outubro, antes do quinto dia útil”, indicou.

“Nós não vimos essa possibilidade de promovermos a feira em dezembro. Até seria legal realizar o evento com uma temática entre o doce e o Natal, mas não seria viável. Não adianta pensarmos somente na Feira do Doce e acabarmos atrapalhando o comércio”, reconheceu o secretário.

Conforme Sinisgalli, antes do cancelamento do evento deste ano, diversas possibilidades foram analisadas, como realizá-lo no formato “drive-thru”, em outro local.

Segundo ele, a sugestão acabou descartada, pois descaracterizaria a Feira do Doce e, se atraísse grande público, poderia provocar congestionamentos.

O secretário afirmou ter apresentado ao Executivo, à Aprodoce e à ACE a possibilidade de promover a feira em dois finais de semana no próximo ano e todos aceitaram a proposta.

“Sabemos que o volume de pessoas na Feira do Doce é muito grande. Talvez, promovendo o evento em dois finais de semana, consigamos equacionar melhor a lotação de público na Praça da Matriz, além de movimentar o comércio local”, argumentou Sinisgalli.

“Acho que demos um passo à frente. Com mais dias, os tatuianos e os turistas que decidirem viajar no feriado prolongado, por exemplo, ainda terão a oportunidade de prestigiar a feira no final de semana seguinte”, complementou.

Para o titular, o anúncio da data do evento com antecedência permite que a pasta possa elaborar planejamento e realizar trabalho de divulgação, em conjunto com a Secretaria Estadual de Turismo, para atrair ainda mais público.

De acordo com o secretário, durante a reunião, ele pôde apresentar algumas das pretensões do Departamento Municipal de Turismo para a próxima edição, como um concurso de melhor doce, dividido em seis categorias, e convidar um confeiteiro de renome para realizar um workshop.

Além disso, Sinisgalli revelou o desejo de promover “lives” da Feira do Doce, em determinados horários, pela internet. A intenção seria transmitir a abertura oficial do evento, o workshop e algumas das apresentações do Festival Capital da Música “Maestro Antônio Carlos Neves Campos”. “As lives poderão ser uma nova ferramenta para divulgar o evento”, assegurou.

Segundo o titular, os organizadores da feira apostaram na capacitação dos produtores de doces e pretendem, desde o início do próximo ano, promover cursos de qualificação, por meio de parcerias entre a prefeitura, a Aprodoce e a iniciativa privada.

Sinisgalli indicou que a participação dos doceiros nos cursos deve somar pontos na classificação do edital de chamamento do evento. “A prefeita nos cobra muito em relação à qualidade dos doces e das embalagens do evento. A cada ano, a cobrança por parte dos visitantes também é maior para mantermos um nível de excelência da Feira do Doce”, observou.

Integrante da diretoria da Aprodoce, Graziano reforçou a necessidade de cancelamento do evento neste ano. Segundo ele, seria imprudente realizá-lo devido ao grande volume de pessoas que atrai, por conta do risco de exposição ao novo coronavírus.

O empresário torce por uma vacina contra a doença e um protocolo com restrições mais leve até julho do próximo ano, permitindo a realização do evento. Ele afirma que a expectativa é grande, tanto dos produtores de doces quanto dos visitantes.

“Nós entendemos que o isolamento social, nos últimos meses, provocou uma vontade ainda maior da população e de turistas de sair para conhecer outras opções de lazer e turismo na região”, apontou.

Graziano acredita que “a próxima feira será mais um grande sucesso gastronômico ao município”. Ele reforça que a intenção é fomentar os negócios realizados antes e, principalmente, após a realização da feira.

“Esse é o grande intuito da Feira do Doce: promover o empreendedorismo, gerar novos postos de trabalho voltados ao doce caseiro”, declarou.

Além da Feira do Doce, Sinisgalli afirmou existir diversos eventos pré-agendados para 2021. Para ele, o turismo, aliado à cultura e à economia criativa, será a ferramenta responsável pela retomada econômica do município pós-pandemia, gerando empregos e renda.

Considerada “a melhor da história”, a sétima edição da Feira do Doce movimentou cerca de R$ 840 mil. O resultado representou aumento de 35,1% no total das vendas em comparação a 2018, quando os expositores contabilizaram arrecadação de cerca de R$ 575 mil.

Conforme levantamento divulgado pela secretaria, durante a sétima edição, os expositores somaram a venda de 348.092 unidades – aumento de 45,3% em relação ao ano anterior, quando foram vendidos 190.396 doces.

O relatório mostrou que, além do crescimento na arrecadação, com o consequente aumento nas unidades de doces vendidos, a sétima edição ainda contabilizou público recorde. Em 2018, cerca de 90 mil pessoas passaram pela Praça da Matriz e, no ano passado, a feira atraiu em torno de 96 mil visitantes.

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