Portuguesa dos anos 1980

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Aí está a Lusa que fazia bonito no campeonato de 1980, com vitórias inesperadas e derrotas inexplicáveis, lembrando muito o querido Juventus da Mooca, que tirava uma de time grande quando enfrentava adversários poderosos e perdia dos pequenos, daí ser o “Moleque Travesso”, sempre aprontando das suas.

A Portuguesa atual está sendo falada: uns criticam a atuação da própria diretoria, outros preferem lamentar as decisões dos tribunais. O certo é que a Portuguesa é, muitas vezes, prejudicada por falta de maior representação e de uma torcida mais numerosa. Não tem o respaldo, notadamente, da mídia, que prefere e foca suas notícias, evidentemente, em clubes com torcidas maiores, lamentavelmente.

Pois bem, a equipe posada mostra uma formação com bons valores. Recordamos, em pé, à esquerda: Everton (goleiro que surgiu no Estrela do RS e jogou bem na Lusa, porém, um choque com Reinaldo Xavier, atacante do Palmeiras, quase complicou sua vida, teve até que fazer uma delicada intervenção cirúrgica), lateral Mauro (que esteve no Guarani, Grêmio e Santos), zagueiro Cláudio (irmão do ponteiro Piau, XV de Piracicaba, Portuguesa e São Paulo), Almir (ex-São Paulo e Coritiba), Leiz (ex-Juventus) e Odirlei (do famoso time da Ponte de 1977). Agachados: Marinho Rã (campeão mundial de juniores no México, época em que deixou o atacante Bebeto no banco de reservas), o artilheiro Roberto César (ex-Cruzeiro), Mendonça (surgiu como um gênio no Botafogo carioca, todavia, mostrou ser um bom jogador somente, do Santos, Palmeiras, São Bento de Sorocaba, entre outros clubes em que jogou), João Batista (ex-Inter de Limeira) e Tite (atual treinador, de fala filosófica e, muitas vezes, rebuscada, muitos a chamam de “titinês”, ele que foi aluno no curso médio em Caxias – RS, do também treinador e então professor de educação física Luís Felipe Scolari).

É isso aí, boa formação, bons valores. Todavia, como já citado, mesmo presente, sua pequena torcida não faz a equipe e o clube ganharem confiança. A imprensa esportiva em geral, salvo raras exceções, a despreza, além de não contar com gente forte e decidida para fazer da Lusa, de fato, um grande e vencedor clube. Seu título paulista mais recente é de 1973, dividido com o Santos, depois de um grandioso equivoco da arbitragem. Bons times, grandes histórias do futebol.

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NOTA: As fotos são do arquivo pessoal do autor, que data de 50 anos. Ele, como colecionador e historiador do futebol, mantém um acervo não somente de fotos, mas de figurinhas, álbuns, revistas, recortes e dados importantes e registros inéditos e curiosos do futebol, sem nenhuma relação como os sites que proliferam sobre o assunto na rede de computadores da atualidade

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