O Brasil e a Independência!

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Viva a independência e a separação do Brasil. Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro promover a liberdade do Brasil. Independência ou Morte!
D. Pedro I

O Brasil e a Independência!

O dia 7 de setembro é comemorado todos os anos em nosso país como o dia da nossa Independência, isso é, o dia em que o Brasil colocou fim aos laços coloniais que existiam entre ele e Portugal.

“O Brasil de hoje deve sua existência à capacidade de vencer obstáculos que pareciam insuperáveis em 1822”, diz o Jornalista Laurentino Gomes.

Em seu livro mostra que em 1822, o Brasil tinha tudo para dar errado. De cada três brasileiros, dois eram escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. O analfabetismo era geral.

Os ricos eram poucos e, com raras exceções, ignorantes. O isolamento e as rivalidades entre as províncias prenunciavam uma guerra civil, que poderia resultar na divisão do território, a exemplo do que já ocorria nas vizinhas colônias espanholas.

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Sem dinheiro, o novo país nascia falido. Curiosamente, esse Brasil improvável conseguiu se manter unido e se firmar como nação independente por uma notável combinação de sorte, acaso improvisação, e também de alguma sabedoria.

O Brasil de hoje deve sua existência à capacidade de vencer obstáculos que pareciam insuperáveis em 1822. E isso, por si só, é uma enorme vitória, mas de modo algum significa que os problemas foram resolvidos.

Ao contrário. A Independência foi apenas o primeiro passo de um caminho que revelaria difícil, longo e turbulento nos dois séculos seguintes.

As dúvidas a respeito da viabilidade do Brasil como nação coesa e soberana, capaz de somar esforços e o talento de todos os seus habitantes, aproveitar suas riquezas naturais e pavimentar seu futuro persistiram ainda muito tempo depois da Independência.

Como protagonista da história da Independência do Brasil viveu pouco, apenas 35 anos. Era uma força enigmática, raros personagens passaram para a posteridade de forma tão controversa.

Nas ideias políticas, D. Pedro foi um personagem à frente de seu tempo. Era admirador de Napoleão Bonaparte, o homem que havia obrigado seu pai, D. Pedro fugir de Portugal.

Tinha um discurso liberal, mas uma índole autoritária. Fechou a constituinte de 1823, porque os deputados não se curvaram a sua vontade e, no ano seguinte, outorgou ao Brasil uma das constituições mais liberais e avançadas da época.

O Brasil que emergiu das Margens do Ipiranga tem a inconfundível assinatura de José Bonifácio. Foi o grande conselheiro e braço direito de D. Pedro na Proclamação da Independência.

Com a ajuda dele, o jovem príncipe de apenas 23 anos conseguiu manter o país unido naquele momento em que os riscos de uma guerra civil e de separação das diferentes províncias eram enormes.

Bonifácio esteve à frente do ministério de D. Pedro por escassos dezoito meses, de janeiro de 1822 a julho de 1823, mas nenhum outro homem público brasileiro realizou tanto em tão pouco tempo.

Sem ele, o Brasil de hoje provavelmente não existiria. Na Independência Bonifácio era “um homem com um projeto de Brasil”, na definição do historiador e jornalista Jorge Caldeira.

Na sua visão, a única maneira de impedir a fragmentação do território brasileiro após a separação de Portugal seria equipará-lo com um “centro de força e unidade” sob o regime de monarquia constitucional e a liderança do Imperador D. Pedro I. Foi essa fórmula de Brasil que triunfou em 1822.

A independência do Brasil só foi reconhecida pelos portugueses em 1825, por meio de um acordo realizado entre Brasil e Portugal e mediado pela Inglaterra. Esse reconhecimento custou ao nosso país, uma indenização de dois milhões de libras.

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