Noma planeja conclusão de projeto civil em prazo de dois a três meses





Localizada à margem da rodovia Antônio Romano Schincariol (SP-127), a planta da Noma do Brasil em Tatuí terá a forma definida dentro de dois a três meses. O prazo, divulgado pelo presidente da fabricante de carretas, Marcos Mitsuo Noma, diz respeito à conclusão do projeto civil da unidade, a primeira de três etapas.

O empresário conversou com a reportagem de O Progresso na manhã de sábado, 30 de abril, após visita do prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu, à planta. Ele esteve no local acompanhado de autoridades municipais e do deputado estadual Edson Giriboni (PV).

“Estamos na etapa que é, basicamente, da construção civil. A próxima será a implantação dos equipamentos e, em seguida, a formatação para operação”, informou.

De acordo com o presidente, a fase de construção civil é a que está “mais avançada”. Noma explicou que o início de operação da produção de carretas em Tatuí ainda está sendo projetada, uma vez que há estimativa do prazo. A companhia espera começar a distribuir os primeiros implementos no ano que vem.

“Nós entendemos que, dentro de mais dois ou três meses, vamos terminar a parte civil. Pelo menos, o mais grosso”, comentou. O presidente anunciou, ainda, o início da etapa de arruamento interno (abertura de acessos que vão interligar o pátio de caminhões aos demais ambientes da unidade).

Junto com o arruamento, a empresa iniciou a instalação de postes de iluminação internos. Eles serão implantados ao longo dos vários prédios em construção. O mais importante deles é o que abrigará a indústria propriamente dita.

“O pavilhão maior, de onde, de fato, a indústria produzirá, já está com pré-moldado concluído e a estrutura metálica, praticamente levantada. Basicamente, está faltando concluir a cobertura e o piso”, descreveu.

Noma disse que as duas tarefas devem ser concluídas num curto espaço de tempo. A estimativa é de que os prédios que abrigarão o restaurante, as duas portarias (a fiscal e de acesso à planta), o escritório, o imóvel de expedição e a casa do motorista fiquem prontos até a metade deste ano.

“Em princípio, o cronograma está dentro do previsto. Tanto que instalamos, na semana passada, a nossa balança industrial”. O equipamento servirá para a medição dos pesos de caminhões que entrarão e sairão da planta.

Com base no andamento da construção, Noma prevê o início das atividades em Tatuí para a metade de 2017. Ele destacou que a previsão de contratação para a planta – atualizada no ano passado – se mantém. A fabricante de carretas espera contratar 250 funcionários para a produção.

Em 2011, quando do início das negociações, os empresários estimaram contratação de 450 pessoas. O número foi revisto em função do momento econômico, mas contempla, em sua maioria, “mão de obra originária da região”.

Conforme o presidente, a empresa tem mantido compromisso firmado com a Prefeitura em priorizar a contratação de pessoas que residam em Tatuí. Quando isso não é possível, Noma disse que a fabricante busca profissionais com capacitação mínima que sejam, pelo menos, da região.

“Essa é uma premissa nossa: valorizar quem está na região. Indiscutivelmente que 100% não são de Tatuí, mas o que tem de Sarandi (cidade do Estado do Paraná) são, basicamente, quatro profissionais. Eu sou o quinto”, comentou.

O presidente afirmou que a diretoria da Noma vê “um potencial muito bom nos funcionários locais”. Também disse que a empresa está satisfeita com o trabalho desenvolvido por eles. “Não são pessoas que conhecem do segmento, mas têm um empenho que está somando bastante com a empresa”.

Para ele, a visita do prefeito serviu para que a empresa pudesse atualizá-lo sobre as etapas de construção. Com isso, Noma espera que Manu tenha subsídios para adequar ações e para apresentar recursos (como a marginal que deverá ligar a rodovia à empresa e uma avenida central), “no momento que a planta começar a necessitar mais fortemente”.

“É para não pegarmos ninguém de surpresa e, claro, uma forma de a empresa também fazer uma prestação de contas para o município, porque, no começo, era só pedir. Agora, temos que executar, e essa é a parte mais difícil”, disse.

Noma mencionou “o empenho da equipe de Manu” para a viabilização da construção da marginal paralela (obra prevista pelo governo do Estado) e da avenida interna que deve beneficiar, também, a chinesa Zoomlion.

Noma enfatizou que a empresa encontrou contratempos, mas que eles estão sendo sanados. Também citou o apoio recebido de Giriboni, por meio de articulação político de Manu. Afirmou, ainda, que “o trabalho realizado pelo prefeito tem sido fundamental para implantação da unidade em Tatuí”.

“Indiscutivelmente, o prefeito tem que estar a par do que está acontecendo aqui, para oferecer a parte que cabe ao poder público, como tem feito”, disse Noma.

Manu ressaltou que o Executivo tem mantido todos os compromissos com os investidores para garantir a construção e operação da empresa. Ele disse que está “honrando as promessas feitas para os investidores antes mesmo de ter assumido o Executivo”. O prefeito despachou com os diretores da Noma no final de 2012, após o período eleitoral.

Na época, ele reforçou compromissos assumidos entre o Executivo e a empresa. O primeiro deles – e considerado fundamental –, a abertura de uma marginal. A via deve ser construída em paralelo à SP-127, de modo a permitir a entrada e saída dos caminhões na futura planta, garantindo segurança.

“Se não tiver acesso, o projeto fica totalmente inviabilizado. Então, dentro de todas as tratativas, nós corremos atrás da principal, que era conseguir a obra”, declarou.

A marginal está orçada em R$ 12 milhões e, conforme Manu, deve viabilizar um “novo distrito industrial”. No pleito, o prefeito teve apoio do deputado Giriboni.

O parlamentar fez a interlocução com representantes da Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo). As negociações envolveram, ainda, representantes da CCR SPVias e do governo do Estado.