Noite da Seresta com Ternura terá homenagem ao artista Mingo Jacob

Museu “Paulo Setúbal” realiza evento “Ilustres Tatuianos” na noite de sexta

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Mingo Jacob, que deu início à sua vida artística no final dos anos 70 (foto: AI Prefeitura)
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Fabio Villa Nova
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Por meio da Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude e do Museu Histórico “Paulo Setúbal”, a prefeitura realiza, sexta-feira, 12, às 19h, a tradicional “Noite da Seresta com Ternura”, com o grupo Seresteiros com Ternura.

Na ocasião, o projeto “Ilustres Tatuianos” – uma ação colaborativa entre o museu e o grupo Seresteiros com Ternura – prestará homenagem a Domingos Jacob Filho, o artista plástico Mingo Jacob, com uma exposição que retrata a vida e a obra dele. Ela ficará exposta de terça-feira a domingo, das 9h às 17h, até 9 de maio.

O Museu “Paulo Setúbal” está situado na praça Manoel Guedes, 98, Centro. Mais informações pelo telefone (15) 3251-4969.

O homenageado

Domingos Jacob Filho, conhecido como Mingo Jacob, é um artista plástico nascido em Torre de Pedra, interior de São Paulo, em 6 de junho de 1954. Filho de Domingos Jacob e Jurema Pedroso Jacob (ambos já falecidos) e irmão de Magali Pedroso Jacob e Eralva Pedroso Jacob, mudou-se com a família para Tatuí quando tinha quatro anos de idade e permanece morando no município até hoje.

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Mingo Jacob iniciou os estudos no então “curso primário”, em 1963, no Grupo Escolar “Eugênio Santos”, de Tatuí. Em seguida, matriculou-se para cursar o “ginasial” no então Instituto de Educação “Barão de Suruí”, onde também cursou o ensino médio, concluído em 1972.

Nesse período, foi aluno de dois professores que marcaram sua vida artística: Acassil José de Camargo e Mário Galego, considerados por Mingo como seus primeiros mestres e incentivadores no mundo da arte.

Em 1986, iniciou o curso de desenho industrial na Faculdade Asseta, de Tatuí, vindo a se formar em 1989. Depois, foi convidado pelo diretor da faculdade, Acassil José de Camargo, a dar aulas de desenho de observação, no mesmo curso em que se formara. Ele lecionou a matéria durante um ano.

Mais tarde, em 1990, foi convidado a trabalhar na estatal Telesp e, mesmo atuando fora do mundo artístico, Mingo não deixou de produzir trabalhos em óleo sobre tela, tornando-se o que se chama no mundo da arte de “pintor domingueira”, isto é, aquele que só pinta aos domingos.

No ano 2000, decidiu sair da empresa e passou a se dedicar definitivamente à carreira de pintor profissional.

Mingo deu início à sua vida artística no final dos anos 70, quando conheceu o promotor de eventos Jorge Rizek e passou a trabalhar com ele, como desenhista, em diversos eventos e locais da época, como, por exemplo, o “Vermelho e Preto”, “567”, “8 ou 80”, e, principalmente na casa noturna “Tro-lo-ló”.

Foi nesse período que ele também conheceu o artista plástico Jaime Pinheiro, que o iniciou no ofício da serigrafia, passando a trabalhar em diversas artes gráficas, além de estampas e camisetas.

Durante toda a década de 80, o trabalho de Domingos Jacob Filho foi o de dedicar-se à produção de artes gráficas, além de atuar como auxiliar de cenografia no Conservatório de Tatuí e como arte-finalista nas propagandas do jornal Integração.

Na pintura em óleo sobre tela, que é seu foco principal, estudou com a professora Therezinha Pinto, que o iniciou definitivamente no mundo da pintura a óleo.

Em 2008, Mingo foi fazer aperfeiçoamento com o mestre da pintura acadêmica Carmelo Gentil Filho, na Associação Paulista de Belas Artes, em São Paulo, onde, durante um ano, fez estudos profundos da teoria das cores e da composição artística.

No início da vida como pintor profissional, conheceu um grupo de artistas, integrado por Raquel Fayad, Marli Fronza, Carmelina Monteiro, Carlota Franco, Cláudio Camargo, Edson Alves, entre outros, unindo-se a eles e formando a Associação dos Artistas Plásticos de Tatuí e Região, a Amart.

Por quatro anos, foi presidente da agremiação e, durante sua gestão, a Amart foi ponto de cultura, o que proporcionou intercâmbio muito grande com artistas da capital e outras regiões. Com o fim da Amart, Mingo montou um ateliê na residência dele, onde produz trabalhos e ministra aulas de pintura.

Em 2012, realizou a exposição “Tatuí na Visão do Artista”, dando visibilidade a diversos patrimônios históricos da cidade. Já em 2013, o jornal “O Progresso de Tatuí” lançou um especial com o título da exposição do artista, onde, por meio de suas telas, explanou sobre a história de Tatuí.

Ao longo de vários anos, tem desenvolvido um trabalho consistente de pintura acadêmica e participado de salões, exposições coletivas e individuais.

Foi premiado duas vezes no Salão de Artes Acadêmicas de Piracicaba, considerado o principal salão brasileiro nessa modalidade. Também recebeu várias premiações em outras cidades do estado, como Cerquilho e Araras.

Paisagens rurais e urbanas, típicas da região, são a temática principal de seus trabalhos. A arquitetura de Tatuí – como os velhos casarões – também é tema constante de suas pinturas.

O interesse de Mingo pela temática “caipira” vem da infância, vivida no mundo rural tatuiano e, também, pelo particular fascínio pelo contraste da cor alaranjada da terra com os verdes da vegetação, muito típico da região.

Pela relevante atuação no cenário tatuiano e na difusão das artes plásticas, é membro do júri do Concurso Literário “Paulo Setúbal”, na modalidade artes visuais.

Os principais prêmios conquistados por Domingos Jacob Filho são: Prêmio Aquisitivo Câmara Municipal – Salão de Arte Acadêmica Piracicaba, em 2015; medalha de ouro no Salão de Belas Artes de Piracicaba, em 2010; segundo lugar na categoria pintura no 8o Salão de Artes Plásticas de Cerquilho; primeiro lugar na categoria pintura do 10o Salão de Artes Plásticas de Cerquilho; menção honrosa no Salão da Paisagem da Associação Paulista de Belas Artes, em 2009; terceiro lugar na categoria pintura acadêmica do 11º Salão de Artes Plásticas de Cerquilho; e prêmio Centro Cultural, no Salão de Artes de Araras, em 2014.

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