Município aponta aumento de 300% no número de vítimas de acidentes

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Dados do Infomapa são de comparativo entre 1º bimestre de 2016 e 2017


Tatuí amargou indicador nada favorável no começo do ano. A cidade registrou quatro mortes de pessoas vítimas de acidentes de trânsito entre os meses de janeiro e fevereiro.

O número é 300% maior que o somado no mesmo período do ano passado. Em 2016, a cidade fechou o primeiro bimestre com apenas um óbito, conforme dados do Infomapa. Trata-se de uma ferramenta criada pelo governo do Estado de São Paulo para estabelecer políticas públicas de segurança.

Dos quatro acidentes registrados neste ano, todos ocorreram em fevereiro. Não houve nenhum óbito provocado por colisão ou atropelamento em janeiro.

O mês com menos dias na semana concentrou uma vítima mulher e três homens. A tabulação apresentada pelo sistema estadual aponta os mortos em três faixas etárias, sendo uma vítima com idade entre 35 e 39 anos, uma entre 40 e 44, uma entre 60 e 64 e uma com idade “não disponível”.

As vítimas que se envolveram em acidentes fatais utilizavam diversos meios de locomoção. Uma delas andava de bicicleta, outra dirigia um caminhão, uma terceira conduzia uma motocicleta e uma quarta estava a pé.

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Segundo o mapeamento, uma delas veio a óbito por atropelamento, duas por conta de colisão e a última em causa descrita como “outros”. Neste caso, a pessoa que faleceu poderia estar conduzindo um trator, charrete ou outro veículo.

As mortes ocorridas nas rodovias lindeiras e no perímetro urbano da cidade são incluídas no Infomapa mensalmente. O sistema usa dados repassados pela Polícia Militar à SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo). Também inclui registros da Polícia Rodoviária Federal.

Para produzir o relatório, o governo utiliza o SIOPM (Sistema de Informações Operacionais da Polícia Militar). É nele que ficam registrados os dados de acionamento de viaturas para atendimento de acidentes de trânsito. O SIOPM abrange o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar Rodoviária.

A obtenção dos dados de óbitos de acidentes de trânsito é feita com base nos boletins de ocorrência registrados nos municípios. Os documentos são analisados pela equipe do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, que seleciona apenas os que foram identificados como relativos a acidentes de trânsito.

Os relatórios mensais são elaborados desde 2015. Tatuí “entrou” no sistema no ano passado, quando houve um óbito no mês de janeiro. A vítima – de sexo não definido – ocupava um ônibus.

No acumulado de 2016, o município registrou 18 mortes por acidentes de trânsito, com o número maior de vítimas (cinco) na faixa etária dos 30 aos 34 anos.

Os demais casos envolveram pessoas entre 0 e 17 anos (uma vítima), 18 e 24 anos (duas), 35 e 39 anos (três), 40 e 44 anos (uma), 45 e 49 anos (uma), 50 e 54 anos (uma), 65 e 69 anos (duas) e 70 e 74 anos (uma).

Ao longo do ano passado, oito pessoas morreram em acidentes envolvendo colisões (quando veículos batem contra outros “corpos em movimento”). Outras três perderam a vida em choques (casos nos quais um veículo bate em um muro, por exemplo). Quatro foram vítimas de atropelamento e três morreram em “outras circunstâncias” (por capotamento ou tombamento).

Das 18 pessoas que morreram entre janeiro e dezembro de 2016, cinco estavam em automóveis, duas em caminhão, quatro em motocicletas e quatro andavam a pé. Outras três vítimas utilizavam outros meios de locomoção.

Obtidos por O Progresso nesta semana, os dados apontam que, na prática, a probabilidade de uma pessoa morrer vítima de acidente em Tatuí tem sido maior que por crime de homicídio e latrocínio. Pelo menos é o que apontam os números registrados pela SSP nos 12 meses do ano passado.

De janeiro a dezembro de 2016, dois homicídios foram registrados no município. Os crimes ocorreram nos meses de maio e junho, um em cada período.

Já os acidentes de trânsito registrados no mesmo estatístico – e período – da secretaria (que somou vítimas somente no perímetro urbano) chegaram a oito.

O Infomapa faz parte do Infosiga (www.infosiga.gov.br) e tem como objetivo fornecer “indicadores precisos”, vislumbrando a criação e implantação de políticas públicas de segurança. A meta do governo é reduzir pela metade o número de vítimas fatais nos acidentes de trânsito no Estado até 2020.

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