Multidão acompanha passagem da tocha

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    Uma multidão acompanhou a passagem da tocha olímpica por Tatuí, no domingo, 17. O público, composto por crianças, jovens e adultos, ocupou todo o trajeto preparado para a cerimônia de revezamento. A chama olímpica passou pelas principais ruas do município, percorrendo um total de 2,2 quilômetros.

    O ritual que antecede o início das Olimpíadas teve início às 11h45, com a chegada de comboio. Ao todo, 11 pessoas participaram do revezamento, todas, de Tatuí. Os condutores chegaram de ônibus, receberam instruções e, durante a solenidade, foram escoltados pela Força Nacional.

    Simeão José Sobral ocupou lugar de destaque na cerimônia e ouviu atento à equipe do Comitê Rio 2016. Ainda no veículo, conversou com a reportagem. “Estou bem emocionado e contente”, comentou, minutos antes do início.

    O revezamento durou por volta de 40 minutos, sendo antecedido por programação variada. O coreto da Praça da Matriz recebeu bandas do município e convidadas.

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    A programação teve participação de pessoas desde o início da manhã. Entre elas, a dona de casa Ana Maria dos Santos, que esteve com a família. “Chegamos aqui pela manhã”, relatou ela, que estava munida de câmera fotográfica.

    Também participaram do evento, como testemunhas, esportistas e professores. Três alunos da Etec (Escola Técnica) “Sales Gomes” foram eleitos pelo Comitê Olímpico como “guardiões da chama”.

    A escolha se deu por dois méritos: o primeiro, pelo fato de a “Sales Gomes” ter – entre as unidades de ensino locais – os estudantes com a maior nota no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio); o segundo, por conta de os alunos guardiões terem vencido um concurso de redação – um certame interno.

    O MEC solicitou a escolha, por meio de uma redação tendo as Olimpíadas como tema. Os professores escolheram os três melhores trabalhos (vencedor e dois suplentes) para enviá-los ao Comitê Rio 2016.

    A organização preferiu que os três finalistas acendessem a tocha olímpica. O comitê também escolheu a unidade de ensino como base para o início da cerimônia de revezamento. O pátio da escola abrigou viaturas e equipes técnica, de segurança e sonorização.

    O “primeiro beijo” da chama olímpica em Tatuí (como é chamado o ato de transmissão do fogo de uma lamparina para a tocha) foi dado pelos alunos Danrlei Soares Antunes, Eliana Miranda dos Santos e Rafaele Pires da Silva, todos de 17 anos. Antunes cursa o ensino médio integrado ao técnico em informática; Eliana e Rafaele frequentam o ensino médio regular.

    No concurso interno, feito a partir do tema principal “O Brasil nos Jogos Olímpicos”, eles mencionaram os valores da competição esportiva e as vantagens dela para o país. “O Brasil será olhado internacionalmente. Então, explorei o aspecto positivo, apesar de muita gente ver só o negativo”, disse Eliana.

    A visão dos estudantes está relacionada com a vivência deles. Antunes é atleta de judô pela Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude. Eliana treinou, por dois anos, no Sesi (Serviço Social da Indústria), competindo na modalidade natação. Rafaele frequenta academia.

    Os anfitriões acenderam a tocha carregada por Marco do Amaral, que possui uma história de superação. “É impossível descrever a emoção. É um momento único na minha vida. Graças a Deus, fui abençoado”, disse.

    Inscrito entre milhares de brasileiros, Amaral foi escolhido como condutor por ter uma história de vida peculiar. Ele começou a carreira como faxineiro de uma escola. Frequentou faculdade, passou em concurso público e, atualmente, leciona na mesma unidade de ensino. “Espero que isso sirva de inspiração para todos, para mostrar que vale a pena lutar e estudar”, comentou.

    Amaral tem quatro filhos e intitula-se “amante do esporte”. “Vejo nele e na educação uma saída para a nossa juventude”, escreveu, em inscrição enviada ao Comitê Rio 2016.

    O segundo condutor é personagem conhecido em Tatuí. Simeão José Sobral se formou em advocacia pela Faculdade do Largo de São Francisco, de São Paulo, em 1943. Atualmente, está aposentado, e acumula experiência em vários setores.

    Na cidade, presidiu a 26a Secção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), tendo ocupado a função de tesoureiro por vários anos. É sócio-fundador do Rotary Club de Tatuí (do qual é atual presidente) e do Clube de Poesia.

    Sobral exerceu cargo de vereador entre 1948 e 1961. Também trabalhou como provedor da Santa Casa em 1962. Presidiu, por três vezes, a Associação Atlética XI de Agosto. Em novembro, completará cem anos.

    O aposentado apresentou a tocha olímpica ao público que acompanhava o evento na Praça da Matriz. Sobral subiu ao coreto, posou para fotos e recebeu aplausos. Em seguida, entregou a chama a Daniele Semmer, gerente.

    A condutora se descreveu como uma pessoa que gosta do “desafio de liderar”. Ela também é executiva e dedica parte do trabalho ao desenvolvimento de funcionários, exercendo as funções de conselheira e terapeuta sistêmica.

    Em sequência, Cesar Ovalle foi o quarto a carregar a tocha. Formado em rádio e TV e em fotografia, ele tem 34 anos. Na data, o fotógrafo deixou o equipamento para carregar o objeto mais clicado na ocasião.

    O secretário municipal da Indústria e Desenvolvimento Econômico e Social, Marcos Rogério Bueno, avançou com a tocha pela rua 11 de Agosto.

    Publicitário com especialização em administração e marketing, tem experiência em assessoria de comunicação interna em diversas empresas do município. Soma prêmios na área de criação, desenvolvimento de marca e comunicação interna, logotipo e idealização de projetos de responsabilidade social.

    É professor universitário desde 2006, lecionando disciplinas como planejamento e comunicação, direção e criação, mídia aplicada e administração e marketing.

    Bueno teve a candidatura aceita por conta de projeto de inclusão social (o site PDC – Pessoa com Deficiência Tatuí). Trata-se de um portal para cadastro de pessoas com deficiência interessadas em trabalhar e disponibilização de vagas.

    Joaquim Teles e Roberto Tezzin deram sequência ao revezamento, avançando pelas ruas Santo Antonio e Prudente de Moraes. O primeiro acumula 30 anos de experiência em empresas e o segundo, corre há cinco anos.

    Tezzin começou no esporte para perder peso. A dedicação rendeu participações em provas de cinco e dez quilômetros. Ele tem, no currículo esportivo, presença na São Silvestre e Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro.

    O comitê não informou o nome de dois dos revezadores. Eles carregaram a tocha pelo trecho que passa pelo Largo do Mercado Municipal até a rua 15 de Novembro. O trecho final foi feito por Leonardo Oliveira, estudante de fisioterapia.

    Ele é voluntário no Lar São Vicente de Paulo. Lá, desenvolve com os internos atividades físicas, como movimentos, alongamentos e caminhadas.

    Custo quase zero

    Não presente à cerimônia (por conta da legislação eleitoral), o prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu, declarou, na semana anterior à passagem da chama olímpica, que o município “não teve nenhuma despesa” com a realização do evento.

    “Queria aproveitar a oportunidade para, mais uma vez, explicar. Falaram que nós gastamos mais de R$ 100 mil e que fizemos um investimento absurdo. Não existe nenhum investimento, inclusive, por conta da condição da Prefeitura”, alegou.

    Ainda de acordo com o prefeito, os preparativos para a solenidade envolveram apenas custos simples. “Gastamos o mínimo, fazendo o que era exigido pelo Comitê Rio 2016. Isso porque eles têm todo um rito de segurança”, alegou.

    Para a passagem da tocha olímpica, Manu citou que o Executivo determinou apenas a pintura das ruas pelas quais o revezamento aconteceu. Segundo ele, o trabalho foi feito na noite de quinta-feira, 14, pelos funcionários do município. A Prefeitura evitou, por exemplo, contratação de serviço de som.

    “Isso é muito caro. Então, não teve nada, só a passagem da tocha para a população participar. Deixamos as ruas livres para quem tivesse curiosidade”, concluiu.


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