Mulher procura mãe e irmãos que jamais chegou a conhecer

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Moradora da cidade de Piracicaba, Maria Aparecida Vieira Dias procura informações sobre a mãe, Benvinda Vieira Dias. Com 57 anos, a dona de casa não chegou a conhecer a mãe, que a deixou quando bebê sob os cuidados de uma família da cidade natal, Itararé.

“Ela disse que voltaria para me buscar. Quando ela voltou, cinco anos já tinham se passado”, afirmou. Quando Benvinda voltou para buscar a filha, a família que adotara Maria Aparecida já não queria mais devolver a criança.

Nesse momento, começou uma disputa judicial. O juiz responsável, então, deu ganho de causa à família adotiva. Na época, a criança poderia escolher com quem queria ficar.

“Eu não entendia muito o quê estava acontecendo e escolhi ficar com a família que estava me criando. Já estava habituada com a casa e com meus irmãos adotivos”, disse.

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A dona de casa afirma ter visto a mãe somente uma vez na vida, de longe. Na ocasião, a mãe fora visitar a filha, que tinha, na época, 11 anos.

“Os meus pais adotivos não deixaram ela me ver. Eu não estava em casa, e a gente acabou se cruzando na minha rua. Fui saber que era minha mãe só depois”, contou.

Nas contas de Maria Aparecida, a mãe biológica teria aproximadamente 78 anos. Apesar da idade, a filha ainda tem esperança de que a mãe esteja viva.

“Além de conhecer minha mãe, tem meus irmãos. Eles chegaram a me procurar, para me conhecer. Só que eu não morava mais em Itararé, já era casada. E a minha família se recusou a dar meu contato, meu endereço”, disse.

Desde os seis anos de idade a dona de casa sabe que foi adotada. Recentemente, recebeu o contato de uma pessoa de Sorocaba que teria localizado um dos irmãos, mas aguarda novo contato deles.

“Uma moça entrou em contato comigo para falar que o pai dela tem o mesmo sobrenome que o meu e foi adotado em Itararé. Ele pode ser meu irmão”, afirmou.

A esperança de Maria Aparecida é resgatar a própria história e saber, na realidade, de onde veio e suas raízes. A única coisa que sabe da própria mãe é o nome, que está registrado na certidão de nascimento.

“Quero saber como ela é, saber dos meus irmãos, saber como eles estão. Quero mostrar para os meus filhos a avó deles”, declarou.

Quem souber de pistas sobre a mãe de Maria Aparecida ou tiver informações de pessoas que possam ser irmãos dela, pode entrar em contato pelo e-mail [email protected].

Desde setembro de 2013, o jornal O Progresso mantém parceria com o Judiciário que disponibiliza espaço para a divulgação de fotos de pessoas desaparecidas de Tatuí.

As fotos devem ser entregues pelos familiares na redação do jornal, de segunda-feira a sexta-feira, em horário comercial. As imagens devem ser encaminhadas com descrições de como a pessoa estaria vestida e de onde teria sido vista pela última vez.

Os dados devem ser acompanhados de um canal de comunicação (telefone ou e-mail) para que as famílias possam receber informações que ajudarão no encontro dos desaparecidos. O jornal está localizado à praça Adelaide Guedes, 145, no centro.


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