Mostra de Artes Cênicas termina dia 1º

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AI Conservatório / Kazuo Watanabe

Espetáculo ‘Quem Matou o Leão?’ foi encenado na abertura do evento

 

Termina neste domingo, 1º de dezembro, a nova edição da Mostra de Artes Cênicas, realizada pelo setor de artes cênicas do Conservatório de Tatuí.

O evento, promovido anualmente, visa apresentar resultados de estudo dos alunos de todas as classes ao longo do ano. A coordenação é de Carlos Ribeiro. Ao todo, são envolvidas mais de 120 pessoas.

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Todas as apresentações ocorrem no teatro “Procópio Ferreira”, à rua São Bento, 415. Reservas de escolas e grupos podem ser feitas pelo telefone (15) 3205-8464 ou pelo e-mail comunica@conservatoriodetatui.org.br

A Mostra de Artes Cênicas foi aberta com o espetáculo “Quem Matou o Leão?”, na quinta-feira, 28. O espetáculo teve texto de Maria Clara Machado, direção de Dalila Ribeiro e direção musical de Hugo Muneratto. Foi apresentado pelo Núcleo de Teatro de Rua do Conservatório de Tatuí e contou a história do Leão Mussolini, que, na peça, é encontrado morto, envenenado na jaula. O foco da peça é descobrir o responsável pela morte.

Ainda na quinta, 28, foi a vez dos alunos da classe de aperfeiçoamento (8º semestre) apresentarem “Paráguas”, cujo texto é uma coletânea de trechos das obras “Romeu e Julieta” (William Shakespeare), “As Cadeiras” (Eugene Ionesco) e “Ensaio para um Adeus Inesperado” (Sergio Roveri). A direção foi de Ludmila Castanheira e a orientação, de Carlos Doles. O elenco esteve formado por Débora Martins, Nathalie Abreu e William Priante.

Na sexta-feira, 29, seriam apresentados três espetáculos. O primeiro, “Auto da Infância”, com texto de Luís Alberto de Abreu e direção de Marcos Caresia e Fernanda Mendes, apresentado pela classe de Teatro Juvenil (1o e 2o semestres).

Ainda na sexta, seria a vez de “Submarino”, espetáculo de Leonardo Moreira com direção de Marcos Caresia, que integrou o projeto Conexões. A montagem foi estreada em São Paulo e teria reapresentação pelo grupo de Teatro Jovem do Conservatório de Tatuí.

A sexta-feira terminaria com apresentação do “Teatro de Improviso”, com direção de Carlos Ribeiro e apresentação dos alunos da classe de teatro adulto (2º semestre).

Neste sábado, 30, às 15h, será apresentado “Pipocas de Papiro”, com texto de Ricardo Mack Filgueiras e direção de Erica Pedro e Adriana Afonso. O espetáculo tem recomendação livre e será apresentado pela classe de teatro juvenil (4º Semestre).

A peça é ambientada no Egito Antigo, onde fora travada uma guerra comandada pelo general Surdônio, que voltou vitorioso, sendo reverenciado pelo faraó Zut Zut Zut.

“O que eles não sabem é que está acontecendo uma tramoia no palácio e tem muita gente querendo destronar o faraó”, conforme divulgado pela assessoria de comunicação da escola.

Na noite de sábado, às 20h30, é a vez de “Um Moliére Imaginário”, adaptação de Cacá Brandão – Grupo Galpão do clássico de Molière, com direção cênica de André Luiz Camargo e direção musical Hugo Muneratto. O espetáculo será apresentado pela classe de teatro adulto (4º semestre), com recomendação livre.

Conforme o diretor, “Um Molière Imaginário” projeta “O Doente Imaginário”, original de Molière, sobre um pano de fundo que investiga a natureza e a função do teatro, enquanto homenageia o mais importante comediógrafo de todos os tempos.

“Nesse contexto, surge em cena a rainha Mab, personagem roubada do ‘Romeu e Julieta’, de Shakespeare. Mab introduz no espetáculo a possibilidade do sonho e, através dele, arrebata o próprio Molière da tumba em que repousa há mais de 300 anos para, aproximando-o de Machado de Assis, dar-lhe novamente a palavra e restituir-lhe a dignidade, vilipendiada por um enterro aviltante. No miolo da ação, desenrola-se a história de Argan, avarento e hipocondríaco, a última grande criação do dramaturgo e comediante francês. De maneira divertida, Molière desnuda a hipocrisia social e os abusos da cabala médica”, diz ele.

No último dia da mostra, domingo, serão duas apresentações. Às 15h, “A Menina e o Vento”, de Maria Clara Machado, com direção de Dalila Ribeiro e direção musical de Hugo Muneratto. O espetáculo é apresentado pela classe de teatro juvenil (6º semestre).

“A Menina e o Vento” é baseado na obra homônima escrita em 1962. De acordo com a assessoria de comunicação do Conservatório, a peça conta a história vivida por Maria e Pedro, que, fugidos das aulas de domingo dadas pela tia Adelaide, escondem-se na Cova do Vento e, lá, conhecem o Vento em “pessoa”.

“O Vento sopra Pedro para longe e Maria, revoltada, enfrenta-o, acaba conquistando-o e é convidada por ele a viajar em sua cacunda e conhecer o Brasil, que segundo ele, é muito mais bonito visto lá de cima”.

Encerra a Mostra de Artes Cênicas o espetáculo “A Falecida”, de Nelson Rodrigues, com direção de Carlos Ribeiro. A apresentação será às 20h30 do domingo, 1º, pela classe de teatro adulto (6º semestre). A recomendação é para maiores de 16 anos.

“A Falecida” foi escrita em 1953 e conta a história da dona de casa suburbana Zulmira, que sonha com um enterro luxuoso. Por trás deste desejo, porém, está escondido um segredo.

“Uma das mais famosas peças escritas por Nelson Rodrigues ganhou versão cinematográfica de Leon Hirzmann e é constantemente remontada. Foi escolhida para ser o trabalho final de avaliação da turma do 6º semestre do curso de Teatro Adulto por suas qualidades dramatúrgicas e por ser um grande exercício para todos os atores”.


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