Inundações podem deixar mais de 500 pessoas desabrigadas em Tatuí

    Defesa Civil local monitora áreas de risco prevendo chuvas intensas

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    Defesa Civil retirou árvore caída na rua Lauro de Campos Portela (foto: DC Tatuí)
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    Alessandra Bonilha, dra

    Com a chegada das chuvas de verão, a Defesa Civil está monitorando, de forma sistemática, as áreas de risco de inundação e alagamento. A iniciativa busca preservar vidas e reduzir danos, materiais e ambientais.

    A operação de verão segue até 31 de março. A previsão do órgão é de que as precipitações atinjam média mensal de 200 milímetros nos três primeiros meses do ano. Em 2018, a intensidade das chuvas chegou a 233 milímetros em janeiro, 44,5 em fevereiro e 252 em março.

    Conforme o coordenador da DC, Adriano Henrique Moreira, as regiões próximas aos rios são mais propícias a ocorrências de inundações e estão sendo monitoradas desde o início de dezembro.

    As áreas de risco incluem o bairro Americana até o Gaiotto, na estrada que liga Tatuí a Cerquilho, ao lado do rio Sorocaba; o Jardim Tomaz Guedes, na parte que faz limite com o rio Tatuí; a área central próxima ao ribeirão do Manduca; o Jardim Europa e o Parque Santa Maria, próximo à ponte do Jardim Lírio.

    Segundo relatório divulgado a O Progresso, aproximadamente 500 pessoas residem nessas áreas, sendo mais populosa a região do bairro Americana, com pelo menos 300 moradores.

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    Moreira afirmou que uma equipe já esteve vistoriando os locais antes do período de chuvas e, após a avaliação dos riscos, segue realizando acompanhamento semanal, com monitoramento das áreas que podem ser afetadas por inundações.

    “Acompanhamos essas regiões fazendo vistorias dos rios para ver como está e, dependendo da quantidade de chuva prevista, é a nossa forma de atuação”, ressaltou o coordenador.

    Ele explica que o volume diário de chuva tido como tolerável pela Defesa Civil nestes meses de verão é de até 60 milímetros. “Acima disso, a gente já fica em alerta. Fazemos o monitoramento das áreas de risco, vemos como está a situação e, se houver possibilidade de inundações, avisamos os moradores para que deixem as casas”, contou.

    Conforme explicou, os procedimentos de atendimento podem variar conforme os casos. Nas inundações mais graves, a primeira ação é a retirada das famílias das casas atingidas.

    Depois, a assistência social entra com o fornecimento de mantimentos e roupas, conforme a necessidade das famílias, até a água baixar e os moradores poderem voltar às moradias.

    “A maioria já tem para aonde ir. Alguns têm consciência de que moram em áreas arriscadas e ficam com parentes até a situação se resolver. Mas, se não tiver para aonde ir, a gente arruma um lugar. Geralmente, eles ficam em alguma escola”, contou.

    Além das áreas de inundação, o coordenador orienta que as pessoas evitem áreas propensas a alagamentos, como a região do terminal rodoviário.

    “O correto é evitar estes locais nos dias de chuvas fortes. Ali (na rodoviária), a canalização não dá conta do excesso de água e pode causar acidentes, ou até mesmo problemas em veículo que tentarem passar pela enxurrada”, alerta.

    Na sexta-feira da semana passada, 28 de dezembro, uma tempestade com 32,5 milímetros de chuva e rajadas de vento causou estragos no Jardim Thomaz Guedes, San Raphael, Santa Luzia, São Conrado, vila Esperança e Jardim Lírio. Casas foram parcialmente destelhadas e algumas árvores caíram.

    O coordenador ressaltou que, no mesmo dia, o Departamento Municipal de Obras e a DC desobstruíram as vias afetadas, retirando árvores que caíram, e uma equipe de assistência social esteve nos locais para prestar atendimentos às famílias.

    Ainda segundo Moreira, houve moradores desabrigados temporariamente, por conta de destelhamentos de casas sem laje, mas que já voltaram para as moradias.

    “Eles conseguiram abrigo em casa de vizinhos e, no outro dia, já começaram a arrumar as casas, e ficou tudo normal novamente”, garantiu.

    As ações de monitoramento fazem parte do programa da Cepdec/SP (Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Estado de São Paulo), que conduz as atividades da Operação Chuvas de Verão em todo o território paulista desde o dia 1º de dezembro de 2018.

    Segundo o órgão, durante o período, são deflagrados os “Planos Preventivos de Defesa Civil”, específicos para deslizamentos e inundações, com o objetivo de prevenir e abrandar os impactos associados aos eventos típicos da estação.

    Ao todo, estão em execução oito planos preventivos, que abrangem as 175 cidades mais vulneráveis do estado – entre os quais, um específico para inundações (Vale do Ribeira) e sete para deslizamentos (Região Metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, Baixada Santista, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira, regiões de Campinas, Sorocaba e Itapeva).

    Além desses municípios, os demais são diariamente monitorados e assistidos pela Defesa Civil estadual. Para preparar os agentes municipais que operam os PPDCs, são realizadas as “Oficinas Preparatórias para a Operação Chuvas de Verão”, nos meses que antecedem a temporada chuvosa.

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