índice de infestação do Aedes é ‘satisfatório’ no municí­pio

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Tatuí tem índice de infestação do mosquito Aedes Aegypti considerado “satisfatório”, segundo relatório do Ministério da Saúde, divulgado na semana passada.

Os dados locais e de outros 2.283 municípios constam no LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti). O estudo divide as cidades em três categorias: as de IIP (índice de infestação predial) “satisfatório”, “em alerta”, e “em risco”.

O Ministério da Saúde considera satisfatórios os índices que não superam 0,9. Entram em alerta as cidades cujas taxas de infestação do Aedes sejam entre 1,0 e 3,9. O órgão classifica como “em risco” os municípios com índice superior a 4,0.

Com o índice de 0,4, Tatuí se enquadrou na relação das cidades com baixo risco de surto de dengue, febre chikungunya e zika, doenças transmitidas pelo Aedes. Ao todo, no Estado de São Paulo, 344 municípios estão com o IIP satisfatório e 28, em situação de alerta.

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O levantamento divulgado neste mês foi realizado entre os meses de outubro e novembro e é considerado fundamental para o controle do Aedes, de acordo com o Ministério da Saúde.

Com base nas informações sobre as regiões com maior infestação do mosquito da dengue, os municípios podem identificar os tipos de depósitos de água e aumentar o controle do vetor.

Na microrregião de Tatuí, as cidades de Boituva, Laranjal Paulista, Cesário Lange e Quadra tiveram índice zero. Cerquilho, Porangaba e Pereiras atingiram 0,2 de infestação, e Torre de Pedra, 0,3.

Entre os municípios com população entre 115 mil e 120 mil habitantes, Tatuí teve o melhor índice. As cidades de Birigui e Salto tiveram infestação de 0,5. Barretos e Votorantim, 0,8.

As taxas foram consideradas satisfatórias pelo ministério. Em situação de alerta, estão Caraguatatuba, cujo índice é de 1,1, e Guaratinguetá, com 1,7.

Atualmente, o levantamento é realizado de forma voluntária pelos municípios, mas pode se tornar obrigatório para cidades com mais de 2.000 residências em 2017. Entre 2015 e 2016, o número de municípios que aderiram aumentou 27,5%, conforme o governo federal.

De acordo com o ministério, o principal tipo de criadouro na região Sudeste é o residencial. É o caso de calhas, vasos de plantas, garrafas, piscinas e entulho no quintal.

O ministério também divulgou o cronograma da campanha de combate ao mosquito Aedes. O governo federal pretende mostrar, à população, a importância de eliminar os focos do mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika.

Casos neste ano

Até setembro, o número de casos confirmados de dengue na cidade caiu 80%, em comparação com os nove primeiros meses de 2015. Foram 113 pessoas infectadas pelo arbovírus neste ano, contra 567 no ano passado. Os dados são do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) “Professor Alexandre Vranjac”.

Dos casos registrados nos nove primeiros meses do ano, 94 tiveram transmissão dentro do município. Eles são denominados “autóctones” pelas autoridades de saúde. Os casos de moradores locais infectados em outras cidades são os “importados” e somaram 19 no mesmo período.

Neste ano, Tatuí registrou o primeiro caso de febre chikungunya. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a doença acometeu uma dona de casa que visitou Jaboatão dos Guararapes, município do Estado de Pernambuco, em abril.

O órgão também notificou a CVE sobre uma ocorrência de zika em março. O caso ocorreu em uma médica que viajara ao interior do Estado do Mato Grosso do Sul. Em ambos os casos, as infectadas foram tratadas e liberadas após atendimento médico.


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