Furtos caem 36% em fevereiro, indica SSP

Quarenta e oito foram registrados na cidade; menor índice para o mês desde 2013

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Policia Militar e Guarda Civil Municipal realizam operações em conjunto no município (foto: GCM Tatuí)
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Da reportagem

O número de furtos de naturezas diversas em Tatuí apresentou redução em fevereiro. Com 48 casos, o índice foi o menor para o mês desde 2013, quando foram registrados 41 casos no município. Os dados constam em relatório disponibilizado pela SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública).

Com a redução, a cidade contabilizou 36% menos crimes desse tipo em comparação ao segundo mês de 2019 e ainda apresentou queda de 25% em relação ao mês anterior. Em janeiro deste ano, foram registrados 64 furtos em geral na cidade.

Outras nove classificações de ocorrência policial tiveram queda no mês de fevereiro, conforme o relatório da secretaria, tanto em relação a janeiro deste ano quanto ao mesmo mês do ano passado.

O número de furtos de veículos passou de 17 casos em 2019 para oito ocorrências em 2020, redução de 47%. Com relação ao mês de janeiro deste ano, a queda foi de 50%, com 16 notificações.

Nos índices de crimes patrimoniais, ainda houve retração na taxa de roubos, passando de dez casos em fevereiro de 2019 para três no mesmo mês deste ano. Com relação a janeiro, a queda foi de 50%. No primeiro mês deste ano, seis casos de roubo foram registrados.

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Não foram registrados roubo a banco e de carga e latrocínio nos dois primeiros meses deste ano, nem em fevereiro do ano passado. O índice de roubo de veículos foi de um caso no ano passado, o mesmo número registrado nos dois primeiros meses deste ano.

Por sua vez, a taxa de recuperação de veículos teve aumento. Neste ano, a Polícia Civil somou nove devoluções de janeiro a fevereiro; no ano passado, seis carros foram recuperados no mesmo período, o que representa crescimento de 50%.

As estatísticas ainda mostram queda nos números de casos de violência contra a pessoa. No comparativo fevereiro de 2019 e 2020, o relatório revela retração de 60% nos casos de estupro de vulnerável, que passaram de cinco para três.

Nas ocorrências de lesão corporal culposa, o número passou de cinco para dois, queda de 40%. Nos de lesão corporal considerada dolosa, a retração foi de 62,5%, passando de 32 casos no ano passado para 20 neste ano.

O número de tentativas de homicídio ficou zerado no segundo mês nos últimos dois anos e a taxa de homicídios por acidente de trânsito se mantive estável, com um caso em 2020, mesmo índice do ano passado.

A produtividade policial também apresentou queda no segundo mês do ano. Com menos índice de flagrantes lavrados, ocorrências de tráfico, apreensões de armas de fogo e porte de drogas.

O número de boletins de ocorrências de tráfico de drogas caiu 11%, passando de 37 em fevereiro de 2019 para 26 no mesmo mês de 2020. Os casos considerados como porte de entorpecentes passaram de sete para cinco, com queda de 28,5%.

O número de armas apreendidas ficou zerado em fevereiro deste ano, enquanto uma ocorrência foi contabilizada no ano passado. A quantidade de posse de armas também passou de um para zero.

De acordo com o relatório de segurança pública, o número de prisões efetuadas pelas forças policiais também teve queda. A quantidade caiu 35,9%, passando de 64 para 41, nos meses de fevereiro.

O número de prisões efetuadas no segundo mês do ano caiu 30,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, passando de 79 para 55. As prisões em flagrante sofreram queda de 50,5%, de 91 para 45 neste ano. Já as prisões com mandado caíram de 15 para 14.

O número de menores apreendidos em flagrante também teve queda, passando de 18 casos em fevereiro do ano passado para dez no segundo mês deste ano. Não houve apreensão por mandado em nenhum dos anos relacionados.

Ainda no segundo mês deste ano, 118 inquéritos policiais (IPs) foram instaurados pela Polícia Civil. O número é 7,08% menor que o registrado no ano passado, quando foram anotados 127 procedimentos policiais.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, as estatísticas oficiais de criminalidade são utilizadas regularmente em todos os países para retratar a situação da segurança pública, mas os dados oficiais de criminalidade estão sujeitos a uma série de limites de validade e confiabilidade.

Para que um crime faça parte das estatísticas oficiais, são necessárias três etapas sucessivas: deve ser detectado, notificado às autoridades policiais e, por último, registrado em boletim de ocorrência.

Pesquisas de vitimização realizadas no Brasil sugerem que, em média, os organismos policiais registram apenas um terço dos crimes ocorridos, percentual que varia de acordo com o delito.

A O Progresso, o secretário municipal da Segurança Pública e Cidadania, coronel Miguel Ângelo de Campos, apontou que as ações conjuntas realizadas pela Guarda Civil Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil “tiveram um papel fundamental” na redução dos índices de criminalidade.

“Temos uma integração muito forte no município entre todas as forças de segurança, e acredito que isso, somado aos esforços que a administração municipal vem desenvolvendo, acabou resultando neste controle da criminalidade”, pontuou o secretário.

Campos ressaltou que os órgãos responsáveis pela segurança da cidade ‘trabalham com planejamento, sempre focando a queda nos índices de criminalidade e o aumento da segurança”.

Segundo ele, neste sentido, a GCM reforçou o patrulhamento, principalmente na área central, e tem realizado operações estratégicas e frequentes em locais como bares e praças, que até o mês de fevereiro somavam maior aglomeração de pessoas.

“Realizamos diversas operações estratégicas, aumentamos o número de viaturas nas ruas, tanto em quatro rodas como em duas rodas, e fazemos um trabalho de saturação planejado, sempre somando forças com a PM e com a PC”, comentou Campos.

O secretário, que trabalhou por mais de 30 anos no serviço militar, também salientou que a presença da viatura e dos agentes de segurança nas ruas ajuda a prevenir e reduzir os índices de criminalidade.

“O pessoal realmente está presente em todos os bairros. Além das frequentes da GCM por toda a cidade, os agentes municipais ainda prestam auxilio à PM, pela operação ‘Interior Mais Seguro’, mantida pelo estado. Ela faz com que até mesmo as comunidades mais afastadas da área central também contem com a presença policial”, enfatizou Campos.

Para o mês de março, a expectativa é de nova queda nos índices, em comparação ao mesmo período do ano passado, conforme ponderou o secretário. Ele observa que a quarentena exigida pelo Ministério da Saúde em função da pandemia do coronavírus e as ações de enfrentamento à doença devem refletir nos índices do terceiro mês.

“Acredito que a tendência é reduzir os casos, pois tem menos pessoas circulando nas ruas. Elas estão nas casas, então, os imóveis também estão sendo protegidos. Além disso, tendo em vista que o comércio está fechado, nós também intensificamos o patrulhamento na zona central da cidade”, finaliza o secretário.

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