Fundo vislumbra nova ‘linha’ e anuncia livro

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Cristiano Mota

Ana Paula programa lançamento de livro com receitas saudáveis

 

A partir de fevereiro, o Fundo Social de Solidariedade dá início à “retomada de atividades”. Juntamente com os cursos e oficinas oferecidos gratuitamente nos nove centros de capacitação, a entidade pretende iniciar trabalho voltado à melhoria de vida dos assistidos.

A nova meta anunciada pela primeira-dama e presidente do Fundo, Ana Paula Cury Fiuza Coelho, inclui o lançamento de um livro. O material deverá ser apresentado na edição deste ano da “Feira do Doce – Celina Berti de Barros”.

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“De novidade, mesmo, vamos ter um trabalho mais voltado à autonomia dos nossos alunos. Nossa intenção é ajudar mais famílias, por meio dos cursos, e, com isso, mudar a realidade dessas pessoas que recebem auxílio”, iniciou Ana Paula. “Elas têm de aprender a caminhar pelas próprias pernas, por isso vamos nos concentrar em projetos que auxiliem na geração de renda”, disse.

O reinício dos trabalhos acontece após as férias de final de ano, programadas pela instituição. Pelo cronograma, serão iniciadas primeiro as aulas de panificação. A equipe do Fundo Social entra em férias em dezembro, com o encerramento do Bazar de Natal. Duas funcionárias permanecem na sede da entidade para trabalhos de assessoria e atendimento.

Desde 2013, a sede está instalada no Centro Cultural Municipal. O espaço fica à praça Martinho Guedes, 12, no centro. Lá, a população pode realizar inscrições de cursos – em períodos estipulados pelo Fundo Social – e solicitar atendimentos. Entre eles, empréstimos de próteses, órteses e fazer pedidos de fraldas. Essas, são produzidas no Fraldário do Fundo, no bairro Tanquinho.

No mês que vem, a entidade inicia o período de inscrições aos cursos. Entretanto, terão prioridade os candidatos incluídos em lista de espera. “Muitas pessoas já deixaram seus nomes nos centros. Então, vamos chamar para matrícula aquela demanda que ficou reprimida do ano passado”, disse Ana Paula.

As vagas remanescentes deverão ser preenchidas por alunos que não realizaram pedido de inscrição no ano passado. “Quem tiver interesse, agora, neste mês, também poderá ser encaixado nos cursos”, declarou a primeira-dama.

Este é o caso dos cursos do Polo da Construção Civil. Conforme a presidente do Fundo Social, as três capacitações oferecidas no espaço estão com turmas quase fechadas. Já nos cursos do “Tesoura&Cia.” não há vagas para novos alunos.

Ana Paula enfatizou que a entidade vai retomar todos os cursos oferecidos pela instituição. Além dos que envolvem trabalhos artesanais, recomeçam as atividades os de babá e cuidador de idoso. A retomada será feita em datas distintas. O cronograma prevê aberturas nas duas primeiras semanas do mês que vem.

Em 2015, Ana Paula projeta uma “nova fase” para os cursos do Polo da Construção Civil. Ela quer aproveitar a estrutura para implantar “de vez” o projeto chamado de “cimento social”. A iniciativa apresentada como plano de governo do prefeito José Manoel Correa Coelho, prevê auxílio na construção de moradias ou na conclusão de obras que estejam inacabadas de famílias carentes.

A intenção é de que os alunos dos cursos oferecidos no polo possam “sair a campo” para atuar e, com isso, auxiliar famílias que não tenham condições financeiras favoráveis para concluir suas moradias. Também, evitar desperdícios.

Como os cursos preveem aulas teóricas e práticas, os alunos das capacitações do polo têm de construir cômodos para avançar nos estudos. Ana Paula explicou que o espaço destinado pelo Fundo Social está todo ocupado pelas construções.

“O local já está todo feito. Tem banheiro, cozinha, quartos. Para continuar, teremos de quebrar tudo para os alunos fazer de novo. Então, estamos vendo uma forma de realizar isso, mas com um trabalho social”, argumentou.

O projeto deve ser colocado em prática com apoio do Departamento Municipal de Bem-Estar Social. Ana Paula explicou que o órgão deve auxiliar na escolha das famílias que poderão vir a ser assistidas com o “cimento social” e no estabelecimento dos pré-requisitos. “Queremos fazer algo bem correto, não pode ser nada aleatório”, comentou.

Em balanço das atividades, Ana Paula disse que ficou contente com o resultado obtido em 2014. “Tudo o que queríamos realizar, conseguimos”, enfatizou. Ao longo do ano passado, a entidade promoveu todos os eventos tradicionais. Entre eles, as oficinas de Natal, os bazares e os cursos de capacitação.

Para este ano, a entidade promete novidades, em especial na área da alimentação. O projeto a ser desenvolvido é fruto de convênio com o governo federal e deve resultar na entrega de cestas de alimento para famílias carentes. “É parecido com o Banco de Alimentos, mas diferente”, disse Ana Paula.

O governo federal subsidia a produção de alimentos por agricultores de cooperativas cadastradas. Por sua vez, os produtores repassam os produtos para o Fundo Social. “Queremos estimular hábitos alimentares mais saudáveis, entregando cestas com frutas e verduras”, iniciou a primeira-dama.

De modo a aumentar a qualidade e a variedade de produtos que serão entregues na “nova cesta”, Ana Paula disse que o Fundo Social quer incluir produtores de Tatuí. Conforme ela, a ideia é de expandir a participação local, estimulando, desta forma, a produção e o mercado produtivo do município.

O projeto deve atender famílias diferentes das que são atendidas pelo Banco de Alimentos. Para isso, a primeira-dama deve contar com a colaboração do serviço e do departamento que cuida da avaliação das condições das famílias assistidas. “Queremos um projeto diferenciado”, disse.

Somente após a implantação do projeto, o Fundo deve decidir como será feita a logística da entrega dos materiais. Ana Paula antecipou que a intenção é fazer com que as próprias famílias que serão assistidas façam a retirada.

Também frisou que as cestas devem priorizar alimentos saudáveis. O objetivo é fazer com que pais incentivem mudança de hábitos de filhos que preferem industrializados.

Nesse sentido, o Fundo deve manter – e aumentar – iniciativa que é realizada na Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) “Mauro Antonio Mendes Fiusa”. Trata-se de uma horta escolar. “Temos esse trabalho educativo que funciona bem e é um projeto muito legal”, disse Ana Paula.

A horta é mantida por meio de convênio com o governo do Estado, sendo cultivada por um funcionário designado pelo Fundo Social. “Ele cuida diariamente, planta, molha e, na época da colheita, os alunos ajudam”, descreveu a primeira-dama. A presidente da entidade também participa da colheita.

No espaço, os alunos são envolvidos em toda a etapa da produção da horta. Eles ajudam a produzir alface, couve, rúcula e rabanetes, com suporte da Secretaria Municipal da Infraestrutura, Meio Ambiente e Agricultura. A pasta fornece mudas e adubos para a preparação do terreno e o cultivo dos alimentos.

Ainda como novidade, o Fundo prepara para este ano o lançamento de um livro de receitas. O projeto está em fase inicial de produção e deve ser apresentado ao público, oficialmente, na abertura da terceira edição da Feira do Doce.

Em 2013, a entidade participou do evento com estande comandado por professoras dos cursos de culinária. No ano passado, montou um espaço no qual comercializou produtos e promoveu oficina de cupcake voltada às crianças.

Este ano, a intenção é manter as vendas de doces, mas incluir o livro e suvenir.

A proposta do livro surgiu em 2014 a partir de interesse manifestado pelo público que compareceu ao evento. Durante a feira, Ana Paula contou que os consumidores manifestaram interesse em adquirir apostilas dos cursos de culinária. O Fundo havia disponibilizado os materiais como forma de divulgação.

“Nós não podemos comercializar as apostilas, porque esse não é o intuito do Fundo Social. Então, pensamos que poderíamos lançar um livro com as receitas, para que as pessoas possam ter acesso aos conteúdos”, comentou.

Além de receitas tradicionais, a entidade quer agregar duas seções especiais ao livro. A primeira é destinada aos doces sem glúten; a segunda, aos sem lactose. As receitas devem ser selecionadas também a partir do mês que vem. Juntamente com o livro, Ana Paula pretende colocar à venda modelos de aventais.

O projeto gráfico deve ser iniciado após a definição das receitas. A partir da conclusão dessa etapa, a entidade deve decidir o número de exemplares a imprimir.

“Primeiro, nós devemos levar em conta a demanda deste ano. Ver qual será a estratégia dos expositores, se vai aumentar a quantidade ou não”, disse a primeira-dama.

Outra novidade a ser desenvolvida neste ano é um baile. Ana Paula afirmou que pretende realizar esse tipo de evento para apresentar os trabalhos do Fundo Social para “a sociedade”. A justificativa é que as ações da entidade priorizam as pessoas mais carentes, mas precisam atingir todas as camadas sociais.

O Polo da Construção Civil é considerado o começo desse trabalho de “expansão”. Conforme a presidente do Fundo Social, os cursos oferecidos pelo projeto ampliaram o acesso à capacitação – e à renda – do público masculino.

Segundo Ana Paula, os cursos também favorecem o desenvolvimento do município, uma vez que preparam profissionais para o mercado de trabalho. Exemplo citado pela primeira-dama são as vagas que poderão ser ocupadas por concluintes dos cursos de pedreiro, assentador de pisos e azulejos e encanador oferecidos gratuitamente no polo inaugurado no ano passado.

“As empresas que vão construir as novas casas populares na cidade devem contratar mão de obra local. Nada mais justo. Não vão ser os mestres de obras, mas quem tiver interesse pode usar a oportunidade para obter experiência”, disse Ana Paula.

Em entrevista, a primeira-dama também destacou números obtidos pela instituição em 2014. Ao longo do ano passado, o Fundo Social capacitou 2.005 pessoas e entregou total de 4.000 fraldas (entre infantis e geriátricas) à população.

Os atendidos se formaram nos cursos de artesanato (688), culinária (830 concluintes), cuidador de idoso (53), babá (32), secretária do lar (15), informática (102 pessoas), corte de cabelo (32), manicure e pedicure (15), design de sobrancelha e depilação (17) e itinerantes (78). Também entregou 367 enxovais.

Os cursos têm início em períodos diferentes, com médias de duração de dois meses. Em 2014, por conta da Copa do Mundo, a entidade estendeu o primeiro semestre.

O mundial também alterou o cronograma de atividades do projeto Melhor Idade, realizado pelo Fundo Social no Parque Ecológico Municipal “Maria Tuca”. Lá, mais de cem idosos participam de cursos e recebem orientações médicas.

Como há uma fila grande de idosos aguardando uma vaga para ingressar no projeto, Ana Paula disse que o Fundo Social deve colocar em prática um segundo trabalho com idosos. A ideia é fazer uso da Praça do Idoso, localizada no Parque “Ayrton Senna da Silva”, na vila Dr. Laurindo, e que dispõe de equipamentos de ginástica apropriados para uso de pessoas com 60 anos ou mais.

Ana Paula quer transformar o espaço em uma espécie de centro de convivência. O projeto é levar idosos que não sejam atendidos no Maria Tuca, pela manhã, para participar de atividades esportivas e de lazer no período da tarde.

“Não vai ser o mesmo atendimento do Maria Tuca, mas é algo que eles poderão frequentar para melhorar a condição de saúde”, argumentou a primeira-dama.

A proposta é de realizar uma parceria com a Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude para definição de atividades que possam ser realizadas. Conforme Ana Paula, o Fundo Social já se antecipou às futuras demandas. “Uma das professoras do ‘Melhor Idade’ já fez um cronograma do que ela quer executar na praça e vamos começar a divulgar o trabalho”, antecipou.

O centro de convivência ainda não tem data para começar. Já o Melhor Idade retomará atividades em fevereiro, por conta de recomendações médicas (calor excessivo do início do ano). O grupo entra em recesso de 15 dias também em julho, em função do frio, seguindo orientação de profissionais.

Ainda em 2015, Ana Paula pretende ampliar outro projeto: o de entrega de brinquedos para crianças carentes no período de Natal. No ano passado, a entidade distribuiu mais de 5.000 presentes (bonecas e carrinhos) a meninas e meninos em quatro regiões. O número deve aumentar uma vez que o Fundo quer atender no final deste ano crianças que vivem na região do Jardim Rosa Garcia.


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