Fundo Social tem metas de ampliar a estrutura e modernizar os cursos

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    Ampliar ainda mais a estrutura e modernizar os cursos de capacitação são as duas principais metas da professora Sônia Maria Ribeiro da Silva à frente do Fundo Social de Solidariedade.

    A presidente do órgão municipal antecipou a O Progresso os planos de trabalho em entrevista na manhã de domingo, 1º, na solenidade de posse de vereadores e da prefeita Maria José Vieira de Camargo, na Câmara Municipal.

    Sônia recebeu o convite para comandar o Fundo Social no ano passado. “Nem esperava trabalhar no órgão como presidente, apesar de ter colaborado, por vários anos, como conselheira e professora voluntária”, iniciou.

    Em Tatuí, Sônia ensinou frequentadores dos centros de capacitação entre os anos de 2005 e 2012. “Eu participava de tudo. Dei aulas de pedrarias e fabricação de sabonetes artesanais em diversos bairros”, mencionou ela.

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    Sônia lecionou no CDHU (Conjunto de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) “Orlando Lisboa de Almeida”, no Jardim Santa Rita de Cássia e na vila Angélica. “No período de oito anos, tive a chance de conhecer as diferentes realidades do município e, hoje (dia 1º), começo um novo desafio”, declarou.

    As metas da nova administração do Fundo Social foram traçadas em 2016. O órgão conta com dez centros de capacitação e projetos paralelos, como o Polo da Construção Civil, Doce Lar, Melhor Idade, Casamento Comunitário, Brinquedo Bus e bazares. Também atua em parcerias com a assistência social, cedendo fraldas feitas manualmente por custodiados pela Justiça, via CPMA (Central de Penas e Medidas Alternativas).

    “Temos uma rede grande de voluntários e, antes mesmo das eleições ou de eu saber que seria presidente do órgão, já tínhamos uma diretriz”, comentou.

    Conforme a presidente, o grupo de voluntários chegou a cogitar a criação de uma ONG (organização não governamental) para cuidar de trabalhos voltados à promoção social e melhoria de qualidade de vida. Entretanto, por problemas burocráticos, a ideia não avançou.

    “Nosso pessoal nunca se ‘desgarrou’, sempre se manteve unido, junto, procurando por novidades. Chegamos até a visitar projetos em outras cidades para trazermos para cá, mas, na época, tivemos alguns entraves”, contou.

    O planejamento que direcionaria a ONG foi “reaproveitado” para o Fundo Social, com aval da prefeita. “Neste ano, nós queremos deixar a entidade mais moderna, com novos cursos e frentes de trabalho”, enfatizou.

    Uma das novidades será o curso de vitrinista, direcionado a comerciantes. A capacitação servirá como apoio para as ações já realizadas pela ACE (Associação Comercial e Empresarial), presidida por Lucia Bonini Favorito.

    Como a associação, o Fundo Social deverá incentivar lojistas da cidade a adicionarem novidades às suas vitrines de modo a fomentar o comércio, atraindo mais consumidores e aquecendo a economia.

    Na “linha das inovações”, Sônia antecipou que o Fundo Social vai aprimorar um de seus principais carros-chefes: o curso de panificação artesanal. “Não ofereceremos mais aulas de panificação 1, mas de panificação 2”, informou.

    Os centros passarão a realizar aulas com as chamadas “receitas funcionais”. São produtos que utilizam “ingredientes voltados à nutrição do organismo, de modo a respeitar a individualidade bioquímica”.

    Em outras palavras, as receitas serão feitas com ingredientes que, quando consumidos com frequência, trazem benefícios à saúde, indo além das funções básicas da nutrição.

    Serão acrescidos, ao “cardápio” do curso, produtos de elaboração “mais refinada” e que, portanto, tenham rendimento maior. Entre eles, bolachas e bolos em pote. “Também vamos dar continuidade aos cursos que foram suspensos, como o de sabonete artesanal. Mas, o foco será na panificação”.

    Para 2017, as novas receitas serão ensinadas em locais diversificados. A aposta do Fundo Social, para o ano, é a criação de “braços nos rincões” do município. Sônia confirmou, para o decorrer do ano, a criação de turmas na zona rural.

    “Esta é uma demanda que registramos em novas conversas com a população. O pessoal da zona rural nos pediu muito, e é um curso que dá muito certo por ser uma fonte de renda segura, porque pão todo mundo compra”, vaticinou.

    Pensando nisto, Sônia disse que a equipe deve instituir uma ação permanente. Trata-se de uma feira para venda de pães e produtos alimentícios a ser realizada uma vez por semana e planejada na sede do antigo “Lições de Casa”.

    O imóvel fica na travessa Godoy Moreira, 217, na vila Esperança, e abrigará a “Cozinha Solidária”. “Ali, vamos implantar a área ‘gourmet’ de vários cursos da panificação. Será um novo patamar para as capacitações”, antecipou.


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