Fatalidades de trânsito têm nova redução

    Queda é de 67% no mês de setembro, segundo novos dados divulgados pelo Infosiga

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    Ato de conscientização sobre o uso indevido de vagas para pessoas com deficiência (foto: AI Prefeitura)
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    Em setembro, Tatuí registrou redução de 67% nas fatalidades causadas por acidente de trânsito. Os dados são do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito), gerido pelo “Programa Respeito à Vida”, do governo do estado de São Paulo.

    Conforme o sistema, no período, houve uma fatalidade, contra três óbitos em setembro do ano passado, o que representa queda de 67%. De janeiro a setembro, foram 22 óbitos, contra 14 no mesmo período de 2018, em redução de 36%.

    Nos nove primeiros meses, as mortes contabilizam vítimas que se envolveram em ocorrências tanto no perímetro urbano (dentro do município) como nas rodovias, que estão fora da zona urbana, mas no limite territorial.

    A fatalidade do mês de setembro deste ano aconteceu na SP-127, vitimando uma mulher de 46 anos. A causa do acidente não foi identificada pelo Infosiga. Apesar da ocorrência, as estatísticas do sistema de informações mostram que, nos dois anos, morreram mais homens que mulheres vítimas do trânsito.

    Das 22 pessoas que faleceram em 2018, de janeiro a setembro, em decorrência de acidentes, apenas uma era mulher, sendo as outras 21 vítimas homens. Já neste ano, no mesmo período, das 14 mortes, duas eram mulheres e 12, homens.

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    Com relação à idade das vítimas, o sistema aponta maior índice de mortes entre 18 e 39 anos. De janeiro a setembro de 2018, os acidentes vitimaram 11 pessoas dessa faixa etária. No mesmo período de 2019, foram sete falecimentos.

    Ainda conforme o Infosiga, cinco das 14 pessoas que perderam a vida neste ano envolveram-se em acidentes com motocicleta (64,2%). Três ocorrências vitimaram pedestres. Dois ocupavam automóvel e um perdeu a vida em ocorrência envolvendo caminhão.

    No ano passado, oito das 22 pessoas que perderam a vida foram vitimadas por acidentes com motocicleta (63,6%). Cinco ocorrências envolveram pedestres. Dois estavam ocupando caminhão, dois perderam a vida com bicicleta e cinco em acidentes com automóvel.

    As colisões vitimaram mais pessoas em 2018, com 11 óbitos de janeiro a setembro. Nos nove meses deste ano, o número de mortes por colisão atingiu quatro pessoas.

    No ano passado, as mortes por atropelamento ficaram em segundo lugar em número de vítimas, com seis casos registrados; já neste ano, foram quatro mortes por atropelamento.

    As mortes por choque (ocasião na qual um dos veículos ou objeto atingido não está em movimento) chegaram a dois casos no ano passado e três em 2019.

    Já os óbitos provocados por “outros tipos” de acidentes (capotamento, tombamento e quedas) registraram três mortes em 2018 e outras três em 2019.

    Neste ano, uma pessoa morreu em acidente “não especificado”, aqueles nos quais não há o registro do tipo de ocorrência. No ano passado, um óbito também foi incluído nesta causa.

    Os dados do Infosiga são atualizados mensalmente pela Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Corpo de Bombeiros. As corporações encaminham informações do SioPM (Sistema de Informações Operacionais da PM), que reúne dados de acionamento de viaturas para atendimento.

    O secretário da Segurança Pública e Mobilidade Urbana, José Roberto Xavier da Silva, ressalta que a queda nos índices deve-se às campanhas educativas e às mudanças realizadas no trânsito, por meio do Departamento de Mobilidade Urbana, durante todo o ano.

    “Temos realizado diversas campanhas no município que reforçam a importância da conscientização dos condutores e contribuem para a redução das mortes, principalmente no mês de setembro, em que é celebrado o mês do trânsito”, destacou o secretário.

    O diretor do DMU, Yustrich Azevedo Silva, reforça que o setor trabalha diariamente com uma programação que envolve atividades educativas e fiscalizadoras – para ele, “um dos pilares na busca por redução de acidentes e mortes no trânsito”.

    “Temos que lembrar, todos os dias, que os dispositivos de segurança exigidos pela lei são para a proteção do condutor e dos passageiros. Em setembro, que é o mês do trânsito, nós reforçamos ainda mais essas ações com novas campanhas educativas”, diz o diretor.

    Setembro foi um mês de várias atividades de conscientização por conta da Semana Nacional do Trânsito. Entre os dias 18 e 25 de setembro, a prefeitura, por meio do DMU, realizou ações educativas com o tema “No Trânsito, o Sentido é a Vida”.

    Durante o período, aconteceram dois pedágios educativos, na rua 11 de Agosto e na avenida Salles Gomes, com orientações e distribuição de 5.000 folders para a conscientização de condutores e pedestres em relação ao uso da faixa.

    Além disso, em parceria com o Detran-SP, o DMU manteve em exposição, na Praça da Matriz, um carro acidentado, para conscientizar as pessoas sobre a importância de se ter atenção no trânsito e evitar acidentes.

    Com o CMDPD (Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência) e a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Tatuí, também foi realizado um ato de conscientização sobre o uso das vagas especiais para deficientes físicos, na Praça da Matriz.

    A ação teve a participação de pessoas com deficiência física, intelectual e visual, e consistiu em “ocupar” vagas de estacionamento com cadeiras de rodas, para sensibilizar a população com relação à dificuldade encontrada por pessoas com deficiência quando motoristas estacionam em vagas “especiais”.

    Ocorreram, também, várias palestras educativas, em escolas e empresas, com o tema “Respeito à Vida”. O DMU esteve na Emef “Professora Magaly Azambuja de Toledo”, EE “Chico Pereira”, EE “Professor Fernando Guedes de Moraes”, EE “Professora Lienette Avallone Ribeiro”, Apae, Colégio Mack e Centro Educacional Marisol.

    Cerca de 1.230 crianças e adolescentes participaram das palestras e ações educativas. Já as empresas Yazaki e Lopesco reuniram, aproximadamente, mil funcionários para orientações sobre a importância da mobilidade urbana e da prevenção a acidentes de trânsito.

    No estado

    Ainda segundo o Infosiga, no estado de São Paulo, houve uma redução de 4,1% no número de acidentes com vítimas fatais em setembro. Nos 30 dias do mês, ocorreram 469 fatalidades, contra 489 no ano passado.

    Nos primeiros nove meses do ano, foram registradas 4.024 mortes, enquanto no mesmo período de 2018 foram 4.094. O número representa redução de 1,7%, nos acidentes fatais.

    Dos 489 óbitos ocorridos em setembro de 2018, 82% foram de homens, sendo que uma em cada quatro vítimas estava na faixa etária de 18 a 29 anos (24%). Em relação aos meios ocupados, 36% das vítimas eram motociclistas, 27%, pedestres e 24%, ocupantes de automóveis.

    O Infosiga SP mostra, ainda, que 51% das fatalidades ocorreram em vias municipais. Já os períodos da noite e madrugada (53%) e finais de semana (46%) concentram os acidentes fatais. Mais da metade das vítimas (57%) eram os condutores dos veículos.

    Já em 2019, a redução de fatalidades envolvendo ciclistas foi um dos destaques. Em setembro, foram registradas 18 ocorrências, contra 32 no ano passado, queda de 43,7%. Também houve redução no número de vítimas motociclistas, com 164 casos no mês passado, contra 179 em 2018 (menos 8,4%).

    Para as fatalidades envolvendo pedestres, o índice foi praticamente estável (133 casos contra 135 no ano passado), mas com redução de 6% no acumulado do ano (1.066 casos em 2019, contra 1.134 no período anterior).

    Entre os ocupantes de automóveis, o aumento foi de 10,9% em setembro (132 vítimas fatais, contra 119 no ano passado).

    O perfil da vítima fatal em acidente de trânsito, no estado, é jovem, com idade entre 18 e 29 anos (27,3%), homem (80%) e condutor do veículo (53,3% dos casos). Os períodos da noite e madrugada (56,5%) e finais de semana (54,2%) concentraram os acidentes fatais no mês.

    Dados regionais

    As fatalidades caíram em oito das 16 regiões administrativas do estado. Os índices reduziram em Itapeva (menos 55%), Registro (menos 55%), Barretos (menos 50%), Araçatuba (menos 45%), Santos (menos 34%), Bauru (menos 29%), Campinas (menos 13%) e região metropolitana de São Paulo (menos 6%).

    Os aumentos foram registrados nas regiões de Ribeirão Preto (mais 58%), São José do Rio Preto (48%), Presidente Prudente (33%), Marília (31%), central (29%), Sorocaba (14%), Franca (11%) e São José dos Campos (3%).

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