Exposição celebra os 50 anos do Cosc

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Patrícia Milão

Mostra aberta no Centro CUltural conta com fotos e painéis especiais dedicados aos ex-presidentes e aos prédios que abrigaram entidade

 

No dia 1º, o Centro Cultural Municipal realizou a abertura da exposição “50 Anos Cosc” (Centro de Orientação e Serviços à Comunidade).

Disponível ao público até 16 de agosto, a visitação é gratuita, de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 21h, à praça Martinho Guedes, 12, centro (Jardim da Santa).

 

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No evento de abertura, entre os estimados cem presentes, estiveram o prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu, a primeira-dama e presidente do Fundo Social, Ana Paula Cury Coelho, vereadores, representantes de entidades sociais, ex-alunos e funcionários do Cosc.

 

A exposição retrata os projetos desenvolvidos pela instituição desde a fundação, com trechos de contextualização e fotos do período. Painel especial foi reservado aos presidentes e outro, aos prédios que abrigaram a entidade.

 

Planejada para acontecer junto aos eventos em comemorativos dos 187 anos de Tatuí, a exposição começou a ser organizada no início do ano.

 

“Desde janeiro nós já viemos catalogando as fotos, buscando nas atas de reunião todo o histórico dos projetos”, lembrou o presidente da instituição, Juvenal Marques Rodrigues.

 

Foram selecionadas cerca de 150 fotos, todas do acervo do Cosc. “Nós temos fotos desde a primeira assembleia de fundação do Cosc, no prédio que hoje é o Museu Histórico ‘Paulo Setúbal’”, contou.

 

“Depois, o Cosc mudou daquele local para outros endereços, dos quais não temos fotos. Mas, temos fotos de onde foi construído o prédio próprio (na rua José Ortiz de Camargo, onde atualmente é a sede da Secretaria Municipal da Saúde). E, de lá para cá, nós temos todo o acervo de trabalhos realizados”.

 

Durante a abertura, dois casos de participantes foram compartilhados. Um deles, o de Maria Aparecida Fagundes de Almeida Moraes, 48, que, em 1996, veio de Itararé para Tatuí morar com a sogra, junto ao marido e quatro filhos.

 

Primeiramente, Maria começou a receber cesta básica da instituição e passou a participar dos cursos de pão caseiro e salgados.

 

“Fiz parte do programa em que eles davam recurso para que comprássemos equipamento para trabalhar. Então, comecei a vender pão. Também fiz o curso de salgado. Na época, eu não sabia nem como fechava uma esfirra”, contou Maria.

 

A partir daí, conciliava o trabalho de doméstica com a venda dos pães e salgadinhos. Há dois anos, ela abriu uma empresa e, atualmente, entrega 350 salgados por dia em 11 pontos.

 

Outro exemplo de sucesso é o de Denildo Araújo dos Santos, 24, que conheceu o Cosc ainda criança, indo à instituição com a tia. Com 11 anos, ele começou a frequentar o Projeto Terra Viva.

 

“Percebemos que ele gostava muito de estudar. Conseguimos uma bolsa em um colégio particular para ele e um trabalho como menor aprendiz”, afirmou Rodrigues.

 

A partir da bolsa, Santos cursou o ensino médio em escola particular. Quando prestou vestibular, passou em engenharia ambiental na Ufscar (Universidade de São Carlos) e, atualmente, cursa o último semestre.

 

Até hoje ele trabalha na empresa que começou como menor aprendiz. “Foi a oportunidade da minha vida”, expressou Santos sobre o Cosc.

 

O aniversário da instituição, comemorado em 7 de dezembro, tem a exposição como maior evento de comemoração. Nenhum outro está programado.

 

“Sem dúvida, esse evento é um marco. São 50 anos de esforço e trabalho. O Cosc sobreviveu, todo esse tempo, com o apoio da Prefeitura, Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, das empresas, dos sócios contribuintes, dos voluntários e dos próprios beneficiados”, finalizou.

 

 

 

Doação

 

O Cosc presta atendimento a 140 crianças e suas famílias. Para manter a instituição, doações são recebidas por meio de conta bancária (Banco do Brasil, agência 6505, conta corrente 739-0) e em bazar permanente, que funciona na rua Teófilo Andrade Gama, 470, de segunda a sexta, das 13h30 às 18h. “Pedimos doações de roupas, calçados e utensílios domésticos”, ressaltou Rodrigues.


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