Entrega de ponte está agendada para a quinta

    Prefeita optou por cerimônia rápida em data simbólica e para ‘por fim aos transtornos’

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    Equipe da Prefeitura trabalha na implantação de calçadas, no plantio de palmeiras e de 8 lombofaixas (foto: Brunno Vogah)
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    A entrega da nova ponte do bairro Marapé está pré-agendada para a tarde de quinta-feira, 10. É o que confirmou à reportagem de O Progresso a prefeita Maria José Vieira de Camargo.

    Em entrevista, ela antecipou que o Executivo fará uma cerimônia rápida, em data considerada simbólica e para “por fim aos transtornos causados pela interdição da região desde a queda do dispositivo”.

    Um dos principais acessos da cidade – tanto para quem entra como para quem sai do município –, a ponte do Marapé caiu no dia 10 de março de 2016. “Nós retomamos a obra no dia 10 de março deste ano e, por isto, gostaria de entregá-la para a população no dia 10, mas deste mês”, declarou Maria José.

    O Executivo pré-agendou a data com base no estágio de construção das obras do entorno da ligação. A ponte terminou de ser edificada pela Rone Engenharia, Projetos, Construções e Comércio Ltda. no fim do mês passado.

    Desde então, a equipe de engenharia da Prefeitura, em conjunto com os funcionários da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, trabalha no acabamento.

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    A prefeita ainda não tinha horário definido para a inauguração até a terça-feira, 8. Maria José, no entanto, afirmou que a ideia é liberar o acesso o mais rápido possível.

    “Estamos fazendo o paisagismo, que é a etapa final. Por isto, quero atender a uma necessidade da população, do comércio, que estão muito sofridos”, ressaltou.

    Desde a manhã de ontem, terça-feira, a secretaria trabalhava na construção de lombofaixas, na conclusão dos passeios públicos, da iluminação e do paisagismo.

    As pinturas de solo e as sinalizações verticais têm previsão de começar nesta quarta-feira, 9. Em função do prazo, que vai depender da execução das tarefas dentro do cronograma, ainda não havia um horário definido para a cerimônia de inauguração.

    “Seria mais para o final da tarde. Faremos uma cerimônia simples e, em seguida, liberaremos o tráfego. O evento será rápido e acontecerá mais para convidarmos a população a acompanhar a entrega, porque o maior acontecimento é a abertura da passagem. A cerimônia é só um símbolo”, declarou a prefeita.

    Para que o evento seja realizado ainda na quinta, o Executivo cumpre cronograma rígido. O secretário de Obras, Marco Luís Rezende, informou que os funcionários do Mangueirão já haviam começado a implantar as calçadas laterais.

    Concomitantemente, a secretaria deu início ao projeto de paisagismo, que inclui a poda de árvores no trecho da rua Capitão Lisboa e o plantio de grama ao longo da parte inicial da avenida Vice-Prefeito Pompeo Reali. Tanto a primeira como a segunda tarefa têm previsão de conclusão ainda para esta quinta.

    A Prefeitura também implantará uma novidade não prevista no projeto original. O convênio celebrado com o governo do Estado para a reconstrução do acesso que caiu em função das chuvas previa apenas a ponte. A pedido da prefeita, a secretaria incluiu uma praça em trecho da rua Bento Corrêa Antunes.

    O espaço ganhou palmeiras e novo pavimento para permitir que pedestres possam circular de maneira mais segura. “A área está sendo totalmente revitalizada para passeio e consiste em uma praça que ficará muito bonita e aconchegante, própria para caminhada”, enfatizou.

    Ao todo, a Prefeitura fará o plantio de 60 palmeiras nos trechos revitalizados. Todas elas ganharão pontos de luz, instalados nas bases das plantas. “O foco será de baixo para cima, de modo a permitir que haja um clareamento de toda a avenida, partindo do ponto baixo de cada palmeira”, explicou o secretário.

    Rezende também confirmou outra inovação não prevista no projeto original. A Prefeitura vai implantar uma fonte luminosa na rotatória principal. Ela ficará rodeada por quatro palmeiras. As plantas e a fonte, no entanto, não serão instaladas neste primeiro momento.

    Em função do prazo e do tempo que o equipamento vai levar para chegar, a Prefeitura optou por abrir o trecho para uso, incluindo a rotatória, sem a fonte e as palmeiras. O canteiro terá apenas grama, que será, posteriormente, substituída.

    Para evitar transtornos futuros, a secretaria já preparou o canteiro central para receber a fonte e as palmeiras. “Todas as ligações de água e energia elétrica estão preparadas. A ideia é que, como a fonte vai demorar a chegar, nós inauguremos com grama e, depois, coloquemos o dispositivo”, informou Rezende.

    Até a quinta, a Prefeitura deve concluir a implantação das lombofaixas. No total, oito dispositivos serão instalados entre a ponte do Marapé e o primeiro trecho da Pompeo.

    Por serem elevados (na altura das calçadas), eles permitirão acessibilidade a pessoas com deficiência. “Também serão seguros, porque o pedestre vai percorrer de uma calçada a outra”, acrescentou o secretário.

    A implantação das lombofaixas segue o cronograma das obras complementares à ponte e deve durar o mesmo período da conclusão da capa asfáltica. A Prefeitura terminou o recapeamento do trecho no prazo de três dias.

    O trabalho iniciado no domingo e encerrado na segunda-feira, 7, foi realizado em três trechos, sendo o primeiro da avenida Vice-Prefeito Nelson Fiuza, o segundo, da rua Professora Maria Aparecida Santi, Capitão Lisboa e o terceiro, da Pompeo Reali.

    A Prefeitura também nivelou a ponte do Marapé, que ganhou seis centímetros de asfalto. O acesso conta, ainda, com sistema de drenagem, por meio de bocas de lobo. “Este é um pedido da prefeita. Ela queria que esta região tivesse, no meio do canteiro central, uma otimização da água da chuva”, contou Rezende.

    De acordo com o secretário, os bueiros serão responsáveis por dar vazão às chuvas, evitando problemas recorrentes de alagamentos quando o volume de precipitações é grande. “Tudo que está sendo feito aqui é planejamento”, ressaltou.

    Embora tenha programado as ações próprias, a equipe da Prefeitura teve de trabalhar na solução de questões surgidas ao longo da construção. O projeto original havia sido elaborado na gestão anterior e, segundo Rezende, necessitou de ajustes. Um deles incluiu a desapropriação de uma parte de um dos imóveis que fica na lateral esquerda da ponte, no sentido centro-bairro.

    Por conta de a ponte ter dimensão maior, a Prefeitura precisou utilizar uma parte do terreno lateral. Desta forma, procedeu com o recuo nos muros, de forma a aumentar o espaço para as calçadas laterais. Rezende explicou que o procedimento foi necessário por conta do alinhamento da ponte com as calçadas.

    “Depois que nós colocamos as pré-lajes e começamos a trabalhar, vimos que a ponte não ia encaixar na rua. Aí, houve a necessidade da desapropriação para podermos implantar o passeio da maneira como está”, descreveu.

    Com a conclusão das obras e a liberação ao tráfego, o secretário disse que o próximo passo é proceder com vistoria no acesso da rua Alfredo Simão de Oliveira. Conforme o secretário, os engenheiros farão uma nova avaliação no local.

    A meta é verificar se houve alguma alteração na estrutura. Preliminarmente, Rezende descartou essa possibilidade, uma vez que o acesso é diferente de uma ponte. “Ela resiste bem, mas aquele acesso é uma aduela. Existe uma base de concreto que fica no meio dela”, descreveu.

    A aduela é sustentada por três pilares de concreto, que dão sustentação mais que suficiente para que ela suporte o volume de tráfego ocorrido no período de interdição. Desde a queda da ponte do Marapé, o acesso é utilizado.

    Mesmo não crendo que haverá transtornos, Rezende afirmou que a Prefeitura fará uma nova análise. “Já vistoriamos várias vezes, e sabemos que não há nada para se fazer lá, mas, se tivermos uma manutenção, acho que ela seria viável para que não haja nenhum tipo de risco”, acrescentou Rezende.

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