Emprego registra melhor resultado do ano

    Com saldo de 148 vagas, município fecha primeiros sete meses no ‘azul’, aponta Caged

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    PAT é responsável por mais de 40% das contratações do mês de julho (foto: divulgação PAT)
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    Alessandra Bonilha, dra

    O número de contratações com carteira assinada voltou a subir em Tatuí. Conforme o mais recente levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, os sete primeiros meses do ano registraram saldo positivo de 148 novas vagas.

    O resultado vem de 5.307 contratações com carteira assinada para 5.159 demissões, entre os meses de janeiro a julho. O saldo é maior que o somado em 2018. No mesmo período do ano passado, houve 5.081 admissões e 4.934 desvinculações.

    De acordo com Gustavo Grando, diretor do Departamento Municipal de Trabalho e coordenador do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), o saldo se deve às contratações do mês de julho.

    O sétimo mês do ano obteve o melhor resultado no acumulado dos últimos meses, com variação positiva de 151 novos postos, sendo 841 admissões para 690 demissões. Grando aponta que o mês compensou o saldo negativo de janeiro (menos 31), março (menos 135) e junho (menos 21).

    “Em fevereiro, uma empresa metalúrgica acabou desvinculando muitos funcionários por fechamento de uma linha de produção, e isso refletiu no saldo do mês de março, que teve o pior resultado do ano. Depois, mesmo negativo, os prejuízos foram menores”, avaliou o diretor.

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    Segundo ele, a indústria de transformação é a maior responsável por alavancar os índices. Somente esse setor contabilizou saldo positivo de 312 vagas de empregos formais nos últimos sete meses.

    “Aqui pelo PAT, diversos profissionais entraram para o mercado de trabalho no setor da indústria de transformação. A Yazaki, a Eurolaf e outras empresas contrataram e ainda estão contratando novos funcionários”, comentou.

    Grando estima que mais de 40% das contratações do sétimo mês ocorreram por meio do PAT. No mês, o órgão encaminhou 315 trabalhadores para vagas em empresas tatuianas com carteira assinada.

    Ele ainda aponta que o posto direcionou centenas de pessoas a empresas sediadas em outras cidades da região, ressaltando que esses números não são contabilizados pelo cadastro de empregados e desempregados.

    “Tivemos muitas vagas para vigilantes. Este foi um dos maiores números de contratações por meio do PAT, só que são empresas terceirizadas, não são empresas de Tatuí. Então, eles vêm aqui, contratam, mas não conta como serviço do município”, argumentou.

    Um dos exemplos do registro de empregados que contarão para outros municípios corresponde à Construtora Pacaembu. Segundo Grando, as 200 novas vagas de trabalho anunciadas para o setor serão preenchidas em Tatuí, mas contabilizadas na cidade onde a empresa tem sede.

    “A gente fica sem ter um parâmetro real do resultado por conta destas contratações que são registradas para outros municípios. Mesmo assim, posso garantir que, pelo número de encaminhamentos que fizemos por meio do PAT, julho foi o melhor mês”, assegurou.

    Cinco atividades econômicas fecharam com saldo positivo no sétimo mês. O setor que mais se destacou foi o comércio, que contabilizou 63 novas contratações, resultado de 282 admissões para 219 desligamentos.

    A indústria de transformação obteve o segundo melhor resultado do mês, gerando 60 vagas formais, com 231 contratações e 171 demissões. O saldo foi positivo em seis dos 12 subsetores, destacando-se a indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool, responsável pelo saldo positivo de 43 novas vagas.

    Já a agropecuária obteve o terceiro melhor resultado, com a geração de 35 novas vagas, vindas de 66 admissões e 31 desligamentos. Os números representam variação positiva de 2,46% em relação ao mês anterior.

    Na lista das atividades econômicas que mais contrataram, no mês de julho, ainda entram os setores de construção civil, com saldo de 16 novas vagas, e extrativa mineral, com mais três postos de trabalho.

    Dos oito setores estudados pelo órgão do Ministério do Trabalho, três sofreram redução de ocupações em julho: serviços (menos 24 vagas), serviços industriais e de utilidade pública (menos uma vaga) e administração pública (menos uma vaga).

    Grando ainda ressaltou que a tendência é de que, a partir de agora, haja saldo positivo nos próximos meses. “Se você olhar nos anos anteriores, começa a ter uma alta a partir do mês de julho. Em setembro do ano passado, foram 239 novas vagas, quase a maior dos últimos quatro anos”, acentuou.

    Para o diretor, o resultado do mês de agosto já deve apresentar melhora em relação ao anterior. Segundo ele, empresas como Yazaki, Eurolaf, Bunge e Rontan voltaram a contratar, e outras, como a Artecola e a Fazenda Shigueno, anunciaram novas contratações.

    “Acredito que até o final do ano teremos novos saldos positivos. Com esta guinada da indústria de transformação e com o comércio contratando para vendas de Natal, o segundo semestre tende a ser tão bom quanto o primeiro”, concluiu.

    Desempenho no país

    No país, a situação não é diferente. Ainda conforme o Caged, o emprego formal cresceu no Brasil pelo quarto mês consecutivo, com a abertura de 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada em julho, um crescimento de 0,11% em relação ao estoque de junho.

    Também houve crescimento no emprego se considerados os resultados dos sete primeiros meses do ano. De janeiro a julho, foram abertas 461.411 vagas formais, com variação de 1,20% sobre o estoque. Em 2018, no mesmo período, as novas vagas tinham somado 448.263.

    Dos oito setores econômicos, sete contrataram mais do que demitiram em julho. O saldo ficou positivo na construção civil, serviços, indústria de transformação, comércio, agropecuária, extrativa mineral e serviços industriais de utilidade pública. Apenas administração pública teve saldo negativo. Principal destaque do mês, a construção civil teve saldo de 18.721 novos postos de trabalho.

    O setor de serviços fechou o mês com saldo de 8.948 postos de trabalho, principalmente devido à comercialização e administração de imóveis; serviços médicos, odontológicos e veterinários; e instituições de crédito, seguros e capitalização.

    A indústria de transformação, que teve acréscimo de 5.391 vagas formais, deve o resultado, principalmente, à indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico; indústria mecânica; e indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários e perfumaria.

    Todas as regiões do Brasil tiveram crescimento no mercado formal de trabalho em julho. O maior saldo foi na região Sudeste, com 23.851 vagas, crescimento de 0,12%. Em seguida, vem o Centro-Oeste (mais 9.940); Norte (7.091); Nordeste (2.582) e Sul (mais 356 postos).

    Das 27 unidades da federação, 20 terminaram julho com saldo positivo no emprego. A maior parte das vagas foi aberta em São Paulo, onde foram criados 20.204 postos de trabalho; Minas Gerais, com 10.609 novas vagas; e Mato Grosso, que teve saldo positivo de 4.169 postos.

    Os piores resultados tiveram: Espírito Santo, onde foram fechadas 4.117 vagas; Rio Grande do Sul, com 3.648 postos a menos; e Rio de Janeiro, que fechou julho com saldo negativo de 2.845 postos.

    Com relação aos últimos 12 meses, o saldo ficou positivo em 521.542 empregos, em variação de 1,36%. Assim como no acumulado do ano, os últimos 12 meses tiveram crescimento maior que no período anterior. Em 2018, o saldo tinha ficado positivo em 286.121 vagas.

    A PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, também aponta redução da taxa de desocupação no Brasil.

    Segundo estudo, entre os meses de maio e julho de 2019, havia aproximadamente 12,6 milhões de pessoas desocupadas no país, sendo que este contingente recuou 4,6% (menos 609 mil pessoas) com relação aos meses de fevereiro a abril deste ano, quando a desocupação foi estimada em 13,2 milhões de pessoas.

    Ainda segundo o IBGE, a melhora na taxa de desemprego também está relacionada ao aumento do trabalho informal. De maio a julho, o total de empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada atingiu 11,7 milhões de pessoas, o maior contingente desde 2012.

    O aumento em relação aos três meses anteriores foi de 3,9%, o que representa 441 mil pessoas nessa categoria. Já em relação aos meses de maio a julho do ano passado, a elevação foi de 5,6%, um adicional de 619 mil pessoas.07

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