Emprego formal tem queda em novembro

Agropecuária, serviços e indústria de transformação foram os setores mais afetados

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Penúltimo mês do ano registrou o fechamento de 90 postos de trabalho na cidade; dados foram divulgados no final de dezembro
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Da reportagem

O mês de novembro registrou o fechamento de 90 postos de trabalho em Tatuí. O resultado é decorrente de 697 novas admissões e 787 desligamentos, durante o período, nos 4.868 estabelecimentos avaliados.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, divulgados no final do mês de dezembro.

Nos quatro meses anteriores (julho, agosto, setembro e outubro), a cidade vinha apresentando alta nos postos de trabalho, alcançando saldo positivo de 572 vagas. Em 2019, a geração de empregos em Tatuí havia ficado negativa apenas nos meses de janeiro (menos 31 vagas) e junho (menos 21).

Em fevereiro, a alta havia sido de 118 novos postos, seguida de 135 em março, 28 em abril e 38 em maio. Nos 11 meses, a variação positiva é de 479 novos trabalhadores empregados, mesmo considerando-se os saldos negativos e o baixo número de empregos gerados nos meses de abril e maio.

O Caged fornece informações sobre trabalhadores regidos pela CLT (Consolidações das Leis do Trabalho) e que possuem carteira assinada. O levantamento não leva em consideração funcionários públicos estatutários e trabalhadores na informalidade.

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Dos oito setores analisados, cinco sofreram retração nos índices de empregabilidade no mês de novembro. A indústria de transformação, o setor de serviços e a agropecuária ficaram empatados no saldo negativo, com fechamento de 42 postos de trabalho em cada.

A agropecuária, no entanto, foi o setor que menos contratou no 11º mês do ano. Foram 45 admissões e 87 desligamentos no setor. Já a indústria de transformação somou 132 contrações e 174 demissões e o setor de serviços, 216 novos contratos para 258 recisões.

Em seguida, os piores desempenhos vieram da construção civil, com saldo negativo de oito vagas, a partir de 55 admissões e 63 desligamentos; e da administração pública, com duas contrações e três demissões.

Na contramão, dois dos oito principais setores econômicos tiveram saldo positivo. O principal deles foi o comércio, com 43 novos postos de trabalho, vindos de 240 contratações e 197 demissões.

O segundo melhor resultado do mês foi registrado na atividade de extrativa mineral, com dois novos postos de trabalho, somando sete admissões e cinco desligamentos. Já os serviços de utilidade pública não obtiveram contratações ou demissões e fecharam o mês com saldo zerado.

O crescimento na área de comércio já era esperado. Em outubro, Gustavo Grando, ex-diretor do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) e atual diretor do Departamento de Desenvolvimento Municipal, da Secretaria de Governo, afirmou a O Progresso que aguardava melhora nas vagas criadas pelo setor.

As estatísticas com o resultado do saldo de empregos de dezembro devem ser divulgadas pelo órgão do Ministério da Economia até o final do mês de janeiro.

Para Grando, há expectativa de melhora para os meses seguintes, principalmente pela alta das atividades do comércio, com a passagem das festas de final de ano.

“A tendência é que as estatísticas de dezembro sejam melhores – pelo menos pelo que conversei com alguns empresários. A maioria estava animada para as vendas de final de ano e aumentou as contrações”, comentou.

O ex-diretor do PAT (responsável pelo órgão até 31 de dezembro), contudo, pondera que, com o anúncio de demissão em massa dos funcionários da Lopesco e encerramento das atividades da empresa em Tatuí, os índices podem registrar nova baixa no Caged (reportagem nesta edição).

“As mais de 300 demissões confirmadas pela empresa devem refletir nos índices referentes ao mês de janeiro, que devem ser divulgados no final do mês de fevereiro. Mas, como a empresa é de São Paulo, pode ser que os números não sejam contabilizados pelo Caged”, explicou.

Na região

Os dados também refletiram em baixa na microrregião de Tatuí, que registrou variação absoluta negativa de 722 empregos. O pior resultado foi o da cidade de Boituva, com fechamento de 351 postos de trabalho.

O segundo pior desempenho dentro da microrregião foi o da cidade de Cerquilho, com saldo negativo de 202 empregos formais. Em seguida, aparece Laranjal Paulista, com menos 160 vagas de trabalho no mês.

Ainda tiveram saldo negativo os municípios de Pereiras (menos quatro vagas), Porangaba (menos duas) e Torre de Pedra (menos duas).

Já os melhores desempenhos ocorreram nas cidades de Cesário Lange, que fechou o mês com saldo positivo de 88 novas vagas, vindas de 147 contratações para 59 desligamentos; e Quadra, com variação positiva de um novo emprego, resultado de oito admissões e sete demissões.

Na contramão, os números do estado de São Paulo e do Brasil apresentaram alta no mês de novembro. O estado contribuiu com 396.882 contratações e 373.742 demissões, em saldo positivo de 23.140 empregos.

Já o índice nacional apontou para 1.291.837 admissões e 1.192.605 desligamentos, com saldo positivo de 99.232 contratações. Em 12 meses (de novembro de 2018 a novembro de 2019), o saldo acumulado de empregos no Brasil está em 591.139.

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