Educação realiza o Dia Mundial do Brincar

    Evento busca interação entre pais e filhos, além do resgate de brincadeiras tradicionais

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    Evento terá início às 9h, na Praça da Matriz, com encerramento previsto para as 14h (foto: AI Prefeitura)
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    Buscando a interação entre pais e filhos e o resgate de brincadeiras, jogos e canções tradicionais, a Secretaria Municipal de Educação promove neste sábado, 25, a terceira edição do Dia Mundial do Brincar.

    O evento terá início às 9h, na Praça da Matriz, com encerramento previsto para as 14h, em alusão à data comemorativa celebrada anualmente no dia 28 de maio. Na ocasião, serão distribuídos doces e pipoca.

    Conforme a Secretária da Educação, o dia de mobilização é promovido com o intuito de lembrar os adultos sobre a importância das brincadeiras para o desenvolvimento das crianças e para relacionamento entre pais e filhos.

    “A brincadeira é algo que vem de todos os tempos, só que, hoje, ela foi praticamente trocada pelas tecnologias. Automaticamente, isso afastou os pais dos filhos. Antigamente, existia mais interação, tanto dentro da família quanto com outras crianças; hoje, os pequenos estão ficando mais sozinhos, e isso deve nos trazer um alerta”, observou o secretário Miguel Lopes Cardoso Júnior.

    O secretário destaca que, durante o evento, as crianças poderão aprender se divertindo com brincadeiras preparadas pela equipe de organização do evento.

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    Entre as atividades previstas, estão pintura facial, chute a gol, “brincando e aprendendo”, bola ao cesto, cantinho do bebê, massa de modelar, “brincando com histórias”, pinturas, oficina de brinquedos, dama e xadrez, além da apresentação do Cordão dos Bichos Mirim.

    “É um resgate também das brincadeiras antigas: bolinhas de gude, amarelinha, taco, coisas que não têm custo nenhum e que a gente pode brincar na rua, envolvendo a família. Enfim, vamos tentar fazer com que os pais tenham esse olhar e fazer com eles estejam se reaproximando das crianças”, acrescentou.

    O espaço será dividido em diversas estações. “A praça estará repleta de estações, que os pais podem escolher para brincarem com os filhos. Teremos diversas opções, desde jogos de tabuleiro, que dá para brincar sentado, até cordas para pular e se exercitar brincando”, contou.

    O evento será promovido em parceria com a Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude, sob supervisão das professoras Maria Elisa Machado de Almeida e Ana Paula Cunha de Miranda.

    O secretário ressalta que a rede de ensino tem percebido resultados negativos dentro das salas de aula por conta da falta de relacionamento familiar e que isso tem relação direta com o desempenho dos estudantes.

    “Nós temos que pensar em políticas públicas e manter projetos que aproximem os adultos das crianças. Isso é realmente um problema.Nós temos percebido constantemente que as crianças estão ficando muito sozinhas”, revela.

    Contudo, Cardoso Júnior lembra que o trabalho de regate do relacionamento entre pais e filhos e das brincadeiras tradicionais não é realizado somente no dia do evento.

    A Secretaria de Educação tem um trabalho de formação de monitores e professores que fazem esse tipo de ação dentro das escolas durante o ano letivo, por meio do projeto “Brincar e Cantar É só Começar”.

    “Neste dia, na verdade, a gente quer atingir a população, não só os nossos alunos, mas uma conscientização é realizada durante o todo ano nas escolas, com diversas atividades”, afirmou Cardoso Júnior.

    Trata-se de uma das iniciativas do município visando ao resgate de brincadeiras antigas, ou “off-line” (aquelas que dispensam o uso de dispositivos eletrônicos e “desligam” as crianças da rede mundial).

    Fruto de uma adaptação, a ação realizada pela prefeitura é oriunda de uma proposta de formação lançada em 2005. Ela prevê a capacitação de berçaristas, recreacionistas, professores, gestores e representantes de secretarias municipais para o aprimoramento de práticas lúdicas.

    O objetivo é oferecer um repertório de brincadeiras, jogos e brinquedos que fazem parte da cultura brasileira e estimular a reflexão sobre a importância do brincar no desenvolvimento infantil.

    O projeto é uma iniciativa da Fundação Volkswagen, com coordenação técnica do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária).

    A professora Lourdes Camargo de Proença trouxe a experiência para Tatuí em 2008, quando participou de capacitação. Ela coordenou ações no município até 2012.

    Em 2017, retomou o projeto com apoio de Maria Elisa, responsável por incorporar a música (cantigas antigas) às atividades recreativas.

    Crianças das creches municipais foram as primeiras a “brincar como antigamente”; em seguida, as do ensino fundamental. As atividades são realizadas pelos professores, que recebem capacitação. Elas permitem, aos pequenos, conhecerem brincadeiras que ainda desconhecem.

    Uma vez treinados, os professores realizam atividades dirigidas, com uso de cordas, bolas, bambolês, entre outros objetos. Entretanto, os espaços também são aproveitados, o que aumenta o repertório de brincadeiras, incluindo passa anel, queimada, caiu no poço, batata quente, pega-pega, telefone sem fio, pula cela, morto-vivo, adoleta e cabo de guerra.

    As dinâmicas são realizadas com crianças a partir dos cinco meses de idade, sempre acompanhadas de músicas. “A meta é trabalhar o equilíbrio com o tempo das canções, utilizar chocalho, tudo que tem som. Então, é algo bem sensorial”, descreve Maria Elisa.

    No caso dos bebês, o trabalho é fundamental para o desenvolvimento. Ele prepara as crianças para as etapas que antecedem o andar, que são o quadrupedar, o rolar e o rastejar. Para cada uma dessas fases de crescimento, o projeto apresenta atividades específicas.

    As capacitações são preparadas com base em pesquisa. Para capacitar os professores, a equipe responsável faz o levantamento da história – ou histórias – por trás da brincadeira ou da cantiga e repassa esse conhecimento.

    Durante a capacitação, as responsáveis também conversam com os professores e descobrem regionalidades (modos peculiares de brincar, conforme a origem no estado e no país). Há, ainda, casos de transformação de sentido, quando uma música muda com o passar do tempo.

    “Quando vou fazer visita nas escolas, sempre brinco com os alunos e falo que, respeitando os limites, eles têm que brincar mesmo e aprontar bastante. Criança que tem saúde brinca e corre mesmo. Não é nada saudável ficar sozinho o dia todo na internet ou em jogos e sem interação externa”, concluiu o secretário.

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