Edital da ‘zona azul’ sairá em até um mês

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O DMMU (Departamento Municipal de Mobilidade Urbana) deve apresentar, dentro de um mês, o edital de licitação para a reimplantação da zona azul. A informação foi antecipada pelo diretor do órgão, José Roberto Xavier da Silva, à reportagem de O Progresso, nesta semana.

Segundo o diretor, o DMMU está analisando editais de cidades que implantaram o estacionamento rotativo recentemente. Ele busca soluções “interessantes” para apresentar a proposta à ACE (Associação Comercial e Empresarial de Tatuí).

Uma das ideias citadas por Xavier é a “zona azul inteligente”. Pelo sistema, o motorista pode pagar o estacionamento com cartão de crédito ou recarregável. O pagamento do tíquete é feito por meio de aplicativo para celulares ou SMS.

Outra solução apontada pelo diretor é a tarifa diferenciada para ruas do centro mais distantes da região da 11 de Agosto. No caso, os veículos poderiam ficar um tempo maior pelo mesmo preço, gerando economia e desafogando os pontos de maior tráfego.

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“Queremos um sistema inteligente. Hoje em dia, tem empresas que permitem fazer tudo pelo celular; outras, deixam o motorista ver no mapa do Google onde tem vagas disponíveis. Tudo isso vai depender do edital e da conversa que teremos com a ACE”, afirmou.

Apesar do anseio por uma solução tecnológica, o diretor não afastou a ideia de o tradicional talão de zona azul ser comercializado. “Tem vários modelos que poderão ser discutidos, desde a venda nas lojas até a compra por meio de cartão de crédito”.

O plano de Xavier é que o estacionamento rotativo abranja o Mercado Municipal “Nilzo Vanni”, a praça Martinho Guedes (Santa), o Museu Histórico “Paulo Setúbal” e, até, o bairro 400.

O número de vagas para automóveis pode ser de aproximadamente 600. A abrangência do sistema rotativo poderá ser aumentada em função da necessidade, conforme Xavier.

O diretor ressaltou querer “um preço justo” para a utilização das vagas. Ele considera que o preço pode variar entre R$ 1,50 a R$ 2 por período. “Queremos um valor que esteja dentro da nossa realidade”.

“O processo de licitação é lento e delicado, para podermos fazer um projeto que dê retorno ao município. Queremos que a empresa vencedora da licitação dê alguma contrapartida para a cidade, como a instalação de placas informativas nas entradas”, explicou.

Xavier evitou dar prazo para a implantação do sistema rotativo. Após a licitação, a empresa vencedora terá um tempo para instalar equipamentos, sinalização de solo e vertical (placas) e contratação de pessoal.

“A sinalização da própria área azul, como placas e faixas, será obrigação da empresa. Nós vamos dar outros encargos, como sinalização da rua 11 de Agosto, da avenida Coronel Firmo Vieira de Camargo, a rua Capitão Lisboa”, declarou.

Segundo o diretor, no final do ano passado, a gestão municipal anterior assinou contrato com uma empresa que ficaria responsável pela gestão do estacionamento rotativo.

Contudo, Xavier afirmou que a contratação foi anulada, por considerar “preço de shopping” os R$ 3 por hora acordados entre o município e a empresa vencedora.

“O contrato não ia progredir, pois nele constava que a hora custaria R$ 3. Na segunda hora de uso, o total vai para R$ 6, não é proporcional. Nós decidimos anular e fazer uma nova licitação. Se a contratação vingasse, a sociedade pensaria que o DMMU estaria abusando do preço”, argumentou.

Mudanças no trânsito

O DMMU estuda alterações em vias da região central, para dar maior fluidez e evitar “nós” no trânsito. As mudanças devem ser anunciadas nos próximos meses. Segundo o diretor do órgão, ruas do centro poderão ter até o sentido de tráfego mudado.

O departamento também focará ações na melhoria da sinalização das ruas, com novas indicações de trajeto dos “pontos de interesse”, como fórum, Prefeitura, Câmara e o Conservatório.

Segundo Yustrich Azevedo, responsável pelas áreas de educação, fiscalização e sinalização de trânsito do DMMU, as alterações devem ser colocadas em prática conforme as pontes do Marapé, Chácara Junqueira e Jardim Paulista ficarem prontas.

“O fluxo aumentou no centro da cidade e precisamos de ações para diminuir as áreas de congestionamento. Estamos estudando as melhores formas para dar vazão aos veículos durante os horários de pico”, afirmou.

Fora da região central, um dos pontos que podem passar por adequações é a rotatória de acesso da rodovia Antonio Romano Schincariol (SP-127) à avenida Vice-Prefeito Pompeo Reali, na vila São Cristóvão. Segundo Azevedo, o município pode construir uma faixa adicional próxima à rotatória, para evitar congestionamentos.

“Vamos tentar um convênio com órgãos estaduais, se não for de nossa competência a obra. Com essa faixa adicional, quem vier de Itapetininga e for entrar na cidade não dependerá tanto da rotatória”, explicou.

Xavier lembrou que as alterações no trânsito também serão objetos de discussão no Plano Municipal de Mobilidade Urbana, que será retomado em até dois meses.

“Pode ser que façamos alterações para o momento, mas, depois, vamos apresentar à sociedade, para ver a aprovação. A nossa equipe está focada no atendimento às regiões das pontes interditadas, mas estamos com projetos para depois dessa fase difícil”, afirmou Xavier.

 

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