Domingo chuvoso

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Arquivo: Cláudio Aldecir
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Era para ser um final de semana de muito sol. Afinal, era verão naquele 1964. Em pleno dezembro, a rodovia Anchieta estava com grande movimento (ainda não existia a Imigrantes).

O movimento ferroviário também era intenso. Naquela época, a ferrovia era grande opção para se alcançar o litoral santista. Aí, vem aquela chuva inesperada e intensa. E não era passageira, ficaria quase todo o dia.

A praia do José Menino ficaria para outro dia; shopping, uma segunda opção, não existia. Também não tinha chegado por aqui.

“Eureka”, hoje tem o Santos e Portuguesa na Vila! Lá vamos nós. E com uma chance de ver a decisão do título, desde que o Santos vencesse a aguerrida Lusa que tinha craques consagrados: Dida, Pampolini e Henrique Frade.

Tomar chuva era o de menos. O importante era ver o esquadrão do Santos, em um gramado encharcado pela chuva fininha, que insistia em permanecer e uma Portuguesa de Desportos valente e com vontade de estragar a festa santista.

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Tudo isso aconteceu na tarde de 13 de dezembro de 1964, na Vila Belmiro. Portanto, o jogo decisivo que deu o título do campeonato paulista ao Santos, do treinador Lula. Vitória por 3 a 2. Pelé, no começo do jogo, fez o primeiro; Toninho Guerreiro, o segundo.

Aí começou a reação lusa, com Ditão e Ismael fazendo contra, maior sufoco para o Santos. O time fez seu gol salvador quase no final, através de Pepe. O árbitro Armando Marques apitou o jogo.

A foto em um gramado encharcado mostra, em pé: Lima, Zito, Haroldo, Ismael, Modesto e Gilmar. Agachados: Toninho, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

A Portuguesa de Desportos jogou com: Orlando, Jair Marinho, Ditão, Wilson Silva e Edilson; Pampolini e Nair; Almir, Dida, Henrique Frade e Ivair. A equipe era dirigida pelo treinador Aimoré Moreira.

Ver Pelé não estava nos planos daquele fim de semana, nem ver de pertinho uma partida decisiva do campeonato, a chuva ajudou. Inesquecível para um então menino de 13 anos.

Belas histórias, grandes recordações.

NOTA: As fotos são do arquivo pessoal do autor, que data de 50 anos. Ele, como colecionador e historiador do futebol, mantém um acervo não somente de fotos, mas de figurinhas, álbuns, revistas, recortes e dados importantes e registros inéditos e curiosos do futebol, sem nenhuma relação como os sites que proliferam sobre o assunto na rede de computadores da atualidade.

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