Dia da Mulher terá palestras sobre casos de violência e abusos sexuais

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Violência, abuso sexual e pedofilia são temas de palestras a serem realizadas na noite do Dia Internacional da Mulher, comemorado na quarta-feira, 8. Os painéis sobre os direitos femininos serão realizados no auditório “Jornalista Maurício Loureiro Gama”, do Nebam (Núcleo de Educação Básica Municipal) “Ayrton Senna da Silva”, às 19h.

A programação é fruto de parceria entre as PLP (Promotoras Legais Populares), a Justiça Restaurativa e o CMDM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher).

As conferências serão ministradas por médica especialista em sexualidade, perícias médicas e medicina legal e por juiz da Vara da Infância e Juventude da comarca local.

Segundo a líder do PLP, Heloísa Saliba e Borges, o objetivo das palestras é traçar os tipos de violência, abuso sexual e pedofilia, para que as mulheres “fiquem atentas” às ocorrências.

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Os casos serão abordados pela médica Mariana da Silva Ferreira, especialista em sexologia e cocriadora da ONG (organização não governamental) Prodigs – Ação de Pró-Dignidade Sexual, e pelo juiz Marcelo Nalesso Salmaso.

“A palestra está sendo trazida pelos grupos da cidade. Foi uma sugestão da assistente social do Conservatório de Tatuí, que conhece a Mariana e sabe do trabalho e competência dela na luta contra a violência contra mulher”, explicou Heloísa.

A integrante do PLP espera que as palestras tenham um “efeito multiplicador” nas participantes. Além do público feminino, profissionais das áreas de educação e saúde terão a oportunidade de conhecer os sinais de violência e ficar mais atentas quando casos semelhantes surgirem, inclusive, os de violência infantil.

“No nosso município, a violência acontece e nem sempre temos registro. Os números apresentados não condizem com a realidade, pois os abusos acontecem”, ressaltou.

Segundo Heloísa, o PLP, a Justiça Restaurativa e o CMDM defendem a criação de uma rede de atenção contra a violência infantil, “trabalhando com multiplicadores, de forma a embasar o diagnóstico e ter esse tipo de registro”.

A palestra de abertura será ministrada pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, sobre a cultura de paz e as ações da Justiça Restaurativa na cidade.

Aula inaugural

O PLP promove na terça-feira, 7, a aula inaugural da quinta turma do curso voltado ao combate à violência contra a mulher e aos direitos femininos. A apresentação acontecerá às 19h, no salão nobre do Colégio Objetivo, à rua Professor Oracy Gomes, 665, no centro.

De acordo com o projeto PLP, a proposta da aula inaugural é apresentar as diretrizes do curso, o perfil da personalidade homenageada neste e ano e fazer as últimas inscrições de mulheres. O curso tem duração de um ano e aulas semanais.

“O PLP não é um curso para adquirir o conhecimento e engavetar. É algo reivindicatório, mais coerente e crítico. É um curso com uma proposta de trabalho, de mudança de realidade”, explicou Heloísa.

A aula inaugural servirá para as alunas escolherem o dia da semana em que o curso será realizado. No ano passado, as participantes escolheram as terças-feiras, o que deve ser evitado neste ano, por conta das sessões da Câmara Municipal.

“É um dia de sessão, e queremos estar presentes quando tiver alguma votação importante para a gente. Ter esse tipo de participação é importante para nós”, salientou.

O nome da homenageada deste ano não foi revelado por Heloísa, que antecipou que a personalidade teve participação na luta contra a ditadura militar e na conquista de direitos femininos no Brasil.

“Cada turma tem uma homenageada. Tivemos a história de Pagu (Patrícia Rehder Galvão, símbolo feminista brasileiro), Antonieta de Barros (militante feminista e política). Neste ano, o pessoal de São Paulo já escolheu, e vamos apresentar no dia da aula inaugural”, relatou.

Está no cronograma da aula inaugural uma dinâmica de apresentações das próprias alunas e uma cantiga de saudação das novas integrantes.

O curso teve início no Chile e, atualmente, é difundido em quase todos os países da América Latina. Ele é ministrado por representantes da sociedade civil, advogados, professores e militantes do movimento de mulheres.


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