Dengue

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Estamos iniciando uma nova temporada de chuvas e, com isso, aumenta muito o risco de ficar água límpida acumulada em garrafas, vasos, pneus, baldes, calhas, enfim, em tantos outros locais que podem acumular água e, consequentemente, tornarem-se local ideal para se procriar um dos nossos maiores inimigos, que é o mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre amarela, zika, chikungunia e a dengue. Dentre elas, a dengue é uma doença viral e de grande impacto. Cerca de metade da população está sob o risco de contrair dengue nesta época. Uma vez a mesma pessoa tendo dengue pela segunda vez, pode se tornar um caso muito grave, chamada de dengue hemorrágica, com grande possibilidade de levar ao óbito.

Transmissão

O ciclo de transmissão da doença se inicia quando o mosquito Aedes aegypti pica uma pessoa infectada. O vírus, então, multiplica-se no intestino do vetor, chegando às glândulas salivares.

Uma vez infectado, o mosquito é capaz de transmitir o vírus enquanto viver, através da picada. Não há transmissão da doença sem a participação do vetor, ou seja, de pessoa a pessoa. Somente através da picada do mosquito contaminado com o vírus é que se adquire a doença.

Sintomas

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Os sintomas se manifestam geralmente após cinco a sete dias da picada do mosquito.
Dengue clássica – febre alta, dor de cabeça e no fundo dos olhos, vômitos, cansaço, dor abdominal e exantema (vermelhidão) pelo corpo.
Dengue hemorrágica – forma grave da doença, no início apresenta-se como a dengue clássica e, após cinco dias, tem início a hemorragia e choque séptico, ou hipovolêmico, podendo levar à morte em poucas horas ou dias.

Prevenção

Certamente, todos estão “cansados” de saber que uma das formas de prevenir essas doenças é através do combate direto aos mosquitos ou do combate aos focos criadouros que, muitas vezes, não são eficazes, porque sempre fica algum local sem ser vistoriado ou percebido, e ali o mosquito bota os ovos e se reproduz em grande quantidade.

Lembrar que o mosquito parece um pernilongo escuro e suas pernas e corpo são “riscados” de faixas brancas, e tem o costume de picar durante o dia, ou seja, de manhã, durante o dia e à tardezinha. Os pernilongos que picam à noite são normalmente o culex (pernilongo comum).

Outra forma de se combater o mosquito é através de repelentes, que hoje são vendidos no mercado, sendo que os que são compostos por icaridina são os mais eficazes (até dez horas de proteção) depois de passado na pele.

A vacina

Mas a única forma segura e eficaz de se prevenir contra a dengue é a vacinação.
A vacina protege contra quatro sorotipos do vírus da dengue (dengue 1, 2, 3 e 4).
Diminuem em 81% os casos de internação pela doença. Reduzem em 93% os casos mais graves de dengue (hemorrágica). A vacina também está indicada para quem já teve dengue.
A vacina está indicada (e pode ser dada) pela bula da vacina, que é importada, para crianças a partir de nove anos de idade, adolescentes e adultos até 45 anos. O esquema da vacina é de três doses com intervalo de seis meses entre elas.
A vacina é contraindicada para pessoas imunodeprimidas, indivíduos com alergia grave (anafilaxia) a algum dos componentes da vacina, para as gestantes e para as mulheres que estão amamentando.

Fonte: www.alergoclincevac.com.br

* Médico pediatra especialista em pediatria pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e AMB (Associação Médica Brasileira), membro da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações) e diretor clínico do Cevac – Centro de Vacinação de Tatuí.

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