Coop possibilita implementação de projetos cooperativos na educação

Escolas municipais exibiram trabalhos desenvolvidos no ‘Cooperjovem’

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Projetos desenvolvidos pelas escolas municipais foram expostos aos clientes da Coop (Foto: Eduardo Domingues)
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A Coop (Cooperativa de Consumo) recebeu, na quinta-feira, 7, a “Mostra Municipal de Projetos Educacionais Cooperativos do Programa Cooperjovem”. A ação acontece em Tatuí por meio de parceria entre a Coop, a Secretaria Municipal de Educação e o Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado de São Paulo).

Durante a programação, das 9h às 15h30, 14 escolas da rede de ensino municipal, que desenvolvem o programa, apresentaram os trabalhos realizados ao longo dos últimos dois anos.

As unidades escolares puderam escolher entre quatro eixos para desenvolverem o trabalho. As Emefs “Eunice Pereira de Camargo”, “Professor Alan Alves de Araújo”, “Maria Helena Machado”, “José Tomás Borges” e “Professora Teresinha Vieira de Camargo Barros” integraram o “eixo A”, voltado aos valores da cooperação e relações interpessoais.  A Emef “Maria Eli da Silva Camargo” foi a única que desenvolveu o resgate e valorização da cultura local, tema do “eixo B”.

O “eixo C”, sobre os saberes e práticas pedagógicas, foi abordado pelas Emefs “Firmo Camargo Del Fiol”, “Sarah Campos Vieira dos Santos”, “João Florêncio”, “Professora Maria da C. O. Marcondes” e “Magaly Azambuja”. E as Emefs “Lígia Vieira Camargo Del Fiol”, “José Galvão Sobrinho” e “Eugênio Santos”, integraram o “eixo D”, sobre responsabilidade socioambiental.

De acordo com Paulo Reis, instrutor do Cooperjovem, o programa objetiva a transformação social da escola por meio da cultura da cooperação e da educação. Ele revela que a Coop teve a iniciativa de entrar em contato com o Sescoop e manifestou a intenção de promover o Cooperjovem em Tatuí.

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Em 2017, após a autorização da Secretaria Municipal de Educação, os professores da rede municipal de ensino fizeram uma formação, em São Paulo, instruídos por Reis. Durante o curso, todos os docentes realizaram uma pesquisa de contexto dentro das comunidades de cada um.

“A pesquisa ouviu todos os pais, os professores, alunos, vizinhos e funcionários das instituições para saber qual era a escola que existia naquele momento e, a partir disso, pensar na escola que eles queriam ter”, expôs o instrutor do programa.

Durante os anos letivos de 2018 e 2019, as unidades escolares implementaram os projetos. Reis visitou-as para acompanhar e monitorar o andamento e as trajetórias de cada uma delas, de acordo com o eixo escolhido.

Conforme Reis, como a parceria se encerra neste ano, foi optado pela realização de projetos com o intuito de “visibilizar o que as escolas têm de bom”. Segundo ele, há unidades que registram aumento da presença dos pais no cotidiano escolar, outras que desenvolveram um pensamento de responsabilidade socioambiental e a inovação de práticas pedagógicas.

“Achamos importante visibilizar todo esse processo à comunidade tatuiana, e para poderem entender o que acontece nessas escolas. Escolas públicas, muitas vezes, são vistas como um espaço de ausência, mas queremos mostrar que elas oferecem muita coisa boa”, declarou.

Para Reis, o Cooperjovem deixa um legado nas escolas participantes. Segundo ele, cada instituição possui um objetivo específico, no entanto, o programa possibilita que “todas alcancem as metas por meio da cooperação”.

De acordo com o instrutor, um projeto, normalmente, alcança os objetivos, mas de maneira muito centralizada. Ele exemplifica que, “quando o caminho até uma meta é trilhado de uma forma mais aberta e cooperativa, é possível ter ganhos gigantescos”.

“É importante para quebrar com uma certa lógica de competição, que é individualista. Se não entendermos que é preciso se ajudar para alcançar os objetivos comuns a todos, não conseguiremos dar um salto qualitativo na educação”, reforçou.

“A exposição desses projetos serve como inspiração às pessoas. Não queremos impor o que deve ser feito, mas mostrar que existe uma linguagem de cooperação e que ela pode ser adotada pelas escolas”, complementou Reis.

Conforme o gerente da Coop de Tatuí, Rodrigo Correa, o Cooperjovem reforça o quinto e o sétimo princípios do cooperativismo adotado em todo o mundo, respectivamente: educação, formação e informação e o interesse pela comunidade, “viabilizando a transformação e aprimoramento da prática educativa a partir da cultura da cooperação”.

Ele afirma que, durante os dois anos em que o programa foi desenvolvido, a Coop esteve acompanhando, através do Sescoop e da Secretaria Municipal de Educação, todos os professores e a implementação de cada um dos projetos nas unidades escolares.

“Fico ainda mais contente, pois as 14 instituições participantes conseguiram implantar algum programa no dia a dia escolar. Isso é bastante gratificante, e encerramos com chave de ouro”, acentuou o gerente.

Correa destacou alguns dos projetos desenvolvidos pela Cooperativa de Consumo para frisar a preocupação com a comunidade na qual está instalada. No caso do Cooperjovem, ele aponta que “o programa desenvolve os professores, que, posteriormente, irão repassar aos alunos e, consequentemente, à comunidade”.

Ele acentuou o projeto “Escola vai à Coop”. Desde 2002, a cooperativa recebe alunos de escolas públicas e particulares, e, durante as visitas, os monitores abordam temas importantes, como consumo consciente, responsabilidade ambiental e cooperativismo. Cerca de 400 mil estudantes já foram impactados com a ação no país.

Neste ano, a Coop liberou verba de R$ 360 mil aos cooperados, beneficiando mais de 3.600 pessoas de 20 entidades assistenciais localizadas em dez cidades do ABC e do interior de São Paulo.

Conforme Correa, em todo ano, a cooperativa escolhe uma entidade para auxiliar e, em 2019, promoveu melhorias junto à Associação Beneficente Promocional Força para Viver, com a instalação de refeitórios e uma sala de reuniões.

Ele destaca que, há mais de dez anos, a Coop é a maior doadora do Banco de Alimentos. Todos os alimentos que não são reaproveitados ou estão prestes a vencer são doados ao banco para alimentar cerca 270 famílias tatuianas. Ainda, todos os materiais recicláveis gerados na Coop são destinados a uma cooperativa de reciclagem, ajudando de 33 famílias.

“Fazemos um trabalho muito bonito em Tatuí, mas já está no nosso DNA, é comum e não uma obrigação. Queremos dar continuidade aos projetos no município e, por conta disso, a Coop está sempre ao lado da comunidade para auxiliar no desenvolvimento”, assegurou Correa.

Atualmente, a Coop é considerada a maior cooperativa de consumo da América Latina. Ela possui 816 mil cooperados ativos e cerca de 6.000 funcionários diretos, distribuídos entre 24 lojas no Grande ABC, uma em Piracicaba, três em São José dos Campos, duas em Sorocaba e duas em Tatuí, além de três postos de combustíveis e 54 drogarias.

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