Consumo exagerado influencia na alta de preços, alerta Procon

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(Foto: Fabian Blank/Unsplash)
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Da reportagem

O medo de um possível desabastecimento devido às medidas de contenção da pandemia de coronavírus provocou uma corrida dos consumidores aos supermercados para garantir mantimentos nos últimos dias.

Contudo, a unidade Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) de Tatuí alerta que atitudes como essa podem influenciar no aumento do preço dos produtos e prejudicar, principalmente, consumidores com baixo poder aquisitivo. Por isso, orienta os consumidores para que tomem medidas adequadas.

A O Progresso, o coordenador do Procon de Tatuí, Adilson Vaz, enfatizou que a conduta individual de “consumo consciente”, sem estocar produtos, ajuda a evitar prateleiras vazias e ainda garante que uma maior quantidade de pessoas tenha acesso aos produtos.

“O consumidor tem que estar ciente que ele não precisa ficar estocando produtos em casa. Se ele faz isso, vai faltar para outros. Além disso, com o esvaziamento das prateleiras, a cadeia de produção não dá conta e, consequentemente, haverá alta nos preços dos produtos”, acentuou Vaz.

A orientação é comprar apenas o necessário e não fazer estoques. Vaz pontuou que, na segunda-feira da semana passada, 23 de março, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) afirmou que não havia risco de desabastecimento.

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“Não há risco de falta de alimentos nas lojas. O setor supermercadista brasileiro opera com normalidade. Portanto, a população não precisa se preocupar. Os supermercados estão preparados, inclusive, para aumentar o abastecimento, caso necessário, como já acontece em datas sazonais”, afirmou a associação do setor, em nota.

Segundo a Abras, os produtos mais comprados nos últimos dias foram macarrão, molho de tomate, azeite, sal, bolacha, torrada, creme de leite, leite condensado, açúcar, achocolatado em pó, café, leite, água, suco, produtos de limpeza e higiene – com destaque para o papel higiênico – e álcool em gel.

Em outra frente, o Procon está fiscalizando e autuando os estabelecimentos que estão aumentando os preços dos produtos de forma injustificada.

Na manhã de segunda-feira, 30, uma equipe do Procon do núcleo regional de Sorocaba esteve em Tatuí para fiscalizar estabelecimentos que comercializam produtos utilizados para a prevenção ao coronavírus.

Os locais que receberam a visita haviam sido denunciados pela prática de preços abusivos, por meio dos canais oficiais da unidade municipal. Durante a ação, seis estabelecimentos foram fiscalizados: três farmácias, dois supermercados e uma loja.

Segundo Vaz, os técnicos fizeram uma constatação dos preços e notificaram as empresas para que elas apresentem notas fiscais de compra e venda dos produtos.

Vaz não divulgou quais os comércios visitados, contudo, assegurou que, caso seja constatada alguma prática abusiva, o Procon determinará que a empresa retome o preço justo.

Vaz reiterou que o consumidor que perceber o aumento desproporcional de preços de produtos e serviços, em supermercados, farmácias e outros estabelecimentos comerciais, especialmente neste momento de crise, deve denunciar a prática.

“O consumidor não precisa se identificar nem tirar foto ou comprar o produto. Basta informar o estabelecimento e o endereço dele para que o Procon possa estar fazendo a fiscalização do comércio”, informou o coordenador.

Vaz explicou que o órgão municipal é vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo e que todas as denúncias recebidas na cidade são enviadas ao instituto estadual e também ao núcleo regional, que faz a fiscalização.

“É importante pesquisar os preços antes de comprar, e, se o consumidor perceber a prática abusiva em algum estabelecimento, é necessário denunciar. Por meio do nosso departamento, essas denúncias chegam aos órgãos responsáveis pela fiscalização”, concluiu o coordenador.

Para entrar em contato com o órgão de proteção, o consumidor poderá ligar para o 3305-3571 ou 3251-7515, no caso de consultas, ou ir pessoalmente, para consultas, informações e reclamações, até a praça Martinho Guedes, 12, centro, das 9h às 17h.

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