Construir um mundo melhor

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O gênio fala muitas vezes mal e não sabe gramática. Mas transporta montanhas, constrói cidades, estabelece estradas de ferro e telégrafos. Muitos homens cultos falam e escrevem muito bem, mas são incapazes de construir e criar.
Prentice Mulford

Construir um mundo melhor

Muitas pessoas se sentem incomodadas com a situação do ambiente onde vivem e querem “construir um mundo melhor” para seus filhos e netos.

Essa expressão é encontrada nos discursos de todas as manifestações políticas e filosóficas desde que se têm registros escritos. No primeiro momento pode parecer que se está intencionando uma ação sobre a natureza.

Nas últimas décadas tem sido lema de ambientalistas, preocupados com a degradação que o homem vem infligindo ao planeta com a utilização de processos e descartes de maneira irresponsável. A industrialização, ao lado dos benefícios, trouxe consequências desastrosas.

A poluição industrial, que lança milhares de toneladas de dióxido de carbono no meio ambiente todos os dias, arrebenta com a camada de ozônio e com a qualidade do ar que respiramos.

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O uso intensivo de defensivos agrícolas e inseticidas se, por um lado, aumentaram a produção de alimentos como nunca visto, joga em rios, nascentes e mananciais uma quantidade de veneno que deformam e matam.

As cidades, essa criação orgulho da humanidade, com milhões de carros, ônibus, caminhões etc., geram degradação do ambiente e da qualidade de vida.

Os descartes, sobras das atividades industriais, comerciais e vida doméstica, poluem com materiais que levam séculos para se decompor.

Os mares estão infestados, a terra geme com as montanhas de lixo e tóxicos despejadas diariamente no solo.

O que fica claro é que “construir um mundo melhor” significa ter dois tipos de ações: A primeira é corretiva. Corrigir os danos já feitos e minimizar ações que tornam o mundo “pior”.

Campanhas contra a poluição, de todas as formas, é uma das formas. Selecionar o lixo entre reciclável e orgânico é uma realidade cada vez mais visível, além de ser altamente rentável.

A segunda é preventiva. Criar ações que inibam as pessoas, individualmente ou coletivamente através das organizações, é uma forma positiva de “construir um mundo melhor”.

Ao fazer o bem, quanta coisa essa expressão pode significar! Pode representar ações de amor ao próximo, oriundas de convicções pessoais, religiosas, filosóficas ou ideológicas.

É a constatação e a compreensão que fazer o bem é construir pontes entre o real e o ideal em uma ação social. Milhares de pessoas, em qualquer ambiente, precisam de ajuda.

Ajuda que pode vir na forma de um simples prato de comida, até um medicamento ou uma orientação para um problema vivenciado.

Muitas vezes se pensa que fazer o bem é desenvolver assistência social. É inegável que ações sociais, especialmente as emergenciais, tem o seu lugar e relevância. Mas não se limita e nem se esgota nisso.

Fazer o bem e construir o mundo melhor é aquela disposição individual e coletiva que ao conduzir para ações, geralmente, faz mais bem a quem pratica que ao “próximo”.

Quantas pessoas já se encontraram realizando ações sociais e comunitárias? Num mundo egoísta e individualista, existem muitos apelos para despreocupar-se da construção social.

Aqueles que conseguem romper o casulo descobrem um novo modo de vida, mais gratificante e socialmente relevantes. Faça o bem e construa um mundo melhor.

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