Condephat aprova tombamento do Conservatório como ‘bem cultural’

Três comissões serão responsáveis pelo estudo do patrimônio da cidade

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Conselho estuda transformar o Conservatório em “patrimônio cultural” da cidade (Foto: Arquivo O Progresso)
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Da reportagem

O Condephat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico de Tatuí) aprovou nesta terça-feira, 22, o início do processo de tombamento do Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”, de Tatuí, como patrimônio cultural do município.

Segundo o presidente do Condephat, Rogério Vianna, a aprovação foi unânime entre os membros do conselho e ocorreu em sessão com pauta única, focada na instituição de ensino de música e teatro.

Durante a reunião, Vianna ressaltou a necessidade de estudo de tombamento “devido à aclamação popular e por ser um equipamento de extrema importância para o cenário municipal, estadual e federal”.

Aos participantes, o presidente ainda informou ter entregado, na sexta-feira, 18, à prefeita Maria José Vieira de Camargo, a carta aberta produzida pelo conselho do patrimônio deliberando a importância do Conservatório de Tatuí.

Para a produção do processo de tombamento, Vianna conta terem sido criadas três comissões, divididas para os estudos que compreendem o edifício, bens e patrimônios integrados e memória.

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A comissão de edifícios, composta por Davison Cardoso Pinheiro, Maíra Camargo Barros e Antônio Celso Fiúza Júnior, deverá analisar o teatro “Procópio Ferreira”, o setor de pianos e o Salão “Villa Lobos” – que já foi sede da Câmara Municipal e da Biblioteca Pública – e a Unidade II do Conservatório, antiga sede do fórum de Tatuí.

A segunda comissão, formada por Juraci Oscar Júnior, Patrícia Campos de Lima e Vianna, cuidará do levantamento dos patrimônios e bens integrados ao espaço do Conservatório.

Já a terceira cuidará da memória e será composta por Luís Antônio Galhego Fernandes, Rafael Halcsik Coutinho e Luiz Antônio Fernandes Guedes. Em todas as comissões, serão convidadas personalidades atuantes e que já atuaram no Conservatório para auxiliar no registro.

Como suporte documental do processo de tombamento, Fiuza reuniu a documentação existente no arquivo da prefeitura. O material apresenta o histórico de demolição do antigo Theatrão e plantas do Conservatório, que serão anexados ao histórico.

A reunião também abordou a necessidade de “reconhecer o patrimônio” e de se levantar recursos, por meio de fomento e difusão municipal, estadual ou federal, para auxiliar na conservação do acervo de memória.

“Devido à importância do Conservatório para a história de Tatuí – conforme apresentada na carta aberta -, propôs-se que, após as comissões levantarem documentação pertinente, seja produzido um livro (com certeza, riquíssimo), para registrar a história da instituição”, informou o presidente.

Vianna ainda adiantou que todo o material produzido durante o estudo do tombamento servirá para compor a expografia do MIS (Museu da Imagem e do Som), previsto para inaugurar em 2021.

Sobre o terreno e o edifício do alojamento do Conservatório, situado no Jardim Wanderley, o presidente informou ter deliberado um estudo diferenciado.

Segundo Vianna, já foram realizados diversos estudos no local para a criação de um centro de eventos, entre outras situações. “Mas é importante constar o imóvel no documento”, ressaltou.

O Condephat encaminhou ofícios ao governador do estado de São Paulo, João Doria; à prefeita Maria José, à Secretaria de Estado da Cultura, à Unidade de Formação Cultural e aos gestores do Conservatório, informando a abertura do processo de tombamento.

Os próximos passos envolvem a finalização dos estudos, apresentação ao Condephat e aprovação do tombamento. Depois, o documento segue para a prefeitura, para ser oficializado em forma de decreto municipal.

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