Com justiça

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Convênio firmado neste mês entre o Ceeteps (Centro Estadual de Educação Tecnológica) e o TJ (Tribunal de Justiça) do Estado de São Paulo permitirá que projeto iniciado em Tatuí seja expandido a 38 unidades de ensino. Serão contempladas Etecs (escolas técnicas) e Fatecs (faculdades de tecnologia).

Conforme divulgou a assessoria do centro, por conta do convênio, a exemplo da Fatec do município, as demais unidades receberão máquinas caça-níqueis apreendidas pelas polícias.

Elas serão transformadas em equipamentos de utilidade pública. Em Tatuí, algumas viraram terminais de consultas e outras são destinadas a trabalhos de conclusão de curso dos estudantes.

A parceria envolve 25 Etecs e 13 Fatecs com cursos em áreas nas quais o aproveitamento das peças pode ser feito pelos alunos. No Brasil, o jogo é considerado contravenção penal. Por conta disso, máquinas de caça-níqueis ou vídeo pôquer são apreendidas.

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Na sequência, um juiz decreta o “perdimento”, como é chamado juridicamente o processo. Em função disso, é preciso “providenciar o descarte adequado do equipamento, que pode conter material contaminante, como o chumbo”.

A ideia de doar as máquinas para as unidades do Centro Paula Souza começou em Tatuí, onde a Justiça fez a primeira doação em 2009, por iniciativa do juiz de direito do Juizado da Vara Cível e Criminal, Marcelo Nalesso Salmaso.

Até agora, a Fatec “Professor Wilson Roberto Ribeiro de Camargo” recebeu 2.322 equipamentos. “A partir desse material, foi possível montar um laboratório de hardware para os alunos e criar um banco de componentes, para que os estudantes desenvolvam protótipos de seus projetos, reciclando as peças”, informou o Centro “Paula Souza”.

Com as peças dos equipamentos, alunos também desenvolveram totens de consulta à internet que estão espalhados pela cidade. Além da instituição, receberam os totens a Prefeitura, a Delegacia Central e o Fórum “Alberto dos Santos”.

De acordo com o Ceeteps, não há estimativa de quantas máquinas serão doadas com o convênio firmado. O número dependerá das apreensões realizadas, e cada unidade poderá receber quantidade ilimitada de equipamentos.

A iniciativa de destinar os equipamentos apreendidos à efetiva utilidade pública é um exemplo concreto de que, com dedicação e criatividade, o poder público – nesta oportunidade representado pelo Judiciário, na pessoa do juiz Marcelo Nalesso Salmaso – pode transformar problemas em soluções.

O projeto segue fazendo sucesso. Com justiça!


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