Chuva gera 7 desabamentos de árvores

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Defesa Civil de Tatuí

Parte de um imóvel na rua Osório de Campos, no Santa Rita, desabou no domingo em decorrência do vendaval que atingiu a cidade

 

A primeira chuva do mês de outubro, que aconteceu no domingo, 19, rendeu trabalho à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros. O principal problema, contudo, não foram as precipitações, mas os ventos fortes. De acordo com dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o vendaval atingiu picos de até 73 km/h na região.

À Comdec (Coordenadoria Municipal de Defesa Civil), o temporal causou apenas um chamado. Pela manhã, técnicos do departamento foram ao Santa Rita atender a um chamado de emergência referente à queda de parte de uma casa em construção, localizada à rua Osório de Campos, 415.

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Um dos muros do imóvel, ainda em fase de levantamento, caiu sobre o telhado de uma casa que fica aos fundos. O resultado foi a destruição do telhado da sala e da cozinha, invadindo o interior do imóvel. Nenhuma pessoa foi atingida.

“Os danos foram exclusivamente materiais”, de acordo com o coordenador-adjunto da Defesa Civil, João Batista Alves Floriano.

Na hora do incidente, a proprietária do imóvel atingido pela queda do muro – e os filhos – não estavam em casa. Eles teriam ido à igreja.

No local, ainda conforme Floriano, a atuação dos técnicos da Comdec foi o de orientar a saída dos moradores da casa afetada pela queda do muro e proteger móveis que restaram no local.

Os técnicos da Defesa Civil colocaram lonas de plástico sobre o imóvel, para impedir que a chuva atingisse a parte interna. À proprietária do imóvel, Érika Cristina Manuel Leria, a Comdec orientou que deixasse a casa. Ela e os filhos foram abrigados na residência da mãe dela.

Ao Corpo de Bombeiros, as principais ocorrências que a chuva e o vendaval geraram foram quedas de árvores. Ao todo, a corporação atendeu a sete chamados do tipo apenas no domingo, segundo o sargento do Corpo de Bombeiros Edson Francisco Pinto.

No Jardim Rosa Garcia 1, a corporação atendeu a duas ocorrências de quedas de árvore. No Valinho, atrás do supermercado Coop, o Corpo de Bombeiros registrou mais duas ocorrências. Um caso foi registrado no Congonhal, outro, na vila Angélica e ainda outro, no Jardim Santa Rita.

Na terça-feira, 21, os bombeiros também foram acionados para verificar uma árvore que pendera em decorrência do vendaval de domingo. A planta está localizada próxima à praça São Martinho.

Conforme Francisco, as árvores passaram por processo de poda. Algumas foram cortadas. Em nenhum dos casos houve vítimas.

Em casos de chuvas fortes seguidas de vendaval, o sargento do Corpo de Bombeiros recomenda que as pessoas procurem um local seguro para se abrigarem até os ventos cessarem.

Às pessoas que cujas residências estejam localizadas próximas a árvores, a recomendação da corporação é para acionarem o Corpo de Bombeiros ou a Defesa Civil, que fiscalizarão os locais a fim de verificar se há perigo iminente de queda da planta. O telefone da corporação é 193 e as chamadas de emergência da Comdec podem ser realizadas pelo 199.

Segundo Floriano, chuvas fortes seguidas de vendavais são comuns no mês de outubro, período denominado de “meia-estação”. É habitual nessa fase do ano o cruzamento de massas frias e quentes, gerando fenômenos naturais como o que ocorreu no domingo, conforme explica Floriano.

“Estamos entre duas estações de temperaturas fortes. Saímos do inverno e indo para o verão. Isso (chuvas e vendaval) ocorreu porque o Estado de São Paulo estava com uma massa de ar quente muito grande, o que gerava calor. Mas, subiu, do sul, uma frente fria. Toda vez que uma massa de ar quente cruza com uma massa de ar frio ocorre o chamado ‘choque térmico’, podendo gerar tempestades e vendavais”.

O resultado do cruzamento das massas polares foi visto na região, já que cidades vizinhas também tiveram problemas. Conforme Floriano, a chuva não trouxe prejuízos – como enchentes – a Tatuí porque o solo estava bastante seco.

De acordo com as medições da Defesa Civil, choveram 40,8 milímetros no domingo, volume considerado “bom” por Floriano. No entanto, ele ressalta que, embora a cidade ainda não passe por problemas de abastecimento, é necessário “responsabilidade no uso da água”.

A expectativa de Floriano é que o volume de chuva que vai atingir a cidade até o final do mês seja inferior às médias registradas nos últimos anos.

Falta de luz

Não foram apenas os casos de queda de árvores e o desabamento de um imóvel em construção que a chuva e o vento trouxeram a Tatuí. Entre o domingo, 19, e a segunda-feira, 20, muitos munícipes ficaram sem energia elétrica.

A chuva acompanhada de ventos fortes e descargas atmosféricas provocou interrupções no fornecimento de energia em 4.000 casas espalhadas por vários pontos da cidade, de acordo com levantamento enviado a O Progresso pela assessoria de imprensa da Elektro.

Ainda conforme o setor de comunicação da companhia, as interrupções foram provocadas por fenômenos naturais, como descargas atmosféricas, ventos e objetos lançados sobre a rede elétrica. “Equipes extras atuaram no restabelecimento e amenizando o impacto aos clientes”, garantiu.


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