Casos de sarampo têm aumento de 16,6%

Confirmações da doença sobem de 20 para 24 em 50 dias, aponta relatório da VE

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Da reportagem

O número de casos confirmados de sarampo no município subiu para 24, conforme boletim da Vigilância Epidemiológica, atualizado neste dia 17. Foram quatro novas confirmações em pouco mais de 50 dias.

O boletim indica que, ao todo, são 86 casos notificados no município (desde junho de 2019), sendo 24 confirmados, 61 descartados e um que ainda aguarda resultado no IAL (Instituto Adolfo Lutz).

Até o dia 21 de novembro, o IAL havia constatado a doença em 20 pessoas, o que representa aumento de 16,66% nos últimos três meses. Nenhuma morte pela doença foi registrada, segundo a VE.

Entre os novos casos, estão uma jovem de 26 anos, residente no centro, e três crianças (uma menina de oito meses e dois meninos, de oito e dez meses), moradores do Jardim Santa Rita de Cássia, vila Santa Helena e Jardim Donato Flores, respectivamente.

No total, os pacientes confirmados com sarampo já somam quatro crianças entre zero e cinco meses, seis casos entre seis meses e um ano, cinco entre um e quatro anos, um entre cinco e dez anos, quatro adolescentes entre 11 e 20 anos e quatro jovens entre 21 e 30 anos.

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Entre os bairros que mais registraram infecções por sarampo, estão o Jardim Santa Rita de Cássia, com seis diagnósticos, Jardim Donato Flore, centro e Jardim Thomaz Guedes, todos com dois casos em cada.

Ainda foram diagnosticados moradores do Residencial Astória, Inocoop, Jardins de Tatuí, Mirandas, Jardim San Raphael, vila Angélica, vila Brasil, vila Santa Adélia, vila Minghini e vila Santa Helena, com uma confirmação em cada.

De acordo com a coordenadora da VE, enfermeira Rosana Oliveira, a maioria dos pacientes que contraiu a doença não havia sido imunizada com a dose necessária da tríplice viral, que protege conta sarampo, caxumba e rubéola, ou não estava em dia com o calendário vacinal.

O esquema vacinal do Ministério da Saúde recomenda que a população com idade entre um e 29 anos receba duas doses da vacina tríplice viral e, de 30 a 49 anos, uma dose. As crianças que têm entre 6 meses e 11 meses e 29 dias também devem ser imunizadas.

A enfermeira reforça que a vacinação é a única forma de prevenir a doença e lembra que a dose continua disponível em todas as unidades de saúde urbanas e na Casa do Adolescente, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 16h. No bairro dos Mirandas, na área rural, o atendimento é de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 13h.

Segundo a VE, mais de 95% das crianças já foram vacinadas contra o sarampo em Tatuí. As informações foram divulgadas pela prefeitura, no dia 22 de outubro de 2019, após a realização do “Dia D”, pela campanha nacional, ocorrida no dia 19 desse mês.

Na ocasião, tendo como público-alvo a faixa etária de seis meses a menores de cinco anos, unidades de saúde urbanas e rurais receberam 334 crianças. Todas tiveram as cadernetas verificadas e 14 (que não estavam em dia) receberam a dose.

“Como a vacina faz parte do calendário vacinal, a maioria das crianças tatuianas já recebeu as duas doses necessárias, com um ano e com um ano e três meses de idade, e está com a carteirinha em dia, mas é preciso ficar atento, principalmente os adultos que não têm o costume de conferir a carteirinha”, acrescentou Rosana.

Segundo boletim epidemiológico do MS, em 2019, foram notificados 61.293 casos suspeitos de sarampo e confirmados 15.914 (26%), sendo 12.188 (76,6%) por critério laboratorial e 3.726 (23,4%) por critério clínico epidemiológico. Foram descartados 30.693 (50%) casos e permanecem em investigação 14.686 (24%).

Ainda segundo o levantamento, no período de 22 de setembro a 14 de dezembro (mais recente relatório atualizado), foram notificados 19.090 casos suspeitos. Destes, 2.710 (14,2%) foram confirmados, 11.056 (57,9%) estão em investigação e 5.324 (27,9%), descartados.

Segundo o MS, a positividade de casos confirmados, entre os suspeitos, foi de 23,2%. Com base nesse percentual, a projeção de positividade entre os casos em investigação demonstra tendência de queda nas próximas semanas epidemiológicas.

O levantamento mais recente apontou que 14 Unidades da Federação se encontram com circulação do vírus do sarampo, em um total de 2.710 casos confirmados (redução de 7,6% dos casos, em relação ao período do levantamento anterior).

Destes, 61,5% (1.667) estão concentrados em 107 municípios do estado de São Paulo, principalmente na Região Metropolitana. Nas demais (13) Unidades da Federação, foram registrados 38,5% dos casos.

Ainda segundo o MS, no ano passado, foram confirmados 15 óbitos por sarampo no Brasil, sendo 14 no estado de São Paulo, distribuídos nos municípios de São Paulo e um em Pernambuco.

Dos óbitos confirmados, apenas dois apresentaram registro de vacinação contra o sarampo. Seis óbitos (40%) ocorreram em menores de um ano de idade, dois (13,3%) em crianças de um ano e sete (46,7%) em adultos maiores de 20 anos.

A maioria dos óbitos (86,7%) tinha ao menos uma condição de risco ou morbidade, como diabetes mellitus, obesidade, desnutrição, hipertensão arterial sistêmica, epilepsia, sequela de acidente vascular encefálico, HIV/Aids, leucemia linfocítica aguda, hepatite B, tuberculose e neurotoxoplasmose ou eram crianças menores de um ano de idade.

Considerando que, até janeiro de 2020, a circulação do vírus do sarampo permanece ativa no país e diante da necessidade de proteger a população contra a doença, neste ano, o Ministério da Saúde anunciou que, juntamente com os estados e os municípios, vai realizar nova campanha de vacinação contra o sarampo.

Coforme divulgado pelo órgão, a ação acontecerá em duas etapas, sendo a primeira entre 10 de fevereiro e 13 de março, tendo como público-alvo as pessoas na faixa etária de 5 a 19 anos de idade e o Dia D de mobilização nacional, em 15 de fevereiro, e a segunda, de 3 a 31 de agosto, para o público de 30 a 59 anos, com Dia D em 22 de agosto.

“A realização desta ação e a adesão do público-alvo é imprescindível para garantir a devida proteção da população contra o sarampo e possibilitar a interrupção da circulação do vírus no país, sendo este um passo importante para a recertificação da eliminação da doença do Brasil”, ressalta o MS em nota.

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