Casa no Rosa Garcia é tomada por esgoto já há cerca de 1 ano

281
Caso será analisado por equipe da Coordenadoria da Defesa Civil
Publicidade

Há cerca de um ano, uma família de moradores do Jardim Rosa Garcia vem enfrentando problemas com infiltração e refluxo de águas de chuva e esgoto para dentro da moradia.

Conforme a dona de casa Cláudia Simões Idro, o problema passou a ocorrer após obras de canalização de uma valeta pela qual passariam águas pluviais e esgoto.

A construção teria sido realizada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo) e é próxima à linha férrea da Rumo Logística (antiga ALL – América Latina Logística).

“Nos fundos das casas, tinha uma valeta com água de esgoto e da bica. Tudo passava aqui atrás, mas, quando fecharam tudo, acho que a caída ficou na minha casa. Quando chove forte, a enxurrada vem e traz esgoto das outras casas para dentro da minha. A água começa a entrar pelo ralo do banheiro e pelo vaso sanitário”, contou Cláudia.

Para a moradora, podem ter ocorrido dois problemas na canalização: um subdimensionamento da rede e vazamentos na tubulação, que estão afetando o quarto da filha de Cláudia. A casa é ocupada por seis pessoas, entre elas, três crianças.

Publicidade

“Entra bastante água, já chegou a entrar e ficar perto do joelho. Certa vez, precisei fazer um buraco na parede do meu quarto para que a água fosse embora; outra vez, cheguei até a cair na escada, tamanho desespero”, relatou.

O problema de infiltração pode causar instabilidade no quarto da filha de Cláudia. Devido ao vazamento da tubulação, que fica sob o cômodo, o piso está oco. Pedreiros e moradores da residência preencheram o buraco diversas vezes com terra, entretanto, o serviço foi em vão. De tempos em tempos, o problema volta.

“Nós cimentamos para ver se resolve um pouco. Do lado de fora da casa, tem um buraco enorme e que não damos conta de preencher com terra. Tudo que faz não adianta, estamos com medo de o chão do quarto ceder”, declarou a moradora.

Apesar do temor de o chão ceder, a filha de Cláudia prefere continuar ocupando o cômodo. “Ela diz que Deus protege. Acho que está protegendo mesmo, mas ainda assim tenho muito medo de que algo ocorra, principalmente em um dia de chuva à noite”, contou.

No ano passado, a moradora chegou a realizar diversas reclamações à Prefeitura e à Sabesp. A gestão passada, inclusive, teria considerado a moradia “em risco” e prometido para Cláudia uma das casas do Residencial Vida Nova Tatuí.

A família já perdeu vários móveis com a inundação de água da chuva e esgoto. Foram jogados fora sofás, guarda-roupa, cama e uma máquina lava-roupas.

“Todo dia que tem chuva é uma correria para levantar os móveis e tentar salvar o que está na parte baixa. Dá um desespero na minha mãe”, afirmou a filha.

O problema enfrentado por Cláudia e a família dela foi levado a público pelo vereador Eduardo Dade Sallum (PT) na sessão da Câmara Municipal de terça-feira, 4.

A assessoria parlamentar apresentou a resposta de um requerimento enviado por Sallum à CMDC (Coordenadoria Municipal da Defesa Civil).

Segundo o órgão, o problema de infiltração e entrada de água na residência pode ser ocasionado por entupimento nas galerias de águas pluviais que passam aos fundos do terreno.

Como a área é ocupada pela linha ferroviária da Rumo Logística, a concessionária foi acionada para realizar manutenção da tubulação e limpeza do terreno.

Na resposta, o coordenador da CMDC, João Batista Alves Floriano, afirmou que a área é “insalubre, não caracterizando, porém, área de risco”. O responsável pela Defesa Civil local apresentou, inclusive, mapeamento das áreas consideradas de risco na cidade.

“Se não fizer manutenção preventiva nas canaletas, principalmente na época chuvosa, pode haver extravazamento e a água ir para as casas”, explicou Floriano a O Progresso.

O coordenador adiantou que visitaria a residência na companhia de um engenheiro da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura para realizar vistoria. Caso necessário, parte da casa ou a integralidade dela seria interditada.

“Caso a família não tenha para aonde ir, vamos procurar a Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Social para alojá-la em algum imóvel público, até que possamos fazer algum reforço na residência, se for o caso”, informou.

Floriano explicou que, caso sejam detectados problemas na galeria de águas pluviais, o caso será encaminhado à Secretaria de Obras. Na ocorrência de irregularidade no sistema de esgoto, a Sabesp será acionada.

Procurado, o gerente regional da Sabesp, Adriano José Branco, afirmou que buscará resposta junto à equipe de engenheiros da companhia.

Publicidade