Biblioteca ‘Brigadeiro Jordão’ ganha nova sede com ambientes temáticos

    Unidade cultural atende mais de 1.800 pessoas por mês, aponta pesquisa

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    Autoridades realizaram o descerramento da placa durante a solenidade de inauguração (foto: Eduardo Domingues)
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    Nesta quinta-feira, 18, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude, inaugurou, na rua Santa Cruz, 405 (ao lado do Banco do Brasil), o novo espaço da Biblioteca Municipal “Brigadeiro Jordão”.

    O evento aconteceu no “hall” de entrada, contando com a presença de autoridades, incluindo a prefeita Maria José Vieira Camargo, o vice-prefeito Luiz Paulo Ribeiro da Silva, vereadores, secretários municipais, professores, coordenadores e diretores da rede municipal de ensino, além de convidados que prestigiaram um sarau e visitaram as novas dependências da unidade bibliotecária.

    Com um acervo de aproximadamente 25 mil volumes, a biblioteca dispõe de livros para vestibulares; de literatura local, brasileira e estrangeira; de livros didáticos do ensino fundamental, médio e universitário; e demais obras de referência.

    A biblioteca passa a contar com os ambientes: espaço de pesquisa, infantil, “Espaço Gentileza” (para a terceira idade), infantojuvenil, “Espaço Tatuí” (obras de escritores locais), “Espaço Virtual” (para novas tecnologias), OM (aberto a qualquer pessoa, independente de religião, profissão, grau de instrução), “Galeria de Prefeitos”, setor de atendimento e empréstimo e setor técnico.

    A equipe de atendimento destacou a presença de uma cozinha comunitária no local e um cinema que exibe vídeos com imagens históricas de Tatuí. Segundo a equipe, as pessoas podem levar convidados e estourar pipoca na cozinha para assistirem ao vídeo.

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    Pertencente ao Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB), a nova Biblioteca Municipal “Brigadeiro Jordão” funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h.

    A reinauguração teve pronunciamento da prefeita Maria José, que agradeceu a dedicação de todos os doadores que permitiram a reabertura da biblioteca com móveis de grandes personalidades tatuianas, como Erasmo Peixoto, Acassil José de Oliveira Camargo e outros.

    Também se pronunciou o secretário do Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude, Cassiano Sinisgalli, e o diretor de cultura Rogério Vianna, que apresentou a história do patrono da biblioteca, brigadeiro Jordão.

    Após as solenidades, houve um sarau com as apresentações da escritora Theresinha Pinto, que declamou poesias sobre Tatuí e dedicou palavras de afeto à biblioteca; e da atriz Adriana Afonso e do músico Renan Frei, com uma apresentação de violão clássico.

    A prefeita afirmou que a biblioteca estava em um local muito tímido e sem nenhuma comodidade para receber os usuários. Segundo ela, a mudança significa um novo conceito de biblioteca.

    “É um espaço setorizado, onde as pessoas são acolhidas com mais conforto, uma ‘biblioteca repaginada’, de grande importância para o município”, assegurou.

    Sinisgalli também garantiu que as alterações proporcionadas ao equipamento de cultura configuram um novo conceito de biblioteca. O secretário afirmou que a população estava feliz em conhecer o local.

    Conforme a prefeita, o município possui um espaço novo para atrair pessoas de todas as idades e o uso das novas tecnologias para incentivar a leitura, “um local adequado para pesquisa, para o estudo, e para a multiplicação do saber”.

    “Como professora, vejo a beleza deste espaço como um convite a viajar em histórias e estórias de grandes autores, locais, nacionais e mundiais”, afirmou Maria José.

    Citando o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau, a chefe do Poder Executivo declarou que a “biblioteca é vida”, pois, no Egito Antigo, eram chamadas de “tesouros dos remédios da alma”.

    De acordo com Sinisgalli, os organizadores do evento “Feira do Livro”, ocorrido em Tatuí em setembro, realizaram uma doação de R$ 5.000 em livros para a biblioteca.

    Para o secretário municipal, é de suma importância a biblioteca ter uma casa própria, que, antes, sempre esteve em lugares que eram referências da cidade.

    Ele revela que procurou um espaço adequado a pedido da prefeita Maria José. O local deveria ser bem localizado, próximo do centro do município e de fácil acesso.

    Sinisgalli conta que, em conversas iniciais, a família Del Fiol não demonstrou a intenção de locar a casa, mas, posteriormente, foi sensibilizada pela necessidade.

    Antes da reinauguração da Biblioteca Municipal “Brigadeiro Jordão”, os exemplares ficaram sem um espaço físico por cerca de três meses, mas parte deles estava disponível no piso inferior do Centro Cultural.

    Sinisgalli relata que, como os livros são catalogados, foi realizado um estudo dos exemplares mais utilizados, deixando-os à disposição na sede da Secretaria Municipal de Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude.

    Quando as pessoas solicitavam um livro que não estava no local, a equipe de atendimento anotava o pedido, buscava o exemplar no acervo da biblioteca e entregava ao interessado no dia seguinte.

    Funcionários da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura auxiliaram no transporte do acervo de quase 25 mil livros para o novo espaço. Sinisgalli afirma que, aproximadamente, 15 mil exemplares ainda devem ser doados para uma biblioteca dentro do CEU das Artes.

    De acordo com Vianna, o Museu Histórico “Paulo Setúbal” possui grande acervo de livros que iriam ser oferecidos ao novo equipamento cultural, porém, não haveria o espaço suficiente para comportar cerca de mais dez mil livros.

    A Biblioteca Municipal “Brigadeiro Jordão” foi criada através da lei municipal 476/1959, de 25 de novembro de 1959.

    Ela já esteve situada em diversos pontos da cidade, como a rua 11 de Agosto, a praça Anita Costa, a rodoviária municipal, o paço municipal e a praça Martinho Guedes. Este último foi sede por quase nove anos, até a transferência para a nova unidade, situada na rua Santa Cruz.

    O nome da Biblioteca Municipal homenageia Manuel Rodrigues Jordão, nascido em São Paulo, no dia 5 de abril de 1781, filho do tenente Manoel Rodrigues Jordão e Anna Euphrosina da Cunha.

    Popularmente conhecido como Brigadeiro Jordão, ele participou ativamente da construção da história do país, do Império à Independência do Brasil. Ele faleceu no dia 27 de fevereiro de 1827, aos 46 anos de idade.

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