Barracos são desmontados pela Prefeitura em área da v. Angélica

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    AC Prefeitura / Evandro Ananias

    Máquinas derrubam moradias improvisadas por famílias e construídas em áreas cogitada para CEU e creche

     

    Na tarde de quarta-feira, 24, a Prefeitura concluiu a reintegração de posse de área invadida na vila Angélica. Conforme a assessoria de comunicação do Executivo, as famílias que ocuparam o terreno no dia 3 deixaram o local após acordo amigável.

    O terreno pertencente à Prefeitura está localizado entre as rua Virginia Rosa de Moraes e Georgina Pieroni Lincoln. No início do mês, 70 famílias montaram moradias temporárias (feitas com madeira e lona plástica) no espaço. O grupo queria que a área fosse doada para construção de moradias.

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    No dia 15, outras 12 famílias se juntaram ao movimento. Por conta disso, os ocupantes precisaram refazer a medição anterior. O grupo tinha dividido o espaço em lotes com metragem de 6×25 (metragem padrão adotada no município).

    Ainda na semana passada, o prefeito anunciou a O Progresso que o município tem em andamento dois projetos para o terreno. Um deles é a construção de um CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados), similar ao inaugurado no Boqueirão; o outro, uma nova creche para atender crianças da região.

    A Prefeitura informou que a desocupação ocorreu de modo pacífico. “No momento que os barracos estavam sendo desmontados, nenhum dos acampados estava no local”, cita-se em material divulgado à imprensa. A operação ficou a cargo da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Meio Ambiente e Agricultura, com apoio da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar.

    Durante a semana, o Departamento de Bem-Estar Social e Cidadania realizou mutirão. A ação teve como objetivo verificar a condição socioeconômica das famílias.

    Por meio da assessoria, o secretário municipal da Indústria, Márcio Fernandes de Oliveira, disse que o departamento constatou que “todos os moradores possuíam endereço fixo”.

    “De forma minuciosa, levantamos todos os dados das famílias e descobrimos que grande parte possui casa própria, e o restante que mora de aluguel, tem renda fixa para arcar com as despesas. Em alguns casos, a renda familiar chega a mais de R$ 3.000. Mesmo assim, demos toda a assistência e suporte necessário”, afirmou.

    Segundo o secretário, apenas oito famílias enquadram-se dentro dos critérios sociais. Elas receberão benefícios como o “aluguel social”, cestas básicas e hortifrutigranjeiros oferecidos pelo Banco de Alimentos, sendo integradas a programas de proteção social e transferência de renda como o “Viva Leite”.

    Conforme a Prefeitura, essas famílias foram, ainda, cadastradas “como prioridade para a terceira etapa do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, no município”.

    O departamento também encaminhou interessados em obter vaga de emprego ao PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador). Lá, realizarão entrevistas.

    “Conseguimos resolver esse impasse, desocupando de maneira amigável esse terreno, atendendo com dignidade as famílias acampadas e, ao mesmo tempo, restabelecendo a ordem e a normalidade para os moradores da vila Angélica e demais bairros da zona norte da nossa cidade”, declarou o prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu, por meio da assessoria de comunicação.


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