Bandeira do Brasil

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Na última quarta-feira, 19 de novembro, comemoramos o Dia da Bandeira, onde veremos, o quanto ela é importante na História do Brasil.

A Bandeira do Brasil é o símbolo material de nossas tradições, da evolução da história da Pátria, da conjugação dos ideais motivadores da Nação, da síntese do patriotismo e do amálgama dos sentimentos cívicos do povo.

Sua história conta à própria História do Brasil. Desde a portuguesa Cruz de Cristo, presente na frota do descobrimento e que, levada pelas Entradas e Bandeiras, presenciou a dilatação de nosso território, até a forma definitiva como hoje é venerada.

Nosso Pavilhão passou por muitas configurações, representando, cada uma delas, parcela significativa da edificação do nosso País.

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É nobre uma Nação que ama sua Bandeira, luta pela sua tradição, pela sua cultura e vive a perenidade de sua nacionalidade.

A Bandeira do Brasil foi estruturada por Raimundo Teixeira Mendes com a colaboração de Miguel Lemos. Seu dístico: ORDEM E PROGRESSO, expressa a filosofia impulsionadora das gerações ao longo dos tempos. Síntese do Positivismo, a legenda é o resumo da frase de Augusto Comte: – “O amor por princípio, à ordem por base e o progresso por fim”.

É o preceito que mostra os caminhos, que orienta os esforços e que determina o comportamento da Nação. Afirma a vontade de um povo, define um objetivo permanente e consubstancia toda uma imensa gama de anseios, aspirações, desejos e vontades.

Seu colorido espelha não somente a harmonia fugaz dos segmentos do espectro luminoso escolhido. Encarna percepções muito mais profundas.

Na associação das cores ressalta a paz e a poesia do branco, em contrates com a pujança e a esperança do verde. Descortina a riqueza e as potencialidades do amarelo, guardando perenemente o valor e a beleza do azul.

Ao tremular sob a amplidão dos céus, revive ante nossos olhos reverentes as históricas empreitadas de paz e a da guerra. Remete-nos as raízes da nacionalidade. Alista-se nos hostes bandeirantes, a arrostar a penosa tulha do sertão.

Engaja-nos nas árduas lutas nativistas pela liberdade. Transporta-nos às margens do Ipiranga. Convoca-nos às Campanhas do Prata e dos Apeninos. Descobre-nos, sobretudo, o rico veio de nossas mais caras tradições de amor à liberdade, abnegação, coragem, desprendimento, desambição pessoal e brasilidade perfilados por Tiradentes, Caxias, Rondon, Mascarenhas de Moraes e outros insignes brasileiros.

Bandeira da República consubstancia os históricos estandartes de nossos antepassados, sob cuja inspiração desbravaram-se espaços ignorados, miscigenaram-se as raças, assegurou-se à unidade nacional, debelaram-se as crises, pacificaram-se os homens, aperfeiçoaram-se as instituições, cultuaram-se as virtudes cívicas e cristãs, imolaram-se heróis e edificou-se a grandeza de que somos os fiéis herdeiros.

A Bandeira não se desgasta, não se finda, desfaz-se no fogo e, incorpora-se a nova Bandeira que é hasteada. Ressurgindo das cinzas, a Bandeira simboliza a eternidade da Pátria e as gerações que se sucedem.

A visão de nossa Bandeira, o pleno entendimento do que ela traduz e a profundidade dos fatos nela esculpidos pela história, dá-nos a certeza de procedimentos seguros e coerentes, mesmo em um mundo em constante e acelerada evolução.

Bandeira que não conhece derrotas. Bandeira em que a vitória, no seu mais abrangente significado sempre se faz presente.

Bandeira que nunca humilhou os vencidos. Bandeira que sempre pugnou pela justiça, pela verdade e pela liberdade – sentimentos verdadeiramente dignos do homem. Dia 19 de novembro comemoramos a data de sua adoção.

Ao contemplá-la, como militar, reafirmamos um juramento. Como cidadãos, orgulhamo-nos de nos integrar ao seu significado. Como brasileiros, entendemos a nobreza da nossa distinção, que ela simboliza.

Por toda a fé que ela encarna, por todo legado de seu passado e, acima de tudo, por toda certeza e esperança que nos ilumina na busca do futuro. Salve a Bandeira do Brasil!


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