Avós, o Máximo!

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“Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas atitudes. Mantenha suas atitudes positivas porque suas atitudes tornam-se seus hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores. Mantenha seus valores positivos porque seus valores tornam-se seus destinos”. (Gandhi)

Avós, o Máximo!

Comemora-se neste sábado, dia 26 de julho, o Dia dos Avós e para não deixar de prestarmos a nossa homenagem, iremos transcrever um texto lido pela neta, nas Bodas de Ouro dos avós.

Perguntaram a uma menina de nove anos o que ela gostaria de ser quando crescesse. Ela respondeu: – Eu gostaria de ser avó! Ao ser interrogada sobre o porquê dessa ideia, ela completou: – Porque os avós escutam, compreendem.

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E, além do mais, a família se reúne inteirinha na casa deles. E a menina continuou: – Uma avó é uma mulher velhinha que não tem filhos. Ela gosta dos filhos dos outros. Um avô leva os meninos para passear e conversa com eles sobre pescaria e outros assuntos parecidos.

Os avós não fazem nada, e por isso podem ficar mais tempo com a gente. Como eles são velhinhos, não conseguem rolar pelo chão ou correr. Mas não faz mal.

Levam-nos ao shopping e nos deixam olhar as vitrines até cansar. Na casa deles tem sempre um vidro com balas e uma lata cheia de suspiros.

Eles contam histórias de nosso pai ou nossa mãe quando eram pequenos, histórias da Bíblia, histórias de uns livros bem velhos com umas figuras lindas.

Passeiam conosco mostrando as flores, ensinando seus nomes, fazendo-nos sentir seu perfume. Avós nunca dizem “depressa, já pra cama” ou “se não fizer logo, vai ficar de castigo”.

Quase todos usam óculos e eu já vi uns tirando os dentes e as gengivas. Quando a gente faz uma pergunta, os avós não dizem: “menino, não vê que estou ocupado? ”.

Eles param, pensam e respondem de um jeito que a gente entende. Os avós sabem um bocado de coisas. Eles não falam com a gente como se nós fôssemos bobos. Nem se referem a nós com expressões tipo “que gracinha!”, como fazem algumas visitas.

O colo dos avós é quente e fofinho, bom de a gente sentar quando está triste. Todo mundo deveria tentar ter um avô ou uma avó, porque são os únicos adultos que têm tempo para nós.

As estrelas e os cometas

Existem pessoas Estrelas e pessoas Cometas. Os Cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam. As Estrelas permanecem.

Assim como o Sol. Passam anos, milhões de anos, e as Estrelas permanecem. Há muita gente Cometa. Gente que passa pela nossa vida apenas por instantes.

Gente que não prende ninguém e a ninguém se prende. Gente sem amigos, gente que passa pela vida sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença.

Importante é ser Estrela. Estar junto. Ser luz, calor, ser vida. Amigo é Estrela. Podem passar anos, podem surgir distâncias, mas a marca fica no coração.

O coração não quer enamorar-se de Cometas, aqueles que apenas atraem olhares passageiros. Ser cometa é ser companheiro por instantes, explorar os sentimentos humanos, ser aproveitador das pessoas e das situações.

Solidão é resultado de uma vida cometa. Ninguém fica todos passam. Há necessidade de se criar um mundo de Estrelas.

Para podermos contar com elas, senti-las como luz e calor. Assim são os amigos, Estrelas na vida da gente. É aragem nos momentos de tensão e luz nos momentos de desânimo. Ser Estrela nesse mundo passageiro, nesse mundo cheio de pessoas Cometas, é um desafio. Mas acima de tudo, uma recompensa.

Recompensa de ter sido luz para muitos amigos, calor para muitos corações e acima de tudo, saber que nascemos e vivemos, e não somente existimos.


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