Atrações culturais simultâneas aconteceram no ‘Praça Viva’

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Fabio Villa Nova

Patrícia Milão

Apresentações musicais integraram programação de evento que visou a ampliar uso de espaço público

 

A praça Manoel Guedes (do “Museu”) foi escolhida para sediar o novo projeto intitulado “Praça Viva”, no sábado, 10, evento que, durante todo o dia, teve atividades culturais na parte externa e interna do Museu Histórico, encerrando a 71a Semana “Paulo Setúbal”.

A programação teve atrações simultâneas, atores com trajes do início do século 20 e “estátuas vivas” com características da mesma época. O realejo distribuía provérbios, enquanto a música e a dança eram apresentadas por diferentes grupos.

O evento ainda teve distribuição gratuita de algodão doce, pipoca e sorvete, além dos estandes de artesanato “Receitas do Sítio” e da Sabesp.

O Teatro de Dança Rosinha Orsi apresentou coreografias de estilo contemporâneo e a parte musical teve apresentações da Camerata Corelli, Seresteiros com Ternura, Seresta do José Rubens, Banda Ternura Tatuí, Grupo de Choro Casa Velha, Grupo Jazz com Bossa, Fábio Leal e Danielle Domingues, Orquestra Arte pela Vida e Filosofia do Samba.

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Durante a manhã, a entrega dos prêmios do Concurso e do Prêmio Literário “Paulo Setúbal” e a inauguração das esculturas dos seresteiros tatuianos foram realizadas (reportagem nesta edição).

Com o término das solenidades, durante a tarde, caricaturas desenhadas pelo ilustrador Bruno Venâncio, quadros da exposição “Tatuí na Visão do Artista” – de

Domingos Jacob Filho, o Mingo Jacob -, além de fotografias de Tatuí e dos seresteiros tatuianos, que também foram imortalizados pelas esculturas de Claudio Camargo, configuraram outras atrações.

“Desenho ao vivo é o que eu mais gosto de fazer. A música, essa energia de arte, é muito bom, facilita”, expressou Venâncio.

Almofadas e livros eram o cenário para a “contação” de histórias pela escritora Raquel Prestes, que levou os títulos “Um Menino Passou Por Aqui”, “Vamos Jogar?” e “A Ovelha Raquel”.

“É uma experiência muito boa, porque tenho o retorno imediato do público com meu trabalho. As crianças vêm, sentam, folheiam os livros, escutam a contação de história, interagem”, afirmou a escritora.

O folclore também foi abordado pela oficina de arte-educação do projeto “Estórias de Tião”, do maestro Dario Sotelo, em parceria com o Conservatório, Secretaria da Educação e Museu Histórico “Paulo Setúbal”.

O projeto, que abrange 19 professores e cerca de 800 alunos da rede de ensino fundamental municipal do primeiro ciclo (1o ao 5o ano), abrange o folclore.
Na praça, a atividade consistia em cada criança ter uma caixa, com lápis de cor e a história de um personagem folclórico. Ao fim, a criança desenvolveria uma produção artística e responderia às questões fixadas.

“É como se fosse uma releitura, os alunos têm que recriar os personagens de acordo com a poética pessoal dele”, explicou a coordenadora de artes da rede de ensino municipal, Angélica Ferreira.
Esta edição do Praça Viva também foi uma inauguração, já que o projeto de realizar atividades na praça Manoel Guedes deve continuar sendo desenvolvido mensalmente.

“Vamos trazer outros seguimentos que a gente ainda não conseguiu, mas só artistas tatuianos”, disse o diretor do Departamento de Cultura e Desenvolvimento Turístico, Jorge Rizek.

Segundo ele, o projeto existe desde a reinauguração do museu, em 2010, após ser reformado. “A praça é bucólica, parece do interior, não é movimentada como as outras e tem o espaço necessário para se fazer isso”, explicou Rizek.

A data foi escolhida por abranger vários acontecimentos que aumentam o fluxo de pessoas no centro da cidade: a véspera do Dia dos Pais, véspera do aniversário da cidade, inauguração das esculturas dos seresteiros e entrega dos prêmios dos concursos “Paulo Setúbal”.

Outro objetivo do Praça Viva é aumentar a visitação do museu. “As pessoas, muitas vezes, passam em frente ao museu, mas não entram. Com essas atividades ‘extramuro’, acabamos criando a fidelização do público. É assim que a cultura se faz”, analisou a diretora do museu, Raquel Fayad.

Dentro do edifício histórico, a exposição “Acervo: Memória, Imagem e Poesia”, que abordava a literatura e as artes visuais do próprio museu, foi a novidade para o público.

Nos quadros de Mingo Jacob, na própria praça, dez paisagens de Tatuí estavam dispostas, no que ele chamou de exposição “tatuianíssima”.
 “Eu estou aqui e as pessoas nem sabem quem é o pintor. Elas fazem comentários, e é muito gostoso ouvir isso, porque, graças a Deus, os comentários são bons”, disse o Mingo.
Ao ser descoberto, o pintor afirma que a curiosidade do público, geralmente, é pelo processo de criação, pelas técnicas utilizadas.
“Para mim, está sendo inédito colocar tanta arte no mesmo espaço, um local voltado ao turismo. Tem que fortalecer cada vez mais o que a gente tem de melhor”, ressaltou Wisner Castilho, que prestigiava o evento.

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