Atendimento segue ‘normal’ na agência do INSS de Tatuí­

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O Progresso

Funcionamento de agência em Tatuí não mudou por conta de greve

 

A greve nacional deflagrada no dia 10 deste mês por servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) não afetou o atendimento em Tatuí. É o que informou, por telefone, o chefe da agência da Previdência Social, Eli Machado.

Conforme ele, o expediente segue normal, sem previsão de adesão. Até o fechamento desta edição (sexta-feira, 17h), os funcionários de Tatuí não tinham manifestado interesse em paralisarem-se.

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No Estado de São Paulo, o movimento deflagrado pelo SINSSP (Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social) registrou aumento no número de adesões até a quinta-feira, 16.

As agências parcialmente paralisadas passaram de 65 para 73 e as que pararam totalmente subiram de 14 para 20. Os dados são do Ministério da Previdência Social.

Além dos números, o ministério informou que os segurados que possuem agendamento para atendimento e que não sejam atendidos em razão da paralisação dos servidores terão data de atendimento remarcada. Também esclareceu que o reagendamento será realizado pela própria agência.

O segurado poderá confirmar a nova data ligando para a central telefônica do INSS (135) no dia seguinte à data originalmente marcada para o atendimento.

Para evitar “qualquer tipo de prejuízo financeiro nos benefícios dos segurados”, o INSS considerará a data originalmente agendada como a de entrada do requerimento. As consultas sobre atendimento ou agências onde não há atendimento em virtude da grave do SINSSP são feitas por meio do telefone 135.

O ministério informou que, juntamente com o instituto, está “aberto ao diálogo”. “Por isso, mantém as portas abertas às suas entidades representativas para a construção de uma solução que contemple os interesses de todos”.

Por outro lado, a entidade classista divulgou o inverso. Em comunicado, o SINSSP argumenta que convocou a greve por falta de negociação com o governo.

A audiência que definiu pela paralisação da categoria aconteceu no dia 7 deste mês, em Brasília, após audiência com entidades representantes dos servidores do INSS e Previdência Social. Na ocasião, o sindicato afirmou que o governo não apresentou “qualquer proposta de negociação para as reivindicações”.

A greve segue por tempo indeterminado, tendo sido iniciada na sexta-feira da semana passada. Um dia antes, o SINSSP deflagrou a “operação padrão”, pela qual os servidores realizam somente os atendimentos agendados.

O sindicato voltará a negociar com o governo nesta terça-feira, 21. Ele mantém a pauta de reivindicações, que incluem a realização de concurso público “com números necessários para médicos peritos, técnicos e analistas no INSS”; e melhores condições de trabalho (com reformas nos prédios, acesso a produtos básicos de higiene e de expediente e dedetizações).

A categoria também quer reajuste de 27,3%, percentual que seria correspondente a perdas inflacionárias no período de 2010 a 2015; data base para 1º de maio a todos os servidores públicos federais; direito de greve e negociação coletiva no serviço público; incorporação de parte das gratificações; e criação do adicional de qualificação (AQ), como valorização.

A lista contempla, também, revisão de metas e indicadores de gestão; retorno da jornada semanal de trabalho de 30 horas para todos os servidores; isonomia salarial e de benefícios entre funcionários do Executivo, Legislativo e Judiciário; e paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas.


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