Acidentes de trânsito seguem em queda

Fatalidades reduzem 25% de janeiro a julho, em relação ao mesmo período de 2019

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Ações de fiscalização são realizadas visando reduzir o índice de acidentes no município (Foto: AI Prefeitura)
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Da reportagem

O município registrou menos acidentes de trânsito nos primeiros sete meses deste ano em relação ao ano passado. Relatório divulgado pelo Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito), nesta quarta-feira, 19, aponta redução nos casos fatais e não fatais.

De acordo com o levantamento, de janeiro a julho, houve queda de 25% nos casos de acidente de trânsito envolvendo vítimas fatais. No período, foram registrados nove óbitos. Em 2019, o trânsito vitimou 12 pessoas.

Nos sete meses, as mortes contabilizam vítimas que se envolveram em ocorrências tanto no perímetro urbano (dentro do município) como nas rodovias dentro do limite territorial da cidade.

Acidentes fatais envolvendo pedestres, automóveis e caminhões tiveram as maiores reduções nos sete meses. Foram dois óbitos envolvendo pedestres neste ano, contra três no ano passado.

As ocorrências envolvendo ocupantes de automóvel caíram de dois para um, e as de caminhão tiveram redução de um para zero. Não houve mortes de ciclistas ou por acidentes de ônibus nos sete meses dos dois anos analisados. Entre os motociclistas, houve aumento de 25%, com cinco vítimas neste ano e quatro em 2019.

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As colisões aparecerem entre os tipos de acidentes mais comuns, com três ocorrências em 2019 e sete neste ano. Em seguida, entram os atropelamentos, com quatro registros em 2019 e dois em 2020.

Já as causas menos comuns são choques (ocasião na qual um dos veículos ou objeto atingido não está em movimento), com três acidentes deste tipo no ano passado e zero em 2020, e, por último, as causas “não especificadas”, aquelas nas quais não há o registro do tipo de ocorrência, com duas em 2019 e nenhuma neste ano.

Conforme as estatísticas do sistema de informações, nos dois anos, morreram mais homens que mulheres vítimas de trânsito. Dos 12 óbitos em 2019, 11 eram homens (91,66%) e apenas um vitimou uma mulher (8,33%). Em 2020, oito homens e uma mulher morreram em decorrência de acidentes.

As vítimas deste ano pertenciam a seis faixas etárias, com predominância de óbitos nas pessoas com idades entre 18 e 24 anos (duas mortes) e 25 a 29 (duas). Os demais acidentes de 2020 vitimaram pessoas entre 35 e 39 anos (uma morte), 40 e 44 (uma), 60 e 64 (uma), 70 e 74 (uma) e não identificada (uma).

Nos sete meses de 2019, os acidentes vitimaram três pessoas com idades entre 18 e 24 anos e os demais englobaram vítimas na faixa etária entre 25 e 29 anos (duas mortes), 30 e 34 (uma), 35 e 39 (duas), 40 e 44 (uma), 50 e 54 (uma), 70 e 74 (uma) e não identificada (uma).

O relatório ainda mostra que os acidentes com vítimas que incluem ocorrências não fatais também recuaram. Em 2019, foram 491 acidentes de janeiro a julho. Já neste ano, ocorreram 383 casos no mesmo período, o que representa redução de 22%.

Os dados do Infosiga são atualizados mensalmente pela Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Corpo de Bombeiros. As corporações se utilizam de dados do SioPM (Sistema de Informações Operacionais da PM), que reúne registros de acionamento de viaturas para atendimento.

O secretário da Mobilidade Urbana, José Roberto Xavier da Silva, destacou que o trânsito também sentiu os reflexos da pandemia do novo coronavírus. Ele aponta que os acidentes caíram na mesma proporção do número de pessoas transitando por ruas e estradas.

Silva salientou que, mesmo no período de pandemia, ações como fiscalização e manutenção de sinalização nas ruas continuam sendo realizadas pelo Departamento Municipal de Mobilidade Urbana.

“Devido à pandemia, houve uma redução geral nos números do trânsito no nosso país, mas nós mantivemos a fiscalização constante pelas ruas, buscando a conscientização dos motoristas e de pedestres. São ações que realizamos durante todo o ano e que foram mantidas”, observou o secretário.

Ele ainda classificou a redução dos acidentes e de vítimas fatais como um reflexo do trabalho da pasta, baseado em três pilares: educação no trânsito, engenharia de tráfego e fiscalização, citando as estatísticas do Infosiga como “norteadoras” das ações de mitigação de acidentes.

“Nós analisamos os casos de acidentes e o que poderia ser evitado. Quando é uma questão de engenharia, revemos o que pode ser feito. Quando o problema é a fiscalização, a gente intensifica”, detalhou o secretário.

Segundo ele, as principais infrações registradas nas rodovias e dentro da cidade são ultrapassagem em local proibido, excesso de velocidade, falta do uso do cinto de segurança, embriaguez ao volante e uso de celular na direção.

“As estatísticas registradas pelos órgãos responsáveis pelo trânsito ainda mostram que a maioria dos acidentes é causada por falha humana, assim como as mortes, na maior parte, causadas por falta de dispositivos de segurança”, comentou Silva.

No estado

O índice de fatalidades teve redução em todo o estado. Nos sete meses, a redução é de 11,4% nas fatalidades (2.726 contra 3.078 nos primeiros sete meses de 2019). Pedestres formam o grupo com a maior queda no número de óbitos.

Somente no mês de julho no estado, 12 das 16 regiões administrativas obtiveram reduções nas fatalidades. Na região metropolitana de São Paulo, a redução foi de 20%, sendo que a capital teve queda de 32% (48 fatalidades contra 71 em 2019).

Acidentes fatais em vias municipais registraram redução de 10,9% em julho. Já nas rodovias que cortam o estado, a queda foi ainda mais expressiva: menos 22,1%. As ocorrências concentram-se no período noturno (55,5%) e nos finais de semana (45,8%).

A maior parte das vítimas é homem (87,3%) e condutor do veículo (61,7%), enquanto as colisões entre veículos foram o principal tipo de acidente (38,6%).

Pedestres obtiveram a maior redução no número de óbitos. Foram 92 ocorrências em julho, contra 128 no mesmo período do ano passado (menos 28,1%). No acumulado do ano, a queda é de 18,5% em relação a 2019.

A redução chega a 36,8% na comparação com os primeiros sete meses de 2015, início da série histórica do Infosiga SP, o que representa 382 mortes evitadas.

Os números refletem também a redução das fatalidades entre idosos (menos 27%). Entre janeiro e julho deste ano, uma em cada três vítimas de atropelamento (34%) tinha mais de 60 anos.

Motociclistas lideram as estatísticas do Infosiga SP em julho, com 139 óbitos, mesmo número do ano passado. Apesar da queda expressiva nos índices, ocupantes de automóveis passaram a ocupar o segundo lugar, ultrapassando os pedestres.

No mês passado, foram registradas 108 fatalidades, contra 142 em 2019, redução de 23,9%. Entre os ciclistas, as fatalidades recuaram 12,8% (34 casos contra 39 no ano anterior).

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