7ª Feira do Doce tem início neste sábado

    Organização estima público de pelo menos 80 mil; festival musical é atração à parte

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    Feira chega à sétima edição com expectativa de receber maior número de visitantes em relação à edição anterior (foto: Diléa Silva)
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    A abertura oficial da Feira do Doce – a iniciativa de maior sucesso nas áreas de gastronomia e turismo em Tatuí nos últimos anos -, tem abertura neste sábado, 6, às 10h, apresentando mais de 250 tipos de produtos da tradição doceira local. A feira acontece na Praça da Matriz e segue até terça-feira, 9 – feriado da Revolução Constitucionalista no estado de São Paulo.

    Também considerado o maior evento do interior paulista voltado a esse tipo de produto, a feira é realizada pela Aprodoce (Associação dos Produtores de Doce de Tatuí), por meio da prefeitura e da Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude, com apoio de empresas e instituições parceiras.

    Neste ano, a feira chega à sétima edição, com a expectativa de superar as vendas e receber maior número de visitantes em relação à edição anterior. A previsão é do secretário do Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude, Cassiano Sinisgalli.

    Conforme informado a O Progresso, na segunda-feira, 1°, a expectativa da organização é de que o evento receba pelo menos 80 mil visitantes durante os quatro dias. Para garantir a segurança, a prefeitura conta com apoio da Guarda Civil Municipal e de seguranças particulares.

    “A cada ano que a gente faz o evento, ele está crescendo mais. A feira está ficando melhor, mais divulgada, e os doceiros que participam estão cada vez mais preparados. Então, as expectativas são as melhores. A gente pretende, pelo menos, que chegue à mesma quantidade do ano passado, que já foram números bons”, afirmou o secretário.

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    Conforme a pasta, durante a feira do ano passado – que, pela primeira vez, contou com quatro dias de duração –, os expositores somaram a venda de 190.396 unidades, o que garantiu renda bruta de aproximadamente R$ 600 mil.

    “Mesmo que neste ano o feriado seja na terça-feira e não na segunda, como no ano passado, a gente acredita que o público e a renda devem ser iguais ou até maiores que no passado”, comentou o secretário.

    “Isso porque a nossa segunda vai ser igual ou até mais forte, como foi a sexta-feira do ano passado; e, na terça, como é feriado, a gente acredita que deve haver um movimento equivalente ao de domingo do ano passado”, observou.

    Conforme o Sinisgalli, a expectativa dos doceiros também é boa. “Eles estão muito ansiosos também. Muitos deles vão lançar produtos novos na feira e estão investindo em embalagem e na decoração do estande. É o que vai fazer a diferença durante a feira. Afinal, são 50 estandes de doces, então, aquele que se destacar tem a chance de obter mais lucro”, comentou.

    São mais de 250 tipos de produtos, divididos em alas temáticas, como: doces tradicionais e artesanais, de festa e sobremesas, chocolates, brigadeiros “gourmet”, bolos e tortas, doces de milho, bebidas, churros, crepes e pastéis.

    A gastronomia estará disponível em 52 estandes. Cinquenta produtores estão inscritos. Além disso, o evento contará com uma barraca de especiarias do Fusstat (Fundo Social de Solidariedade) e uma tenda que oferecerá oficinas de “cupcakes” para as crianças.

    Um dos mais tradicionais são os doces ABC. A sobremesa tradicional foi declarada patrimônio cultural e imaterial da gastronomia tatuiana, por meio de lei municipal sancionada em 2015.

    Os doces, cujos nomes levam as iniciais dos produtos utilizados na produção (abóbora, batata-doce e cidra), são reconhecidos no município há mais de 60 anos.

    O evento é realizado com apoio de diversas entidades, como o Fusstat. Neste ano, a presidente do órgão, Sônia Maria Ribeiro da Silva, destacou boa parte da equipe de trabalho à produção de doces.

    A lista de produtos vendidos pelo Fusstat, em estande próprio, inclui maçã do amor, beliscão, brownie, bolo de mandioca e bala de coco com nozes, além de aventais e chaveiros de boneco de meia.

    Todos os produtos estão sendo comercializados em embalagens exclusivas, fabricadas pelas professoras dos cursos oferecidos para a comunidade nos centros de capacitação.

    Os produtos começaram a ser desenvolvidos pela equipe de docentes do Fusstat há dois meses. Desde o período, o grupo se dedicou tanto à fabricação dos doces quanto à confecção das embalagens, também exclusivas.

    O dinheiro arrecadado com a venda dos produtos deve ser revertido para abastecer os centros de capacitação. Já a venda dos chaveiros será para a compra de plumantes e para a continuidade do projeto “Boneco de Meia”.

    “Estamos preparadas com bastante estoque, e vamos ficar os quatro dias. Esperamos receber muita gente. Estou convidando todo mundo para que esta festa renda um bom dinheiro para ajudar na manutenção dos nossos centros de capacitação”, ressaltou.

    Sinisgalli salienta que a intenção é melhorar a estrutura da Feira do Doce a cada ano. Para isso, além da oferta de doces em variedade, os detalhes incluem a decoração diferenciada.

    “Sempre tentamos trazer alguma novidade, dentro das nossas possibilidades financeiras. Este ano, estamos trazendo de volta o trenzinho turístico, e também vamos montar uma loja de lembrancinhas que lembre o município de Tatuí”, destacou o secretário.

    O trenzinho turístico deve sair da rua 11 de Agosto a cada 30 minutos. O passeio vai custar R$ 8 e inclui visita em diversos pontos turísticos do centro da cidade, como o Mercado Municipal “Nilzo Vanni”, Conservatório, praças, casarões, Fábrica São Martinho e Museu Histórico “Paulo Setúbal”.

    O secretário ainda ressalta que equipamentos turísticos municipais, estabelecimentos comerciais e empresas turísticas privadas estarão com programação especial durante a sétima Feira do Doce.

    No período, a exposição fotográfica “Douceur Illustrée” (doçura ilustrada), de Débora Holtz, que está sendo realizada no Museu Histórico “Paulo Setúbal”, equipamento de cultura da prefeitura, tem o horário de visitação estendido.

    Os interessados em visitar a exposição e as outras atrações do MHPS poderão fazê-lo das 9h às 19h. Após o término da Feira do Doce, a mostra continuará disponível para visitação até o dia 21 de julho, de terça-feira a domingo, das 9h às 17h.

    Ainda na Praça do Museu, acontece a tradicional Feira de Artesanato. Os artesões ficam no espaço entre os dias 6 e 9, das 10h às 20h. Além disso, o camping Maria Tuca também vai estar aberto à visitação.

    “Também estamos conversando com restaurantes, bares, estacionamento, hotéis, e eles estarão abertos, com programação e preço diferenciados durante os quatro dias, para atender aos turistas”, contou o Sinisgalli.

    O secretário enfatizou que, além da arrecadação direta, a economia do município é aquecida, gerando emprego e renda indiretamente com a realização da feira.

    Segundo ele, somente a venda de salgados – que não fazia parte do evento, mas que estava nas redondezas da praça – garantiu arrecadação de mais de R$ 40 mil no ano passado.

    “Depois do evento, conversei com alguns donos de restaurantes, bares e lanchonetes, e todos eles me disseram que a venda aumentou durante os quatro dias. Alguns pediram para que tenha uma feira por mês”, afirmou Sinisgalli.

    Conforme o secretário, os próprios produtores ajudam a movimentar a economia do município, aumentando o consumo nos supermercados, casas de embalagens e outros estabelecimentos da cidade.

    “Acho que é uma feira que movimenta muito a cidade. Tem impacto na cultura, com a programação musical; na economia, gerando emprego e renda; e também é um atrativo turístico para promover a Terra dos Doces Caseiros”, concluiu o secretário.


    Festival de Música “Maestro Neves”

    Apesar do nome, a Feira do Doce também proporciona outras opções de lazer ao público. Como de costume, durante os quatro dias do evento, acontece o tradicional Festival Capital da Música “Maestro Antônio Carlos Neves Campos”.

    Neste ano, a programação musical da festa gastronômica tem a presença de grupos rock, jazz, blues, MPB, música clássica, pop, samba e, também, músicas do universo infantil, com apresentações de teatro.

    Conforme Sinisgalli, a ideia de juntar o Festival de Música com a feira surgiu para reaproveitar as estruturas que já estão montadas e ainda ter mais um atrativo para a festa. “Aproveitamos para englobar os dois eventos em um só, e casou muito bem. Os doceiros também foram favoráveis à ideia”, garantiu.

    Conforme o secretário explicou, o evento é aberto com música, às 10h, e vai até às 22h, com pequenos intervalos, apenas para a troca das bandas e grupos musicais. “Os grupos são diversificados, para agradar a todos os públicos, com repertórios que vão do erudito ao popular”, completou.

    No total, 24 formatos de grupos musicais dos mais variados gêneros integram o evento. As apresentações têm início às 11h deste sábado, 7, com a Big Band do Conservatório de Tatuí. Um pouco mais tarde, a partir das 12h30, o palco é ocupado pelos integrantes do Grupo Seresteiros com Ternura.

    À tarde, o programa segue com a Confraria do Cavaco, às 14h. Depois, às 15h30, há apresentação de Metais do Roque “Show Blues n’Roll”. Na sequência, às 17h, a Cia. de Teatro do Conservatório de Tatuí apresenta o musical infantil “Viagem ao Céu”.

    À noite, outras duas atrações estão agendadas. O show com Luzia Dvorek acontece às 18h30; e a segunda, às 21h, fecha o primeiro dia do evento, com a Camerata Les Ensembles – Banda Show.

    No domingo, 7, cinco grupos sobem ao palco. O primeiro é a Banda Sinfônica de Laranjal Paulista, às 13h. A partir das 14h30, o som fica por conta do show de Luzia Dvorek. O grupo de Choro do Conservatório de Tatuí está confirmado para animar o público às 16h.

    Ainda no período da tarde, a atração é a transmissão ao vivo da final da Copa América, no telão, às 17h. Depois, sobem ao palco, às 20h, a banda Revoltrio e a Banda Simphony, às 21h.

    A dupla Mara Vecchia e Noel Santos está encarregada de abrir a programação de segunda-feira, 8, às 12h. Um pouco mais tarde, às 14h, a banda SodAcústica assume o palco, seguida do Medeiros Grupo Regional de Choro, às 15h30.

    O final da tarde segue com a Jazz Combo do Conservatório de Tatuí, às 17h, e com Voss e banda Batom Digital Music, às 18h30. O encerramento do terceiro dia do festival fica por conta da Bravo Electro, às 20h.

    Na terça-feira, 9, dia do encerramento da sétima edição da Feira do Doce, as atrações começam às 12h, com Flaviano Gomes. Em seguida, às 13h30, apresentam-se Os Seresteiros de Tatuí.

    Ainda no período da tarde, às 15h, Júlio Nascimento – Trio sobe ao palco. O Samba em Família anima o festival às 16h30, seguido da banda Live By Night, às 18h. Às 19h30, ocorre o encerramento do evento e, às 20h, o Conjunto de Metais do Conservatório de Tatuí marca presença, realizando a última apresentação do festival.

    O programa foi definido pela associação, em reuniões mediadas por Sinisgalli. Há mais de dois meses, ele tem participado de encontros para viabilizar a realização do evento, somando colaborações diversas.

    O secretário reforçou que, tanto a feira quanto o festival, servem para ajudar a divulgar as outras atrações do município. Ele lembra que Tatuí busca investir na divulgação dos espaços turísticos, por conta da elevação a MIT (município de interesse turístico).

    A meta é aumentar a circulação de visitantes, focando no crescimento da arrecadação e para atender aos requisitos impostos pelo convênio. O governo do estado deve avaliar, a cada três anos, se os municípios atendidos pelo MIT estão seguindo as recomendações, para continuarem a receber os recursos.

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