4ª Festa do Doce promete ser maior

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Fabio Villa Nova





A quarta edição da Festa do Doce, que acontece de sexta-feira a domingo desta próxima semana, dias 8, 9 e 10, promete ser a maior de todas e simbolizar o fim de um ciclo e o início de outro, segundo o diretor de Cultura e Desenvolvimento Turístico, Jorge Rizek.

Realizada desde a primeira edição na Praça da Matriz, a festa terá número recorde de expositores. O local, que já estava “pequeno” na edição anterior, precisou de atenção redobrada na hora da divisão dos espaços para os estandes. A expectativa é de que o público supere os 70 mil do ano passado.

De acordo com Rizek, há possibilidade de que, a partir de 2017, a feira seja realizada em outro local, ainda a ser definido. O atual, a Praça da Matriz, já é considerado pequeno. O lugar precisa ser amplo e acomodar bem os visitantes e expositores, além de possuir estacionamento.

“Temos que criar um espaço de eventos para poder abrigar a feira, de forma que o tempo não interfira na festa. Precisamos ter um estacionamento adequado, para que as pessoas possam ir à festa em um local mais amplo e tenham maior conforto”.

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A preocupação do organizador pode ser traduzida em números. Enquanto no primeiro ano (2013) a feira teve 18 estandes, no segundo (2014), mais que dobrou, passando para 40. No ano passado, foram 54 expositores e, neste ano, serão 69.

O número de alas passou de sete, em 2015, para dez, neste ano. O número de doces teve incremento de 25%, passando de 200 para 250 tipos em um ano.

As alas são temáticas: doces finos; chocolates; bolos e tortas; churros, crepes e pastéis; doces de festa e sobremesa; doces tradicionais e artesanais; e bebidas. Neste ano, a festa conta, ainda, com novidades: padaria e confeitaria; produtos de milho e brigadeiros “gourmet”.

Entre as ideias que poderão ser colocadas em prática nos próximos anos, segundo Rizek, além do novo local, seria a construção de uma cozinha experimental, troca de receitas entre os participantes, concurso de bolos confeitados e a eleição da “rainha da festa”.

O diretor afirmou que o principal objetivo da Festa do Doce é movimentar a indústria doceira, não só durante os três dias de evento, mas “todos os 365 dias de um ano”.

“É uma feira de negócios. É essa a diferença da Festa do Doce para uma quermesse, uma festinha junina. Na verdade, a gente faz na rua porque ela surgiu pequena e a cada ano foi crescendo. A produção de doces na cidade também foi crescendo na mesma medida”, frisou.

Desde que surgiu, a festa se tornou referência regional. Pessoas e empresários da região visitam a cidade para conhecerem os doces tatuianos. Além de ser um evento cultural, a feira serve para fomentar negócios e divulgar o nome de Tatuí.

“Vêm bastante pessoas de fora. Se uma pessoa que é da área não vir, ela ficará sabendo da festa por uma pessoa que não é, um visitante normal. Os expositores tiveram grandes encomendas fechadas fora da feira. É isso que a gente quer com a festa”, contou.

A organização começou no início de maio. Desde então, em reuniões semanais, expositores e autoridades municipais “aparavam as arestas” em relação à fiscalização, segurança, trânsito, comunicação visual e regras sanitárias.

“Na verdade, a festa deu certo porque é uma parceria entre a Prefeitura e os produtores de doce. Não chegamos sozinhos e fazemos a festa. A cada semana, todos discutem um assunto por vez e decidimos em conjunto”, explicou.

A penúltima reunião técnica da festa aconteceu na terça-feira, 28 de maio, e serviu para apresentar o plano de trabalho do Demutt (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte) e da GCM (Guarda Civil Municipal). A última reunião da organização será na quarta-feira, 6.

Os responsáveis pelo trânsito e pela segurança informaram aos participantes que nove estacionamentos de veículos estavam credenciados para receberem os veículos dos doceiros e que, neste ano, em virtude da expansão da área da feira, não haverá áreas para descarga dos doces, que deverão ser levados do estacionamento.

De acordo com o diretor do Demutt, Adriano Henrique Moreira, o departamento focará o trabalho na região central da cidade, para evitar acidentes. Os locais de travessia de pedestres terão “atenção especial” dos agentes.

“Vai ter GCMs e agentes de trânsito em todo o entorno da Praça da Matriz para dar segurança aos condutores e pedestres, que estarão em maior número na região central”, explicou.

Moreira afirmou que os principais pontos de atenção da fiscalização serão a rua 11 de Agosto e as paralelas, Prudente de Morais e 15 de Novembro.

Festival de Música

Concomitantemente à festa, a organização dará seguimento ao festival de música “Com Açúcar e Com Afeto”, que terá duração de 36 horas e será realizado nos três dias de evento.

Durante o festival, grupos realizarão apresentações de música popular brasileira, jazz, rock, samba de raiz e música clássica. É a segunda vez que a Festa do Doce aliará duas tradições tatuianas: o doce caseiro e a música. O nome, segundo o diretor da Cultura, foi inspirado em uma canção homônima de Chico Buarque.

“É uma mistura da música de qualidade, que a gente tem, com os doces e a ternura pela qual a cidade é reconhecida”, disse Rizek.

Doceiros associados

De acordo com o diretor da Cultura, um grupo de doceiros resolveu se unir e criar a Associação dos Doceiros de Tatuí. A nova entidade ainda não foi formalizada.

A associação servirá para organizar o setor produtivo e se tornar um canal de negociação entre a Prefeitura e os empresários. No futuro, os associados serão os responsáveis pela realização da festa, classificada por Rizek como “feira de negócios”.

“Estamos brigando por esse associativismo, para não ficar só com a Prefeitura. Na verdade, a associação é quem vai fazer a festa, com apoio nosso no futuro, como ocorre em outras feiras”, contou.


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