Município soma dois medalhistas na Olimpíada Brasileira de Matemática

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Alunos da Etec “Sales Gomes”, destaques na Obmep (foto: Diléa Silva)
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Da reportagem

Dois alunos da Etec “Sales Gomes” foram medalhistas na 15ª edição da Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) – competição realizada pelo Impa (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada), com apoio da SMB (Sociedade Brasileira de Matemática) e recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O público-alvo da Obmep é composto de alunos do sexto ano do ensino fundamental até o último ano do ensino médio. Também são premiados professores, escolas e secretarias de educação de municípios que se destacam em virtude do desempenho dos alunos.

O estudante Gustavo da Silva Rodrigues, 17, do terceiro ano do ensino médio, recebeu medalha de bronze e o aluno Henrique Miranda Carvalho, 16, do segundo ano, ficou com a medalha de prata, após passarem pelas duas fases da competição.

A prova da primeira fase aconteceu no dia 21 de maio. Após a correção das provas, realizada nas próprias escolas, um total de 949.240 estudantes foram classificados para a segunda fase, realizada no dia 28 de setembro. As cerimônias de premiação ocorrerão durante 2020, em data a ser definida.

Em 2019, a Obmep registrou 54.831 instituições de ensino inscritas, abrangendo 99,71% dos municípios de todo o país. O número total foi de 18.158.775 estudantes do ensino fundamental e médio, oriundos de 49.002 escolas públicas e 5.829 particulares.

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A olimpíada distribuiu, entre os estudantes de escolas públicas, um total de 522 medalhas de ouro, 1.500 de prata, 4.508 de bronze e 42.432 certificados de menção honrosa. Estudantes de instituições particulares receberam 76 medalhas de ouro, 246 de prata, 675 de bronze e 5.701 certificados de menção honrosa.

O professor de matemática da unidade local, Luís Carlos Antunes Júnior, conta que a escola participa em todos os anos, mas é a primeira vez – pelo menos nos últimos quatro anos – que a unidade tem medalhistas.

“O governo manda um calendário e aí, automaticamente, são inscritos. Ocorre a primeira fase, onde eles têm que fazer a prova, e aqueles que obtêm a pontuação necessária passam para a segunda fase, que é quando sai medalha”, explica o professor.

A pontuação necessária varia de uma prova para a outra, de acordo com quantidade de alunos participantes e acertos, a nível nacional. Todos os alunos da Etec tatuiana participaram, sendo que pelo menos 20 chegaram à segunda fase, concluída com os dois medalhistas.

Antunes destaca que, durante o ano letivo, as aulas são “entrelaçadas” com um conteúdo curricular reforçado para as olimpíadas. “Além disso, nas aulas, também vou ajudando os alunos que pedem”, diz ele.

O professor ressalta que o desempenho na prova “não é só uma questão de grade curricular da escola, mas também depende do interesse do aluno em buscar uma boa classificação para seguir para a segunda fase”.

“É o aluno que se interessa e que corre atrás. Nós temos diversas vertentes para trabalhar, e damos condição de conhecimento em todas elas, porém, nada disso é válido se os alunos não se dedicarem”, observa Antunes.

Rodrigues é aluno dele e diz ter ficado feliz com a medalha de bronze. Esta é primeira vez em que o estudante participa da Obmep. Ele ainda afirma que estudou muito durante o ano para conseguir atingir o resultado.

“No ano passado, tive compromisso no dia da prova e acabei não conseguindo fazer a prova, só que, neste ano, eu me dediquei e estudei bastante para conseguir medalha. Depois que passei na primeira fase, fui ainda mais confiante”, comenta o estudante.

Segundo ele, grande parte da preparação que teve para realizar a prova veio das aulas de matemática. “As aulas do professor Luís Antunes são bem voltadas ao vestibular e a estas olimpíadas, então eu fiquei mais tranquilo. Além disso, sempre que tinha dúvidas, ele me auxiliava”, frisa.

Rodrigues destaca que, para ele, a participação na Obmep “foi ainda mais importante”. Ele terminou a terceira série do ensino médio neste ano e a medalha pode garantir oportunidade em faculdades e universidades, que abrem vagas para alunos medalhistas.

“Foi muito bom, foi uma experiência muito legal, principalmente porque estou no terceiro ano do ensino médio e, quando você ganha uma medalha da Obmep, você pode se inscrever para vagas olímpicas em faculdades. Fiz a inscrição para o curso de física da Unicamp”, conta.

Carvalho é aluno do professor José Claudemir Schmitt e iniciará o terceiro ano do ensino médio em 2020. O estudante conta ter feito a prova para testar o conhecimento e assegura que a medalha foi “fruto de muito esforço”.

O estudante ainda menciona que, nos últimos anos, tem se dedicado aos estudos, principalmente nas disciplinas de matemática, química e física, já que pretende prestar vestibular para o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).

“Estou me dedicando muito e, como já tinha uma base de estudos, resolvi fazer a prova já com foco para pegar medalha. Essa é a minha terceira – em outros anos, conquistei duas de bronze. É muito gratificante. Ali, você vê que os estudos valeram a pena”, ressalta Carvalho.

A participação dos alunos das Etecs na Obmep foi positiva em todo o estado. Ao todo, foram 56 medalhas conquistadas por representantes de 36 unidades nesta 15ª edição.

Claudia Martins, da Etec Polivalente de Americana, localizada na região de Campinas, e Marcos Breda, da Etec “Amim Jundi”, de Osvaldo Cruz, região de Presidente Prudente, conquistaram medalhas de ouro. Ambos estão matriculados no terceiro ano do ensino médio.

Também foram concedidas 22 medalhas de prata, 32 de bronze e mais de 900 menções honrosas a alunos de outras 119 Etecs.

Conforme divulgado pela organização da Obmep, todos os medalhistas serão convidados a participar do Programa de Iniciação Científica (PIC Jr.) “como incentivo e promoção do desenvolvimento acadêmico dos participantes”.

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