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    Mitos e verdades sobre amamentação: o aleitamento materno é poderoso

    Cinthia Calsinski

    A amamentação é uma jornada única, repleta de descobertas, desafios e transformações. Apesar de seus inúmeros benefícios reconhecidos para mãe e bebê, ainda existem muitos mitos que circulam por aí — e que mais atrapalham do que ajudam. Abaixo algumas dessas crenças populares que envolvem o aleitamento materno. Afinal, informação de qualidade é uma das maiores aliadas das famílias nesse momento tão especial.

    Mama pequena produz pouco leite.”

    ♦MITO!

    O tamanho da mama não interfere na produção de leite. A quantidade de leite está relacionada às glândulas mamárias e à frequência da amamentação, e não ao volume das mamas.

    “Beber mais água faz produzir mais leite.”

    ♦MITO!

    A hidratação é essencial para o bem-estar da mãe, mas ingerir mais água do que o necessário não aumenta, por si só, a produção de leite. O principal estímulo é a sucção frequente e eficaz do bebê.

    “Amamentar o bebê deitada causa dor de ouvido.”

    ♦MITO!

    Esse é um mito comum. Na posição deitada, quem muda de postura é a mãe; o bebê continua mamando da mesma maneira. Essa posição pode, inclusive, ser uma grande aliada para aliviar o cansaço, proporcionando mais conforto e descanso.

    “O bebê precisa fazer ‘boca de peixinho’ para a pega estar correta.”

    ♦MITO!

    Mais importante que o formato da boca é a pega funcional: ela deve ser assimétrica, com o bebê abocanhando mais a parte inferior da aréola do que a superior. O queixo deve encostar na mama e o nariz ficar livre para respirar.

    “Quem tem mamilos invertidos não consegue amamentar.”

    ♦MITO!

    Mamilos planos, curtos ou invertidos podem, sim, dificultar o início da amamentação, mas isso não impede a amamentação. A pega correta depende muito mais da flexibilidade da aréola do que da forma do mamilo. Com orientação adequada, é possível superar essas dificuldades.

    “O estresse pode influenciar na produção de leite.”

    ♦VERDADE!

    Questões emocionais como ansiedade, tristeza ou estresse podem impactar a descida e a produção do leite. Por outro lado, a amamentação eficaz também pode ser um fator protetor para a saúde mental da mãe, criando momentos de conexão e bem-estar.

    “Alimentos consumidos pela mãe causam cólicas nos bebês.”

    ♦MITO!

    Não há evidência científica que comprove essa relação direta. O que existe — e merece atenção — é a alergia à proteína do leite de vaca (APLV), uma condição específica.

    Dra. Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra, consultora internacional de lactação certificada pelo IBCLC (L-304362), consultora do sono materno-infantil pelo International Parenting and Health Institute e educadora parental pela Positive Discipline Association