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    Gripe: cuidados, vacinação e tratamento

    Todos os anos, com a chegada do inverno, é esperado o aumento do número de casos de gripe no País, mas este ano a doença chegou mais cedo e de forma mais agressiva, como relata a médica Lilian Avilla, infectologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, de São Paulo.

    “Desde o início do ano tem se observado o crescimento expressivo de casos de síndrome gripal e o acompanhamento epidemiológico demonstra que grande parte é decorrente da infecção pelo Vírus Influenza”, informa.

    Dados epidemiológicos

    Dados do Ministério da Saúde (MS) mostram que o Brasil registrou aumento de cerca de 93% nas internações por influenza e alta significativa nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em comparação aos anos anteriores, sendo o vírus Influenza A o principal agente infeccioso identificado nos casos mais graves e óbitos, com predominância das cepas H3N2 e H1N1.

    Entre os grupos mais afetados destacam-se as duas pontas da pirâmide etária, sendo as crianças pequenas e os idosos os mais atingidos pela doença e o segundo grupo responsável pelo maior número de óbitos.

    Vacinação

    Apesar de os números revelarem a evolução do número de casos graves, a adesão da população à Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe tem permanecido abaixo do esperado – menor que 90%, a meta estipulada pelo MS para o público-alvo.

    A infectologista do Hospital Edmundo Vasconcelos lembra que “a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir casos graves, internações e complicações da doença. Ainda que a imunização não impeça que a infecção ocorra, ela é fundamental para reduzir a intensidade dos sintomas e a evolução para quadros mais severos, especialmente, em populações mais vulneráveis”.

    A médica explica ainda que “como existe uma oscilação natural das cepas virais mais prevalentes a cada ano, e a imunidade contra o vírus da gripe não é duradoura, é de extrema importância receber a vacina anualmente para garantir a proteção adequada. Vacinar-se é uma medida de cuidado consigo mesmo e com toda a comunidade” lembra.

    Importante destacar que as vacinas estão disponíveis no SUS e também na rede privada, incluindo clínicas de imunização e hospitais.

    Prevenção e cuidados

    Para além da vacina, a adoção de alguns hábitos pode contribuir para que os vírus fiquem distantes, como permanecer em ambientes ventilados, pois os locais fechados facilitam a circulação de microrganismos, especialmente os respiratórios. A lavagem frequente e correta das mãos com água e sabão também é fator determinante para prevenir doenças respiratórias, assim como a máscara é outro recurso capaz de ajudar a diminuir essas infecções.

    Ingesta de água, alimentação saudável, atividades físicas e roupas adequadas à temperatura também são importantes, além de evitar choques térmicos, ou seja, exposição à baixa e à alta temperatura simultaneamente. E, claro, não praticar a automedicação, que retarda a procura por assistência médica, quando necessário.