GCMs abordam casal durante discussão e acabam agredidos

359





Dois guardas civis municipais alegam ter sofrido agressões ao atender chamado de violência doméstica. O caso ocorreu na tarde do dia 4, quarta-feira da semana passada, na rua Eurides Ribeiro Tavares, no Jardim Wanderley.

De acordo com boletim de ocorrência, os guardas faziam patrulhamento de rotina pelo bairro quando teriam encontrado um casal brigando.

Conforme o BO, um servente de pedreiro, de 29 anos, estaria agredindo a companheira, de 34, com tapas no rosto. Os GCMs relatam que o casal “parecia bastante machucado”, com “lesões e sangramento no rosto, braços e pernas”.

Os guardas informam que tentaram conter o homem. Relatam, também, que ele teria conseguido se soltar, tendo entrado em uma das casas vizinhas. Em seguida, o servente teria retornado ao local com o irmão, um pedreiro de 35 anos.

Também conforme relatos registrados no BO, a dupla teria agredido os agentes. Até mesmo a mulher teria participado da briga, “partindo para cima” dos guardas.

A equipe da GCM informou na Delegacia Central que havia conseguido conter o trio “usando força moderada”. Todos os envolvidos foram levados ao plantão policial.

Em depoimento, a mulher afirmou que as agressões começaram depois de uma “discussão corriqueira do casal”. Ela disse que empurrou os GCMs durante a briga porque temia que a filha assistisse à cena. A mulher sustentou que queria “tentar impedir que os guardas capturassem o marido dela”.

Já o servente do pedreiro afirmou que estava sentado no banco da moto da esposa quando os guardas o abordaram. O veículo estava desligado. Conforme ele, os guardas teriam dito que, “se o encontrassem novamente, iriam agredi-lo”.

O homem alega que os guardas deixaram o local e, minutos depois, quando ele discutia com a companheira, eles o “cercaram”. O servente relata que foi “perseguido pelos guardas”. Por isso, teria corrido, entrado na casa e, “com medo de sofrer agressões”, trancado o cadeado do portão.

Ainda com base nas informações prestadas pelo servente à Polícia Civil, os GCMs teriam estourado o cadeado, invadido a residência e iniciado as agressões. Uma vez na casa, teriam batido no irmão do ajudante e na mulher dele.

O servente alega, também, que a motocicleta da esposa foi apreendida “sem motivo aparente”. Segundo os guardas envolvidos na ocorrência, a apreensão ocorreu porque a moto estava “com o lacre da placa aparentemente danificado”.

Em depoimento, o irmão do servente afirmou que os guardas tentaram “enforcar” o trabalhador, mesmo depois de ele ter “tentado dialogar”. Disse, ainda, que nenhum cadeado da casa havia sido danificado durante a entrada dos guardas, uma vez que o portão estava “apenas encostado”.

Na delegacia, as divergências continuaram. Um dos guardas declarou que o servente teria feito ameaças a ele. Em função disso, o homem, o irmão e a mulher foram autuados por violência doméstica, lesão corporal, resistência e ameaça.