Feira do Doce terá quatro dias de duração

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Evento é considerado o maior do interior do Estado de São Paulo voltado à produção do doce caseiro e está pré-agendado para receber o público nos dias 6, 7, 8 e 9 de julho (foto: arquivo O Progresso)
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Considerado o maior evento do interior do Estado de São Paulo voltado a esse produto, a Feira do Doce terá duração estendida neste ano. O secretário municipal do Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude, Cassiano Sinisgalli, confirmou a O Progresso que a nova edição da feira terá um dia a mais.

A ampliação se deve a pedido apresentado pela Aprodoce (Associação dos Produtores de Doce de Tatuí) no começo deste ano. Os associados também solicitaram, por meio de documento, o retorno do evento para o início do mês de julho.

Os dois assuntos compuseram pauta de reunião entre o secretário, os membros da entidade e a prefeita Maria José Vieira de Camargo.

O encontro aconteceu na tarde de quinta-feira, 22. “Eles (os membros da diretoria da Aprodoce) foram levar pessoalmente o pedido para a prefeita, no qual solicitavam a ampliação da data, já pensando no feriado nacional”, relatou Sinisgalli.

De acordo com o secretário, a feira está pré-agendada para os dias 6, 7, 8 e 9 de julho, sexta, sábado, domingo e segunda-feira, respectivamente. O último dia é o feriado nacional, em comemoração à Revolução Constitucionalista de 1932.

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Sinisgalli contou que, embora seja uma segunda-feira, a data de encerramento da Feira do Doce deve fomentar ainda mais o turismo. “Nós sabemos que os turistas vêm para aproveitar o feriado prolongado, e acatamos a proposta de ampliação do evento, já prevendo o aumento de arrecadação”, explicou.

O secretário acrescentou que as alterações são realizadas de forma a aperfeiçoar a experiência que os turistas e o público frequentador têm com a feira. É por esse motivo que, no ano passado, o evento mudou para o fim do mês de julho.

“A mudança em 2017 ocorreu porque estávamos assumindo a secretaria, ainda não tínhamos a experiência de realização do evento e também porque entendíamos que, na ocasião, atrapalhava o movimento do comércio”, contou Sinisgalli.

Ao analisar o resultado de 2017, a equipe da Cultura verificou não ter ocorrido concorrência. Ao contrário, Sinisgalli ressalta que a feira contribuiu para que o comércio tivesse maior movimento, revertido em vendas.

“Entendemos que a feira também beneficia o comércio, tanto que até tivemos o pedido para que retornássemos para a primeira quinzena de julho”, apontou.

O ofício entregue a Maria José havia sido apresentado anteriormente pela Aprodoce ao Comtur (Conselho Municipal de Turismo), na reunião de abertura dos trabalhos do ano. No dia 13, os conselheiros se reuniram no Centro Cultural Municipal para traçar metas de trabalho.

“Aproveitamos a ocasião para apresentarmos a proposta da Aprodoce”, contou o presidente do Comtur, Wagner Eduardo Graziano. Ele também é um dos fundadores e secretário da Aprodoce, presidida por Luciano Rocha Lima.

Na ocasião, Graziano explicou que o Comtur cedera espaço ao presidente da Aprodoce para falar sobre a sugestão de data. Ele argumentou que a proposta seria mais interessante para os produtores e para os comerciantes que possuem lojas no entorno da Praça da Matriz, onde a feira é realizada.

“A Prefeitura tinha uma data, a qual entendia ser mais interessante para ela; porém, não era para os produtores, mesmo porque o feriado é uma data consolidada”, alegou.

Pensando em expandir a Feira do Doce, de modo a atingir maior público, Graziano argumenta que a Aprodoce viu a possibilidade de atender às duas expectativas. “A pedido dela, a Prefeitura retornou para a data de origem”, contou.

A estimativa dos associados é que a mudança possa contribuir para a expansão do público, uma vez que a feira será realizada na semana de pagamentos dos trabalhadores. “Nós já temos uma movimentação natural na praça, e a atual gestão percebeu isso, fazendo todo o trabalho de adequação”, observou.

O trabalho consiste na otimização da estrutura. As tendas e estandes são montados na Praça da Matriz por uma única empresa, agilizando a instalação e evitando transtornos no trânsito da região.

Para Graziano, as medidas trouxeram benefícios para o comércio, citado como parceiro da iniciativa. “Os lojistas sabem da importância da feira para Tatuí”, frisou.

Além de atender aos doceiros, o secretário sustenta que a Aprodoce seguiu recomendação do público. Graziano argumenta que boa parte dos turistas que estiveram em Tatuí, nas edições anteriores, pediu a ampliação da feira.

As solicitações foram feitas no próprio evento e por meio de redes sociais. “Os três dias já não eram mais suficientes para atender à demanda”, ressaltou.

O Executivo recebeu o ofício no dia 24 de janeiro, mas discutiu a proposta com os produtores de doce nesta semana. “Estamos bem alinhados com a Prefeitura e conversando para definirmos todos os detalhes do evento”, concluiu Graziano.

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